sábado, 10 de agosto de 2013

A todo vapor! Uma parábola de negócios.



   


Através de uma bela história sobre duas pessoas que estão lutando para criar suas visões, tanto pessoais como para a empresa, os autores reúnem os elementos essenciais para obter um enfoque bem-sucedido.





  TITULO: A todo vapor
  AUTOR: Ken Blanchard e Jesse Stoner
  EDITORA: Record
  PAG: 190

  Este livro foi originalmente editado em 2003. A versão brasileira veio em 2004. Comprei ele em 2006, por incrível que pareça em um supermercado. 

 Trata-se de um romance, onde os personagens trabalham em uma corretora de seguros e precisam dar um novo rumo ao negócio. Precisam criar uma visão que sensibilize todos em sua organização e ainda precisam criar uma visão para a sua vida, para lhes dar significado e objetivo.

 O livro consegue, de uma maneira simples, desvendar o mistério do tema “visão”. A torna acessível a todos, tanto a uma organização quanto as pessoas. O processo que o livro descreve, consegue fazer uma conexão com o negócio e os objetivos do negócio. Demonstra de forma clara o que acontece aos negócios e as pessoas quando elas não tem uma visão clara. 

 Os autores do livro são consultores, com experiência de mais de vinte anos. O livro é um estudo desta experiência. Criar uma idéia de visão pode ser uma atividade única. E mais que criar uma visão, é garantir que a mesma seja compartilhada, torne-se viva e guie a organização ao sucesso. 


  Um livro essencial para quem ocupa um cargo de liderança ou esta estudando Gestão. 

  “ Que coisa mais fantástica é ter uma visão, eu pensei. Se você está certo de sua visão, e se é honesto com a realidade presente, você não precisa calcular tudo. As coisas começam a acontecer por conta própria. Que dádiva! Eu me senti tão agradecido.”

 ÓTIMA LEITURA!

domingo, 28 de julho de 2013

Aruanda






 Acabei pegando este livro por acaso na internet. Pequeno e gostoso de ler. 

 “Este não é um livro que pretende falar da doutrina da Umbanda. É mais uma obra que valoriza o trabalho dos Espíritos que se utilizam da roupagem fluídica de pais velhos e caboclos, auxiliando a humanidade encarnada e desencarnada. Talvez seja mesmo um grito contra o preconceito religioso, racial e espiritual, mostrando quanto os Espíritos superiores trabalham muito além das aparências.”



  TITULO: Aruanda
  AUTOR: Robson Pinheiro
  EDITORA: Casa dos espíritos
  PAG: 120

  Este livro é de 2004. É um livro que já comprei usado, uma publicação bem simples, nada parecido com as atuais obras editadas pela casa dos espíritos. Mas  o que importa é o seu conteúdo e este trouxe bastante esclarecimento em alguns pontos.    Conta a história do inicio da umbanda e sua real missão entre os homens.

 “A força, a arte ou o conhecimento que se convencionou chamar de magia está presente no mundo desde que surgiram os primeiros agrupamentos humanos. Inicialmente era considerado manifestação sobrenatural ou do mundo oculto todo e qualquer fenômeno que a mente humana primitiva não conseguia compreender. Em épocas recuadas, o homem já consagrava oferendas às forças titânicas e, até então, indomáveis da natureza. Assim começa a história da magia. “Quando estudamos o passado histórico das civilizações podemos compreender quanto a ignorância dos homens primitivos contribuiu para desencadear o desenvolvimento de crenças e lendas, que, de algum modo, procuravam dar sentido às percepções e aos fatos incompreendidos. São histórias, personagens, superstições que nasceram da incapacidade momentânea dos povos da Terra de explicar ou compreender as leis da natureza, nas mais diversas épocas e culturas. A história da magia em sua manifestação mais elementar confunde-se com esse estado de ignorância dos fenômenos naturais. Nasceram, assim, os deuses e demônios, os seres considerados sobrenaturais e detentores de poderes e conhecimentos além do alcance dos simples mortais.(...)”



 Algumas informações bem esclarecedoras sobre a magia e sobre os elementais.

  “Duas classes de elementais que merecem atenção são as ondinas e as ninfas, ambas relacionadas ao elemento água. Geralmente são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso. Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras e, na Umbanda, são associadas ao orixá Oxum. As ondinas estão ligadas mais especificamente aos riachos, às fontes e nascentes, bem como ao orvalho, que se manifesta próximo a esses locais. Não podemos deixar de mencionar também sua relação com a chuva, pois trabalham de maneira mais intensa com a água doce. As ninfas, elementais que se parecem com as ondinas, apresentam-se com a forma espiritual envolvida numa aura azul e irradiam intensa luminosidade.
— Sendo assim, qual é a diferença entre as ondinas e as ninfas, já que ambas são elementais das águas?
— A diferença básica entre elas é suavidade e a doçura das ninfas, que voam sobre as águas, deslizando harmoniosamente, como se estivessem desempenhando uma coreografia aquática. Para completar, temos ainda as sereias, personagens mitológicos que ilustraram por séculos as histórias dos marinheiros. Na realidade, sereias e tritões são elementais ligados diretamente às profundezas das águas salgadas. Possuem conotação feminina e masculina, respectivamente. Nas atividades mediúnicas, são utilizados para a limpeza de ambientes, da aura das pessoas e de regiões astrais poluídas por espíritos do mal.
— Eu pensei... — Eu sei, meu filho — interrompeu-me João Cobú. — Você pensou que tudo isso não passasse de lenda. Mas devo lhe afirmar, Ângelo, que, em sua grande maioria, as lendas e histórias consideradas como folclore apenas encobertam uma realidade do mundo astral, com maior ou menor grau de fidelidade. É que os homens ainda não estão preparados para conhecer ou confrontar determinadas questões.
— E as fadas? Quando encarnado, vi uma reportagem a respeito de fotografias tiradas na Escócia, que mostravam várias fadas. O que me diz a respeito?
— Bem, podemos dizer que as fadas sejam seres de transição entre os elementos terra e ar. Note-se que, embora tenham como função cuidar das flores e dos frutos, ligados à terra, elas se apresentam com asas. Pequenas e ágeis, irradiam luz branca e, em virtude de sua extrema delicadeza, realizam tarefas minuciosas junto à natureza. Seu trabalho também compreende a interferência direta na cor e nos matizes de tudo quanto existe no planeta Terra. Como tarefa espiritual, adoram auxiliar na limpeza de ambientes de instituições religiosas, templos e casas espíritas. Especializaram-se em emitir determinada substância capaz de manter por tempo indeterminado as formas mentais de ordem superior. Do mesmo modo, auxiliam os espíritos superiores na elaboração de ambientes extra físicos com aparências belas e paradisíacas. E, ainda, quando espíritos perversos são resgatados de seus antros e bases sombrias, são as fadas, sob a supervisão de seres mais elevados, que auxiliam na reconstrução desses ambientes.”

 Ele ainda fala mais sobre as Salamandras, Gnomos e Duendes mais a frente.

 Cada vês mais as coisas estão se fundindo em uma única informação, espiritismo, umbanda, esoterismo, etc... São os paradigmas de nossa era sendo quebrados.

 Um assunto tocado no livro e que eu vou pesquisar mais a respeito, é sobre o famoso elo perdido;

 “Como você sabe, Ângelo, até hoje os cientistas da Terra procuram o chamado “elo perdido”. Estão atrás de provas concretas, materiais da união entre o animal e o ser humano e buscam localizar o exato momento em que isso teria ocorrido. Em vão. Os espíritos da natureza, seres que concluíram seu processo evolutivo nos reinos interiores à espécie humana, vivem na fase de transição que denominamos elemental. Entretanto, o processo de humanização, ou, mais precisamente, o instante sideral em que adquirem a luz da razão e passam a ser espíritos humanos, apenas o Cristo conhece. Jesus, como representante máximo do Pai no âmbito do planeta Terra, é o único que possui a ciência e o poder de conceder a esses seres a luz da razão. E isso não se passa na Terra, mas em mundos especiais, preparados para esse tipo de transição. O próprio Kardec, que pude estudar ainda quando encarnado, aborda a existência desses mundos nos ditados de O LIVRO DOS ESPÍRITOS.”

 Mais um livro obrigatório na biblioteca do buscador.

 Boa leitura.

sábado, 13 de julho de 2013

Cidade dos Espíritos!







 “Em que mundo vivem os sonhos, as saudades, os anjos, enfim? Talvez habitem um tempo não mensurável, um espaço não material.”

  Mais uma trilogia de Robson Pinheiro.


TITULO: Cidade dos Espíritos
  AUTOR: Robson Pinheiro
  EDITORA: Casa dos espíritos
  PAG: 454

  Este é o primeiro livro da trilogia os filhos da luz. 

 Mas uma vez o trabalho gráfico da casa dos Espíritos é de tirar o chapéu.  As bordas das folhas são negras, então o livro fechado da impressão de ser um falso livro, naqueles só com capa e o interior maciço. O trabalho gráfico da capa é lindo. Existem três figuras, um círculo, um triângulo e um quadrado. Elas se repetem na borda também. Só o círculo é verde, o que da a entender que no próximo o triângulo será verde e depois o quadrado. As primeiras páginas de cada capítulo são negras e a primeira letra esta sempre na página anterior ocupando quase toda ela.  É uma prova de que belos livros não precisam ser necessariamente caros. 

 Nesta nova trilogia, Ângelo Inácio nos conta sua trajetória do outro lado da vida. Inicia sua narrativa já no seu desencarne:
“ No principio me deslumbrei com a possibilidade de estar fora do corpo, embora somente aos poucos me desse conta de que a situação era irreversível. Os pensamentos das pessoas no velório, familiares pensando em como ficariam os direitos intelectuais de minhas obras e outras situações que considerei insólitas naquele momento.”

 Ângelo então nos leva para conhecer ARUANDA, a cidade dos espíritos que orientam a evolução do mundo. Lá se vive, se trabalha em prol da humanidade.
 Outras cidades espirituais são citadas na obra, como: Nosso lar, Grande Coração, Vitória Régia e outras. Mas um livro para “incomodar”. Ângelo Inácio em sua descrição da cidade, relata que observa pessoas “diferentes”, e lhe é explicado que trata-se de amigos das estrelas, seres extraterrestres, que nos apóiam em nossa evolução. 



 Fala também do papel dos Orixás, País Velhos, e outras entidades conhecidas no meio da Umbanda, porem banidas do meio espírita convencional. 

  Por fim, Ângelo Inácio é levado a Central dos guardiões, onde inicia seu trabalho, divulgando o plano daqueles que desejam que a humanidade não evolua espiritualmente.

 “ E enquanto muitos, milhões dormiam ou se perdiam em meio ao nevoeiro da ilusão, do maia, mergulhados e completamente absortos no cenário oferecido pela dimensão física, entre a materialidade e a realidade primitiva do mundo original, eles, os guardiões, trabalhariam para o mundo despertar e para preservar o mesmo mundo da destruição, das armadilhas da corrupção, das investidas das forças inimigas do progresso e da evolução.”




 Ótima leitura!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Fundação e Terra






Imagine uma época, bem no futuro, em que a Terra fosse apenas lenda... Assim como Tróia o foi até ser desenterrada por Heinrich Schliemann. E este é o pano de fundo nesta continuação da saga Fundação.


TITULO: Fundação e Terra
  AUTOR: Isaac Asimov
  EDITORA: Aleph
  PAG: 460

 Este é o 5° livro da série. Na seqüência da saga, este é o último livro da série. Porém ainda existem outros dois, que na verdade contam a história antes da fundação.

  Golan Trevize, o historiador Janov Pelorat, e a sua companheira do planeta Gaia partem numa jornada para encontrar o planeta ancestral da humanidade, a Terra. O propósito da jornada é descobrir a razão por trás da escolha de Trevize sobre o futuro da Galáxia, Galaksia.


 Primeiro, eles viajam a Comporellon, um planeta que reclama ser a colônia mais antiga da galáxia. Comporellon é único cuja história se perde no tempo e assim faz jus ao reclame. Ao chegar, eles são aprisionados, mas negociam suas solturas, de uma forma bem especial... Eu não esperava ver, ou melhor, ler, estas cenas picantes, vindas de Asimov. Lá, eles encontram as coordenadas de três outros planetas. Trevize apreende que esses planetas devem estar próximos da origem e talvez contenham pistas.

  O primeiro planeta que eles visitam é Aurora, onde não parece ter havido presença humana há milênios, e onde Trevize quase é morto por uma matilha de cães selvagens  presumivelmente os descendentes dos cães domésticos há muito abandonados pelos donos. Ele escapa graças a manipulação mentalicamente de Júbilo, a Gaiana.
Em seguida, eles vão a Solaria, onde descobrem que os Solarianos manipularam os próprios genes e evoluíram em hermafroditas auto-reprodutores. Os solarianos continuam tão intolerantes à presença e ao contato humano como os seus antepassados. Eles também evoluíram a capacidade mentálica de canalizar ("transduzir") grandes quantias de energia, e lhes basta a transdução como única fonte energética. Os solarianos intencionalmente evitam fazer qualquer contato entre si, exceto via holografia à distância, e usam reprodução clonada e engenharia genética para substituir quem morrer e assim manter a população no mesmo patamar. Neste planeta o Trio se envolve em uma trama que quase os leva a morte. E na fuga encontram uma pobre criança que seria sacrificada. Eles então partem de Solaria, agora em quatro.

  Eles seguem então para Melpomenia, o planeta da terceira e última coordenada. O planeta é desabitado, e mais, tem uma atmosfera rarefeita e irrespirável. Usando trajes espaciais, Travize e Pelorat entram numa biblioteca, e lá encontram, gravadas numa parede, coordenadas para todos os planetas que foram colonizados pela primeira geração de colonizadores espaciais. Ao voltar para a nave, eles percebem que um estranho musgo de rápido crescimento havia-se prendido nas juntas dos seus trajes, aparentemente se alimentando de minúsculas porções vazadas de gás carbônico. Com as coordenadas de mais 47 planetas, Janov e Trevize extrapolam as coordenadas e pela dedução lógica que os primeiros colonizadores partiram em todas as direções tendo a mesma origem, eles traçam uma esfera com as coordenadas dos 47 planetas, no centro da qual deveria estar a origem, a Terra. Dois sistemas estão próximos do centro. Um é uma estrela binária, marcada no mapa como um sistema habitado, embora haja uma interrogação onde deveria estar marcado o seu status. O outro não é um sistema mapeado, e portanto bem mais provável de ser o Sol, especialmente ao se considerar que nenhuma das lendas dizia que a estrela da Terra era binária. Eles decidem, porém, por visitar primeiro o sistema binário, porque lá podem obter mais dados antes de confrontar a própria Terra.


Eles seguem para o sistema binário, que se revela ser Alpha Centauri. Eles encontram uma colônia formada por habitantes que abandonaram a Terra há milênios. Neste planeta a única terra firme é uma ilha de 250 km de comprimento e 65 km de largura, Não se sabe por certo se todos os sobreviventes da Terra foram viver em Alpha.
Os nativos, que chamam seu planeta e lar de Nova Terra, são amigáveis. A verdade crua é que os nativos secretamente planejam matá-los, para prevenir que qualquer brisa da existência da Nova Terra chegue aos ouvidos do resto da galáxia — os nativos tem paranóia de ser conquistados e saqueados por outros planetas.
Com a certeza de que, se Alpha não era a Terra, era pelo menos muito próxima desta, eles se dirigem ao sistema vizinho.


Ao entrar no sistema solar, eles percebem que algumas lendas sobre a Terra eram reais. De fato, o sexto planeta do sistema tem anéis muito proeminentes, muito mais do que qualquer outro gigante gasoso. Além disso, o terceiro planeta, o único à distância certa do Sol para abrigar vida, possui uma Lua anormalmente grande para um pequeno planeta rochoso. Só pode ser a Terra.

Ao se aproximar da Terra, eles descobrem, para tristeza, que as histórias que ouviram sobre a Terra, não eram lendas. A Terra emitia tanta radioatividade que não poderia abrigar vida. 

Prestes a desistir, observam a lua, e em  como se parece com um planeta. Rastreando a superfície da lua  são surpreendidos por uma força de tração que os puxa para dentro duma enorme caverna lunar. Ao pousar, são recebidos por R. Daneel Olivaw, que lhes explica como ele tem a humanidade em segredo por muitos milênios  de fato, desde a época de Elijah Baley, muito antes de haver Fundação ou Império Galáctico. Ele era responsável pela colonização de Alpha, pela criação de Gaia, e pela criação da Psico-história. Ou seja, toda a saga Fundação fora idealizada pela sua inteligência, de mais de 20 mil anos de vida. Após ouvir Daneel, Trevize confirma a decisão de então. Ele percebe,  que a humanidade precisa de união como há em Gaia.

 Daneel diz que o seu cérebro positrônico está se deteriorando. Para prosseguir na tarefa de liderar e proteger a galáxia, ele precisa fundir o seu cérebro positrônico com o cérebro biológico avançado de Fallom. Isto lhe daria o tempo necessário para supervisionar a criação de uma Gaia galáctica, a Galaksia.
Daneel explica que a Psico-história e Gaia foram instrumentos para atar a divisão que sempre houve entre os indivíduos. Esta é a única maneira de pôr fim à longa guerra da humanidade e de lhe dar força e união para repelir uma invasão de seres inteligentes doutras galáxias que há-de vir um dia. 

 No fim no livro, faz-se a terrível sugestão de que talvez o futuro inimigo já esteja entre nós, na forma da estranha criança Fallom. Ou na fusão Fallon e Daneel.

 Toda a saga é fantástica. Nos faz pensar um pouco de fato, em nosso futuro, como humanidade.
 Boa leitura.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Limites da Fundação.




  
Estou tão viciado na “Fundação” de Isaac Asimov, que outro dia uma policia rodoviária me parou e eu quase soltei um: “- Eu sou da Fundação.” Nossa, que doideira, acho que ele iria me achar um louco... 


 TITULO: Limites da Fundação
  AUTOR: Isaac Asimov
  EDITORA: Aleph
  PAG: 405

     Este é o 4° livro da série. Depois de 500 anos o plano Seldon continua seguindo perfeitamente. E o problema é este, seguindo bem até demais. 

  Ao contrário dos anteriores, este livro pode ser tratado como um único livro. Porem faz muito mais sentido se você ler a trilogia.

  Golan Trevize, um conselheiro da fundação, de Terminus, é exilado pela Prefeita. Tudo por conta de um suposto discurso subversivo de acreditar ainda na existência e sobrevivência da Segunda Fundação. A prefeita então lhe sede uma nave e uma missão: procurar pela tal Segunda Fundação, só podendo voltar caso a encontrasse. Mas não é uma nave qualquer, é uma gravitacional, com um super computador capaz de realizar múltiplos saltos pelo hiperespaço. Como disfarce, leva um historiador, Janov Pelorat, obcecado pela procura do planeta original da humanidade, a Terra, que não se sabe a localização. 

 Oficialmente, Trevize e Pelorat saem à procura da Terra, e no seu caminho passam em muitos planetas, que  não são tão respeitosos em relação a Fundação.
Em paralelo, é contada a história de Stor Gendibal, um membro proeminente da Segunda Fundação, que desenvolve uma teoria de que existiria alguma força “mental” que  poderiam ir contra a Segunda Fundação. E como prova descobre uma nativa do planeta que sofreu uma pequena alteração mental, tão sutil, que não poderia se tratar de algum membro da segunda fundação. A alteração em sua mente é mais delicada do que qualquer toque possível pela Segunda Fundação, de forma que se cria a suspeita que algum tipo de mentálicos mais poderosos está agindo através da galáxia. 

  As suspeitas recaem sobre Trevize até então,  e é enviado em uma missão para observar suas ações, em busca de encontrar seja lá que força superior está interferindo nas mentes da galáxia.


Trevize e Pelorat acabam encontrando Gaia, um planeta vivo, onde todos os seres vivos e até os inanimados compartilham uma consciência, com poderes suficientes para alterar a mente de qualquer ser humano. Trevize, encurralado pela Prefeita da Fundação e Gendibal, é chamado a escolher entre a Fundação, a Segunda Fundação e Gaia, como modelos para o futuro da humanidade. 

 Um final surpreendente, que prepara o leitor para o próximo livro, “ Fundação e Terra.”

 Boa leitura

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A igreja Gnóstica




Gnose é uma palavra originada do termo grego, gnosis, e significa conhecimento. Portanto, o gnóstico, sendo o detentor da gnose, é aquele que foi realmente iniciado em seu mundo interior, ou seja, adquiriu o autoconhecimento pleno, o “conhece-te a ti mesmo”.
 O Gnosticismo foi considerado um movimento herético pelos Cristãos ortodoxos. Mas quem de fato eram? O que pensavam? Que fé professavam?


TITULO: A Igreja Gnóstica – Tradição Huiracocha
AUTOR: A. Krumm Heller
EDITORA: Madras
PAG.: 158

 Mas uma obra brilhante editada pela Madras. O padrão da qualidade comum nas publicações da Madras. Este livro parece ter sido “encomendado” pela Fraternidade Rosicruciana Antiqua. Mas não tira em nada o valor da obra, que é o de apresentar a filosofia Gnóstica.

 
A Igreja Gnóstica considera-se como uma das detentora da missão de transmitir a Sabedoria Gnóstica para iluminar a humanidade a cerca de seu potencial espiritual latente. Essa iluminação surge sob a forma de um conteúdo teórico sobre a natureza da Realidade, como acerca de questões práticas relacionadas com os exercícios mais adequados para alcançar um estado de consciência, através das limitações dos efeitos paradoxais do corpo no seu funcionamento correcto.
Segundo os ensinamentos gnósticos adotados pela Igreja Gnostica a consciência, em si um elemento divino, permite-nos participar e crescer (evoluir) espiritualmente de acordo com o nosso lugar na ordem eterna.
O conteúdo conceitual acerca dos mecanismos internos do estado de plenitude baseia-se principalmente em sabedoria gnóstica adquirida (particularmente em Pistis Sophia), em que a instrução prática decorre significativamente das tradições místicas ocidentais de tantra e ioga. Oscilando sem rupturas entre a asserção literal e a alusão alegórica, o gnosticismo contemporâneo fortalece a eficácia espiritual dos ensinamentos através de frequentes referencias a psicologia junguiana.
O esoterismo antigo, o misticismo ocidental e a psicologia moderna concorrem deste modo para instruir, orientar cosmicamente e libertar espiritualmente a centelha divina que é a consciência humana.
 O que acho mais interessante no Gnosticismo, é esta fusão entre os conceitos Religiosos e esotéricos com uma única finalidade.

“Todas as controvérsias que surgiram nos primeiros tempos do cristianismo – e que ainda são alimentadas no mundo moderno - são devidas, justamente, ao fato de a Gnose designar um conhecimento mais profundo das verdades dogmáticas que eram apresentadas aos fiéis da época. Teódoto, por exemplo, conceituava que "a filosofia gnóstica é como uma espécie de visão imediata da verdade", ou seja - e isso é muito importante: gnose é algo distinto da simples erudição adquirida através de leituras e estudos teóricos. Especialmente nos dias atuais, quando a ciência e a educação preconizam um conhecimento puramente intelectual, empírico e mecânico, isso se torna importante.

Sem nenhum ranço de fanatismo, e apenas para salientar um aspecto da gnose em seu mais exaltado grau, o fato é que as lideranças políticas e religiosas de todos os tempos sempre temeram e detestaram a gnose e os gnósticos justamente por causa da implicação social das possibilidades que esse conhecimento oferece: um gnóstico não depende de ninguém e de nada porque se desapegou de tudo e de todos; vive de Deus e para Deus.

Para melhor compreender a profundidade das implicações dessa realidade, basta examinarmos algo da história e das tradições religiosas antigas. Por exemplo, Jesus respeitava as leis, a sociedade, a família, o governo, tudo. Mas, não era dependente do sistema religioso da época. Reuniu tal poder em si mesmo que, literalmente, podia tudo. Moisés, pelo poder divino que reuniu em si, conseguiu libertar o povo judeu do cativeiro no Egito, contra a vontade do Faraó. Buddha, quando conheceu a realidade da vida, largou tudo e buscou a iluminação (ou libertação do jugo e dos poderes da matéria). Enoch, pela sua fé e devoção, foi levado ao céu em corpo e alma. Isaías foi serrado ao meio porque se negou a comer alimento servido aos ídolos ou falsos deuses. Sócrates tomou cicuta e morreu feliz defendendo suas idéias até o último instante. Jâmblico, o grande mago, podia materializar Anjos e Deuses, e com eles conversava frente a frente. Samael Aun Weor, no século XX, devotou toda sua vida a aplainar os caminhos e a preparar o terreno para a vinda do Cristo em Aquário (algo que deve suceder após a Grande Catástrofe)
.”

 Do site: http://www.gnose.org.br/conteudo/gnose_e_gnosticismo/ 

  
O livro não trás um estudo histórico do gnosticismo. Trata-se de uma doutrinação gnóstica, ou melhor, um ensino do que é a filosofia gnóstica.                                        Boa leitura;


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fundação e Império / Segunda fundação






Ontem terminei de ler o ultimo livro da trilogia “Fundação”. Uma pena. Agora estou atrás dos outros quatro volumes.



 TITULO: Fundação e Império / Segunda Fundação
 AUTOR: Isaac Asimov
 EDITORA: Aleph
 PAG: 244 / 234

  Na continuação da saga, as previsões de Hari Seldon continuam guiando a fundação. A única coisa não previsível seria a ação de um indivíduo. Somos então apresentados ao “MULO”. Um ser mutante, com poderes mentais capaz de alterar as emoções de toda uma civilização. 

Na primeira parte nos é contado como o Império Galáctico, já então em colapso, lança um ataque contra a Fundação. O ataque é liderado pelo General Bel Riose, um comandante de capacidade inigualável. O Império, apesar de ser só uma sombra do que já foi outrora, ainda retém muito mais recursos e homens do que a Fundação. A Fundação oferece dinheiro ao general em troca de uma trégua, mas ela é rejeitada. Resta a Devers, um cidadão da Fundação, interceptar uma mensagem que resume todas as últimas atividades do general e fugir para Trantor, a capital imperial, na esperança de convencer o imperador a tirar Riose da linha de frente. O desfecho desta trama é surpreendente.

Esse desfecho é o resultado inevitável das forças psico-históricas, ou do "plano Seldon". "Sob um imperador fraco, um general de sucesso teria bem mais a ganhar ao dar um golpe em Trantor do que ao sair em conquista de regiões distantes da galáxia. Um general fraco, é claro, não é ameaça nenhuma para a Fundação, mesmo sob um imperador forte. Um imperador forte, num império em declínio, não poderia ele mesmo se arriscar a deixar o planeta central para fazer guerra na fronteira, porque logo as intrigas da corte elevariam um substituto no trono. A única ocasião na qual haveria uma real ameaça para a Fundação seria quando houvesse ambos um imperador forte e um general forte; o general não poderia derrubar o imperador, então a sua ambição seria divergida para a fronteira". Um imperador forte, entretanto, é justamente aquele que não permite que ninguém mais fique poderoso demais; um imperador forte mataria um general competente antes que ele pudesse representar um perigo ao trono. A história confirmou a previsão psico-histórica. Em qualquer caso que seja, a Fundação é invulnerável.

 Fica muito obvia neste livro, a ligação da trama com o império Romano.

Na segunda parte aparece o Mulo. Não vou estragar a surpresa comentando esta segunda parte. 

No terceiro e último livro, “ Segunda Fundação”, descobrimos de fato o que vem a ser a segunda fundação. Enquanto que a força da Primeira Fundação vem do domínio do mundo físico, do conhecimento atômico, a força da Segunda vem do domínio da mente, inclusive o aprofundamento da ciência da psico-história. A sua função, ao que parece é garantir que o Plano Seldon se dê à risca, tanto através do refinamento da matemática e das previsões do Plano quanto através da resolução de imprevistos. A Segunda Fundação é governada por um conselho dos mais capazes, chamados de Oradores. Apesar desse título, que denota a fala, naturalmente não é preciso falar, pois utilizam amplamente a telepatia. O líder do grupo tem o cargo de Primeiro orador. Que é mais um título, similar ao orador que abria os trabalhos no senado Romano.

 A estrutura da Segunda Fundação é baseada em num complexo predial em Trantor, os únicos prédios que sobreviveram ao Grande Saque, que vivem e trabalham vários técnicos e analistas. Dentro desse complexo vão os relatórios dos agentes enviados a todas as partes da galáxia; é com base nesses relatórios que ações são tomadas para proteger o curso do Plano Seldon.

  A leitura desta trilogia, principalmente este último livro, requer certa atenção, pois a quantidade de personagens as vezes nos faz perder a linha do enredo.
 A idéia de que toda nossa vida já estaria pré destinada por um plano invisível é bem explorada por esta série. E não importa o que fazemos, achando que estamos no controle, mas tudo leva ao desfecho o qual foi pré-destinado.

 E quem sabe não estamos todos nós sujeitos ao plano Seldon, o qual chamamos simplesmente de  “destino”.

 Boa leitura!

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