segunda-feira, 11 de março de 2013

O Evangelho de Judas.





 “ Durante 1600 anos, sua mensagem ficou perdida. Quando as páginas de papiro encadernado  deste evangelho desaparecido finalmente chegaram  às mãos de estudiosos capazes de desvendar seu significado, causou assombro. Ali estava um texto que não se via desde os primeiros tempos do cristianismo, e que pouquíssimos especialistas acreditavam existir – um evangelho narrado da perspectiva de Judas Iscariotes, o traidor supremo da história. E, longe de ser vilão, o Judas que emerge destas paginas é um herói.”



 TITULO: O evangelho de Judas

 AUTOR: Rodolphe Kasser, Marvin Meyer e Gregor Wurst

 EDITORA: National Geographic – Prestígio Editora

 PAG: 185

  O livro não se trata apenas do evangelho de Judas. Ele conta toda a epopéia, desde a descoberta deste manuscrito, até finalmente poder ser estudado. 

 O trecho-chave do documento é atribuído a Jesus, dizendo a Judas: "Tu vais ultrapassar todos. Tu sacrificarás o homem que me revestiu". Segundo o pensamento gnóstico, esta frase significaria que com a delação Judas estaria contribuindo para que Jesus Cristo pudesse libertar o seu espírito, livrando-se de seu invólucro carnal, o corpo.

"Essa descoberta espetacular de um texto antigo, não-bíblico, considerada por alguns especialistas como um dos mais importantes jamais descobertos nos últimos 60 anos, estende nosso conhecimento da história e das diferentes opiniões teológicas do início da era cristã", esclarece Terry Garcia, um dos responsáveis da revista  National Geographic. Presume-se que o original, provavelmente escrito em grego, seja datado do início do século II.

 O papiro estava tão em mau estado, que a equipe tinha em suas mãos milhares de fragmentos, onde aos poucos foram formando palavras, frases, parágrafos...Um trabalho que durou de 2001 à 2006.

 O evangelho de Judas já era conhecido por Santo Irineu desde 180. A Igreja definiu o cânon da Bíblia (índice) desde o ano 200 com o Cânon de Muratori e outros concílios como o de Cartago III e IV. E desde então o evangelho de Judas foi considerado Apócrifo, mesmo sem uma cópia. Acreditavam que todas as cópias haviam sido destruídas.





 A maior parte desse evangelho, considerado gnóstico consiste assim em ensinamentos de "Jesus" a Judas, com uma longa explicação sobre hierarquias angelicais em uma nova versão para a criação. Diz ele que, primeiro, um grande e invisível espírito está sozinho, uma nuvem surge a seu lado e ele pensa: "Que surja um grande anjo para assistir diante de mim", e esse anjo, chamado "Autogerado", sai da nuvem. O relato continua e esse Autogerado começa a gerar por si inúmeros outros anjos e éons. 

  Segue-se uma incompreensível explanação sobre um personagem chamado Adamas: "Adamas estava na primeira nuvem luminosa que nenhum anjo já vira entre todos aqueles chamados 'Deus'." Esse Adamas é tão poderoso que cria anjos, luminares e éons – de onde a "geração incorruptível de Seth".

 Infelizmente existem muitos buracos no texto. Mas as revelações de Jesus à Judas não são tão assombrosas para quem já leu alguns evangelhos apócrifos, como o de Enoche. 

 Os textos ainda trazem algumas semelhanças com as idéias do livro de Urantia. O que é surpreendente, considerando o lapso de tempo que existe entre os dois livros.

 Este é um livro obrigatório na Biblioteca dos buscadores.

Boa leitura!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Além do primeiro décimo




  Qual o nosso papel no mundo? Por que estamos aqui? 

  São questões profundas. Vão além das já consagradas “ Quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos? 

 Sei que a maioria das pessoas está preocupada demais em “pagar suas contas”, que acham isto tudo uma grande perda de tempo. Mas para nós, buscadores, estas questões martelam em nossas cabeças dia após dia...


 TITULO: Além do 1° Décimo
 AUTOR: Lobsang Rampa
 EDITORA: Record
 PAG: 157

 Já postei aqui sobre o Lobsang Rampa. (http://capabordaefolhas.blogspot.com.br/2012/06/o-medico-de-lhasa.html. ).

 Esta obra, Além do 1° Décimo, publicada em 1969, abre com o seguinte texto: “ (..) O homem é um décimo consciente, os outros nove décimos correspondem  ao subconsciente e tudo aquilo que vem sob o título de “memória Racial” e “ocultismo”. Este livro é sobre VOCÊS, não apenas um décimo de vocês, mas tudo o que existe Além do primeiro décimo.”



 Nesta obra Lobsang prossegue em sua aula sobre viagem astral.
 “ Os mundos astrais ( sim, no plural!) são muito reais. As coisas são tão verdadeiras e tão concretas nesses mundos quanto nos parecem ser aqui nesta terra; na verdade, parecem mais substanciais, porque lá há mais cores e mais sons. Podemos fazer muito mais no estado astral.”

 De uma forma “indireta” Lobsang nós fala sobre o mundo “espiritual”. Interessante que na época da publicação deste livro, tais conceitos eram restritos aos espíritas e o que estivesse fora da doutrina “Kardequiana” era considerado esotérico ou ocultismo

 “ Deus, não importa o nome que lhe dermos, é um Deus de bondade, um Deus de piedade. Ninguém é jamais condenado, ninguém é jamais sentenciado à condenação eterna; não existem coisas como demônios que pulam para cima e para baixo sobre alguém, e mergulham forçados em corpo tremulo. Isto é produto da imaginação de padres ensandecidos, que tentam adquirir o domínio dos corpos e das almas daqueles que não raciocinam.”

 Nesta obra Lobsang ainda decorre sobre a “alma” dos animais e fala sobre os Discos Voadores. Inclusive afirmando que se trata de formas de vida de outros mundos. Vale a pena ler com certa atenção este trecho do livro. Principalmente se levar-se em consideração que na época em que foi escrito o livro, este ainda era um fenômeno relativamente novo e que ainda não haviam muitas especulações a respeito.



 Um outro tópico interessante, Lobsang fala sobre as forças magnéticas interagindo em nosso dia-dia. Cada país tem seu magnetismo próprio. Uma visão bem interessante, porém que nos levam a pensar no porque certos povos agem da maneira que agem. Alguns podem alegar que é a cultura, a criação da família,... Mas é algo mais, de fato.

 No fim do livro Lobsang nos deixa uma pequena previsão de futuro. Algumas coisas que inclusive estão acontecendo hoje. Em especial ele dis que o Brasil, a Austrália e o Canadá assumirão uma posição de liderança. Porém antes terão que passar por um processo de “sofrimento”, para que possam aprender. Isto é bem interessante, lembram do meu post: http://capabordaefolhas.blogspot.com.br/2013/02/pelo-amor-ou-pela-dor.html.?

   Recomendo que leiam,..., melhor, saboreim esta leitura. Absorvam este conhecimento.

 Boa leitura.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"FAZ PARTE DO MEU SHOW"





 A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Assim, "a verdade" pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Para Nietzsche, por exemplo, a verdade é um ponto de vista.  E se tratando de ponto de vista, esta pode variar de acordo com os paradigmas que o norteiam. Por tanto, estudem, leiam, dilatem seus paradigmas, expandam suas fronteiras...

 Por que iniciei meu post assim? Bem, tenho lido muitos comentários na internet a cerca deste livro, porém percebe-se que poucos são aqueles que de fato entenderam seu conteúdo.


 TITULO: Faz parte do meu show

 AUTOR: Robson Pinheiro

 EDITORA: Casa dos Espíritos

 PAG: 180

 Eu já estava procurando este livro para ler desde quando terminei a Trilogia “ O reino das sombras”. Mas só agora consegui encontrá-lo. Foram 3 dias de leitura. E devo confessar que enquanto desfolhava as últimas páginas já estava com pena de terminar. 

 O trabalho gráfico segue a excelente qualidade da Casa dos Espíritos. Uma capa super bem elaborada, em contrastes fosco e brilhante. 

“ O autor das palavras preferiu não se identificar diretamente; todavia, em seus apontamentos, fica a sua marca. Em suas palavras, suas pegadas. Quanto a mim, fui convidado tão-somente a auxiliar o verdadeiro autor destas experiências com meu jeito de escritor e repórter dos dois lados da vida. Sei que este trabalho causará polêmicas, discussões e rebeldia. Afinal, de uma forma ou de outra, todos somos rebeldes, exagerados...aprendizes.”


  A missão de Robson Pinheiro como médium é psicografar livros que “incomodam”, que nos fazem pensar. E este não foge a regra. 

Eu delirei, mas também levei multidões ao delírio. Neste frenesi de uma juventude fanática pelo sexo, pelas drogas e pelo rock, eu aprendi a amar as meninas e os meninos que passaram pela minha vida. Amei e amei até atingir o limite da loucura, da sensualidade, da liberdade total, como eu classificava aquele meu jeito descontraído e descompromissado. Aprendi a me ligar às pessoas de forma especial, cativando-as, conquistando-as como outrora eu mesmo o fizera nos palcos da velha Europa, em outros corpos e em outras vidas. No auge da minha vida e da minha carreira eu recebi o veredicto da vida: hiv! Aids!
Desmoronava para mim, para minha mãe e, naturalmente, para os amigos mais íntimos, toda a minha insensatez.”

 Uma obra incrível. Uma mensagem, ou melhor, um grito pela vida. Com uma “pegada” poética, uma linguagem simples o livro já nos cativa desde a primeira página.

 A morte faz dessas coisas com a gente. No meu caso, além de despertar um sentimento de culpa duramente reprimido, trouxe à tona um lado meu mais sensível, que somente pode ser comparado com os momentos mais agudos da doença. A morte amacia corações, dobra a nossa rebeldia. Afinal, rebelar-se mais, para quê? Contra que sistema?
Contra Deus e a vida? Eu não via Deus.(...)”

 Um dos temas explorados no livro, é a questão da sexualidade no mundo espiritual. Em seres que se encontram ainda em vibração próximo a crosta, as sensações de fome, sede e sexual ainda são sentidas.

“Ao constatar em mim, como espírito, a força vibrante da sexualidade, senti-me sem saber como dominar os velhos desejos que vez ou outra irrompiam dentro de mim. E a fome e a sede que eu sentia? Como explicar que, como espírito, eu sentisse as mesmas coisas que, em tese, somente fariam parte da rotina de encarnado ou de quem possui um corpo físico? Como explicar, ou melhor, como encarar o fato de que, mesmo depois de morto, eu continuasse a sentir desejos? Isso tudo me incomodava
intimamente, quando fui apresentado a um espírito que, para mim, representou a salvação da situação angustiante em que me encontrava.”

 Um tema delicado, porém que nos servem de guia para entendermos mais um pouco sobre este mundo.

 Outro tema bem interessante, é sobre o efeito das drogas no corpo espiritual.



“Eu não sabia o que dizer diante da situação daqueles espíritos. Tudo o que observava repercutia em meu interior, e, de resto, a minha própria consciência se incumbia de me cobrar. Lembrava penosamente minhas experiências e meus excessos; algumas vezes, chegava a ficar deprimido ante aquelas recordações. A maconha, a cocaína, o LSD e outras drogas haviam sido companheiros de meus divertimentos. Acredito que,no meu caso, a morte se encarregou de colocar um ponto final em minha dependência, antes que eu me danasse por completo. Abençoei a morte e o Hiv.”

  Um livro para ser lido despido de paradigmas, dogmas ou preconceitos. 

 Uma ótima leitura.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Pelo amor ou pela dor...



 “ Um ser humano é parte de um todo chamado por nós de Universo. Ele vive sua vida, seus pensamentos e sentimentos com uma parte limitada e separada do resto – uma espécie de ilusão de óptica de sua consciência.
 Essa ilusão é um tipo de prisão para nós, limitando-nos aos nossos desejos pessoais de afeições por pessoas próximas de nós.
 Nossa missão deve ser a de nos libertarmos dessa prisão ampliando nosso círculo de amorosidade para abraçar todas as criaturas vivas e toda a natureza em seu esplendor.”
 Albert Einstein


 TITULO: Pelo amor ou pela dor
 AUTOR: Ricky Medeiros
 EDITORA: Madras
 PAG: 208

 Mas um ótimo livro editado pela Madras. A qualidade da edição segue o padrão básico da Madras. Belo acabamento, e a qualidade de impressão já conhecida da Madras.
 Mas deixa eu falar um pouco sobre a obra. Basicamente a obra gira em torno do assunto “CARMA”. Você sabe o que é Carma? Bem, garanto que você conhece uma forma “distorcida” de carma. 



“ Esta obra mostra que, se pudéssemos perceber a realidade dos fatos, descobriríamos que cada um é responsável por suas atitudes, incluindo as experiências de vidas passadas. Nas leis do Universo não existem vitimas e o destino de todos nós é a evolução. A vida é resultado de nossas escolhas, e para aprendermos a viver melhor, ela nos oferece apenas duas opções: Podemos evoluir pelo amor ou pela dor...”

 Quais as ligações carmicas poderiam ter um homem humilhado pela mulher que amava, um Pai que bate em seu filho a fim de puni-lo e uma família assassinada? Pelas ações você diria que não há ligação, correto? Sim, correto, porém para a lei carmica, não apenas as atitudes, mas principalmente nossas intenções é que conta.
 “ Nenhum espírito tem mais bem ou mal que outro. Se você acredita que nós todos fomos criados identicamente, então deve aceitar que a luz existe com a escuridão.”
 O livro nos faz pensar em certas verdades que incomodam. Um assassino, apesar de ser o que é, e fazer o que faz, ainda sim é um filho do mesmo Deus de suas vítimas. Mas seria o seu espírito menos divino? 



 Uma parte muito interessante do livro é o relato de um prisioneiro no corredor da morte. Acompanhar toda a transformação deste ser humano, que aprende, enquanto espera o dia de sua execução, sobre a vida espiritual e principalmente, entende a lição carmica que o havia levado até aquele instante.
 Um livro que ensina e emociona. Mesmo se você não curte romance espírita, pode se arriscar a ler este livro. Você vai se surpreender.

 Ótima leitura

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A caravana da Luz.



  

Desculpem-me pelo silêncio nestas duas semanas. Estava realizando um trabalho fora do Brasil e infelizmente por questões políticas lá eles não permitem acesso a nenhuma rede social. Achei que daria para postar de lá mas não deu.

 “Há milênios os homens se subjugam, ao movimento do egoísmo, fazendo-se prisioneiros de si mesmo, nas sucessivas encarnações.
 Pelo orgulho exacerbado, sucumbem ao abismo da própria essência, que em uma ótica distorcida, enveredam no submundo do egocentrismo, e como fantoches da própria sorte circunscrevem as repetições da ilusão.(...)”



 TITULO: A Caravana da Luz
 AUTOR: Angelina Sales – Joseph Gleber
 EDITORA: Itapuã
 PAG: 248


  Quando mal estava na 10° página toda a capa descolou da borda. A impressão que tive foi que não deram tempo para a cola dar cura. Eu retirei toda a cola seca e passei uma camada de uma nova cola. Deixei o livro prensado 24 horas antes de voltar a lê-lo.
  Bem tirando este pequeno contra-tempo, a presente obra é bem esclarecedora. 

 Até quando enfileiraremos a marcha da ilusão? Até quando seremos os filhos rebeldes a adiar nossa própria encarnação? Neste livro, caminharemos com a Caravana da Luz, um grupo liderado por Joseph Gleber que tem por missão o resgate de necessitados de toda ordem, desequilibrados, doentes e recém-chegados dos umbrais íntimos.
  Por muitas vezes serão percorridos caminhos obscuros e turbulentos a fim de que o necessitado seja alcançado. Muitos desses espíritos caminham há muito tempo no hábito da vingança e perderam o vínculo com o amor, optando por continuar navegando em um grande oceano ilusório.
 Acompanhando o auxílio na reestruturação do espírito dos caídos, que voltam fracassados, observaremos muitos dirigentes de casas espíritas e espiritualistas julgando-se superiores, acabando por atropelar o trabalho, utilizando-se de doutrinações descabidas, medindo força com os doentes da alma. Erguer a bandeira do Cristo Jesus é a proposta que se coloca a cada segundo na mão do filho para se conectar a esta rede bendita e se colocar como o Servo Bom a servir ao Pai, a exemplo do maior Mestre: Jesus!”



 "Cuidar da casa que abriga o teu espírito em evolução é dever de todos os que se colocam como aprendizes da essência da vida.
 O corpo espiritual, que se ajusta no campo periférico do teu corpo adensado, é a tua chancela para aprimorar e sutilizar a tua própria essência, como filho do criador.
 A higienização do corpo espiritual requer um processo de avanço, na compreensão que somos todos filhos buscando a expansão de nós mesmos.
 Se te acometes em tormentos de desvarios sexuais limpe a tua mente, através da oração em ação.
 Procure auxiliar o próximo, e verás que és capaz de manter, a tua casa mental, centrada na sublimação de teu corpo espiritual.
 E proponha navegar nesta encarnação, limpando do teu ego, as impurezas da construção de outrora.
 Assim sendo será mais um cooperador na casa de nosso pai."

Ótima leitura.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"Como transformar obstáculos em caminho"



  
Semana passada estava dando uma arrumada na minha estante. (Já esta pequena para tantos livros). E de repente me deparei com um livro que não lembrava de ter lido. Esta tão novo que parece de fato não ter sido manipulado. Indaguei minha esposa se ela havia comprado. Mas nos lembramos que eu havia comprado na última bienal. Nem lembrava porque havia comprado aquele livro, mas....ja que estava ali....



TITULO: Histórias da vida Inteira
AUTOR: Maria Tereza Maldonado
EDITORA: Integrare
PAG:126

  O livro é “fininho” e gostoso de ler. Sabe aquela leitura relaxante? O livro ainda tem um acabamento lembrando livros antigos, cujas capas eram em couro de dois tons. Até simular as costuras a editora fez. 

 A autora, Maria Tereza Maldonado, é Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Rio, Universidade onde lecionou no Departamento de Psicologia. Ela é membro da American Family Therapy Academy e exerce a profissão desde 1971, já coordenou equipes de psicologia em hospitais públicos e privados; participa de projetos sociais em algumas ONGs; trabalha com consultoria familiar; atua como palestrante em todo o Brasil; tem 26 livros publicados e 56 artigos em revistas especializadas no Brasil, Argentina e Estados Unidos; assinou a coluna Vida em Família, na revista Vida do Jornal do Brasil e foi docente do Curso de Formação de Negociadores da FGV-RJ. 

 Daí lembrei porque comprei o livro. Eu havia ido a uma palestra da autora e quando vi o livro na bienal comprei quase que por “reflexo”.


  O livro é dividido em cinco capítulos: Histórias de Tristeza e Confusão, Histórias de Prisão e Solidão, Histórias de Brigas e Competição, Histórias de Amor e Raiva, História de Integração e Evolução. Esses capítulos retratam os dramas, as dúvidas, as perdas e as descobertas pelos quais todos os seres humanos passam no processo de aprendizagem. O mais legal é que os capítulos são divididos em pequenos textos que podem ser lidos independentes um do outro.
 Como eu disse, uma leitura aprazível, sem compromisso. Eu li o livro todo em duas noites.
 Apesar de ser uma leitura leve, o livro aborda temas bem “pesados”.  Como por exemplo no capítulo Histórias de Prisão e Solidão discute como, culpamos os outros pelas nossas próprias falhas e não admitimos o erro que pode estar em nossas atitudes. E ainda no capítulo Histórias de Brigas e Competição, são para aquelas pessoas que explodem com facilidade e nunca conseguem encontrar paz e prazer ao lado daqueles que ama.

 Ótima leitura!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Demolidores de Represas




 Já leu algum livro, que apesar de você saber que é uma história real, parece ser tão fantástico que ao fim da leitura você se indaga se aquilo não foi uma invenção ou um “romantismo” colocado em meio a uma história, para entreter o leitor?

 Bem este foi um destes casos.



TITULO: Demolidores de Represa
AUTOR: Paul Brickhill
EDITORA: Nova Fronteira
PAG: 291

   Mais um livro da coleção BlitzKrieg, lançado pela Nova Fronteira na Década de 50.

  Este livro em especial eu consegui de forma inusitada. Foi no carnaval de 1998. Nós havíamos alugado uma casa em Rio das Ostras. Era desses alugueis só de temporada, então geralmente os moradores mantinham os móveis e tudo o mais. Eu havia levado um livro, Filosofia contemporânea, acho que era este o título, ou pelo menos o tema. Eu estava tentando me desligar das leituras puramente voltadas para a segunda guerra. Mas o destino me reservou outra coisa. 

 Assim que chegamos a casa, dividimos os quartos e um dos amigos falou: “ Este quarto o Sérgio iria gostar, esta cheio de livros”. E de fato, havia alguns livros na parte de baixo do guarda roupas. Na hora não dei muita importância. Mas na Terça de carnaval, eu resolvi dar uma olhada. E qual não foi minha surpresa ao ver aquele livro ali, em bom estado, apesar do tempo. Na quarta quando estávamos indo embora, indaguei à proprietária se poderia trocar o livro pelo que havia levado. “-Sem problemas”. Foi a resposta. Na verdade eu já havia feito à troca, positiva ou não a resposta a troca já estava feita.

 Como já disse em post anterior, o trabalho gráfico é bem “pobre”, o livro tende a se dividir em dois. Mas este estava muito bem conservado e continua assim.
 O livro conta a história do lendário esquadrão 617 da RAF. Este esqudrão fora formado para missões especiais.  Apenas a “elite” dos pilotos de bombardeiros Lancaster haviam sido aceitos. Detalhe, foram todos voluntários, mesmo sem saber a origem da missão. 

  Os pilotos aprenderam a voar baixo e à noite, com um grande bombardeiro de quatro motores. As missões para ataque as represas seriam as mais perigosas. Os bombardeiros ficariam expostos a artilharia anti aérea tempo suficiente para serem abatidos. As histórias de companheirismo, e de espírito de corpo é única neste grupo. Alguns relatos são tão incríveis que chega-se a duvidar de sua veracidade. 

  Depois dos ataques às represas, o grupo fora enviado a uma outra missão. Lançar as incríveis “Bombas Terremoto”. Eram bombas de 6.000Kg e 10.000Kg aproximadamente. O Lancaster era o único bombardeiro a carregar esta munição. Cada bombardeiro levava uma única bomba. Os alvos deveriam ser marcados com extrema precisão, e à noite. Para tal o esquadrão adquiriu o lendário “Mosquito”, cuja missão era encontrar o alvo, mergulhar e lançar dois marcadores, tipo foguetes, que ficavam queimando um fósforo vermelho, este podia ser visto pelo bombardeador.  



 Para terem uma idéia do que foram as missões do 617°, segue um breve relato de duas delas:

O ataque a represa de Mohne
Evitando as principais defesas do Rhur, Gibson localizou facilmente o seu objetivo graças à luz do luar. Ao luar, a represa de Moehne parecia cinzenta e sólida, pesada e inconquistável. Esta represa possuía 823 m de comprimento e uma base de 35 m e estava guarnecida por holofotes e seis canhões antiaéreos de 20 mm.
Gibson reagrupou a esquadrilha, realizou sua corrida de bombardeio e lançou a bomba com precisão, sob uma forte oposição da antiaérea. Porém a represa não se rompeu.
O próximo a fazer a corrida seria o Tenente-Aviador J.V. Hopgood, mas ele tinha que esperar as águas se acalmarem para lançar a sua bomba, o que só aconteceu 10 min depois. Quando Hopgood atacou foi atingido pela flak a 100 m da represa e seu avião desintegrou-se num lençol de chamas alaranjadas, enquanto a bomba, solta com atraso, desviava-se do alvo e destruía uma usina de energia atrás da re­presa, num banho de centelhas azuis. Fraser, que era o bombardeador de Hopgood, conseguiu saltar de pára-quedas, observou as baterias antiaéreas que faziam pontaria contra um avião iluminado por seus próprios holofotes e resumiu: "uma caçada de patos!" O artilhaeiro da cauda, Burcher, também conseguiu se salvar, saltando segundos antes de a aeronave se chocar com o solo.
O Capitão-Aviador "Mickey" Martin atacou a seguir e desta vez Gibson voou ao lado dele para atrair o fogo inimigo. O Lancaster de Martin foi atingido em um tanque de combustível vazio na asa; a bomba explodiu, mas fora lançada de forma inexata. O represa se mantinha de pé.
Gibson e Martin distraíram a flak, e o Comandante-de-Esquadrão Melvyn Young, apelidado de " Dinghy" (bote salva-vidas, por ter caído duas vezes no Mediterrâneo), aproveitando-se disso realizou seu ataque, lançando a bomba de modo preciso, mas nada de a represa se rachar.
O próximo a atacar foi o Capitão-Aviador David J. H. Maltby, que também lançou a bomba com precisão e logo que o spray de água terminou, um buraco de cerca de 100 m de largura e 20 m de altura foi visto na parede de represa lançando 134 milhões de toneladas de água que começava a transbordar para o vale arrastando casas, pontes, sistemas de comunicações, etc. O capitão D. J. Shannon, que aguardava circulando sua aeronave, foi ordenado a abortar o ataque. Gibson enviou as aeronaves que já haviam realizado o ataque (Martin e Maltby) para casa, reagrupou as restantes e seguiu com elas para atacar a represa Eder, envia também a palavra-código Nigger para indicar que a represa Moehne fora destruída. Maudslay virou a aeronave para voltar para casa, mas caiu em Emmerich depois de ser atingido novamente pela flak. A tripulação inteira foi morta.”

“Ataque a represa de Eder

Situada num vale mais profundo que a do Möhne, a barragem do Eder revelou-se muito mais difícil de bombardear. O Capitão-Aviador D. J. Shannon fez seis tentativas, todas abortadas, até conseguir lançar a sua bomba com sucesso. A bomba do Comandante-de-Esquadrão Henry Maudsley atingiu o parapeito e explodiu com o impacto, destruindo o Lancaster que passava a pouco metros de altura. O Segundo-Tenente-Aviador L.G. Knight atacou em seguida e teve os mesmos problemas que os outros; era muito difícil de perder a velocidade adquirida pela aproximação em mergulho, e ainda subir bruscamente no fim do lago. Shannon deu conselhos pelo rádio e Knight tentou novamente, lançando sua bomba no lugar certo, conseguindo derrubar a parede da represa, lançando 200 milhões de toneladas de água vale abaixo. Gibson enviou a palavra-código Dinghy indicando um ataque bem sucedido, e retornam para casa, sem poderem atacar a represa Sorpe.”

 Para saber mais:

 Boa Leitura!!

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