sábado, 21 de setembro de 2013

Vai amanhecer outra vez



“Vivemos em um mundo de constantes questionamentos, tendo em vista os acontecimentos cotidianos que chocam as almas mais sensíveis, tamanha a dimensão da violência no mundo, a miséria que assola milhares de pessoas, o desrespeito que impera nas diversas classes sociais, as catástrofes causadas pela natureza em que uma multidão perde a vida.

 A vida é a grande escola que nos dá as respostas a todas as questões. Sabemos que estamos na terra para evolução espiritual, não somente nossa, mas de toda a humanidade. Os caminhos são diversos, mas todos levam ao objetivo maior. Nesse aprendizado, temos então as lições de casa, o exercício da disciplina e da responsabilidade de nossas escolhas.
(...)”



TITULO: Vai amanhecer outra vez
 AUTOR: Rick Medeiros
 EDITORA: Madras
 PAG.: 166

  Este foi um dos livros que comprei na Bienal deste ano. Uma bonita editoração da Madras Editora. Um livro “fino” e gostoso de ler. Já havia lido um outro livro do Medeiros, - link -, este segue o mesmo estilo. O tema ainda é em torno da lei do carma. Um assunto muito interessante e neste livro ele fala um pouco sobre o carma que existe entre os Judeus e os Arianos que levaram ao holocausto.

 Nesta obra acompanhamos a trajetória do espírito Andrew, que se prepara para voltar para a terra como um consolador. Mas para isto ele terá que passar por treinamentos e nós, leitores, vamos juntos neste aprendizado.

 Andrew é um ser completamente apaixonado pela terra, apesar de não entender bem o porque. No seu aprendizado ele descobre que sua experiência como humano começou junto com as primeiras vidas da terra.

 Uma mensagem das muitas mensagens que o livro trás, e a que achei mais forte é que “ Nós encarnamos para evoluir. Mas ainda ha mais. Nós reencarnamos para que toda a humanidade possa progredir.”

 Ao termino dos capítulos o autor nos propõe alguns exercícios de meditação. São palavras, como um mantra, par podermos refletir. Um deles, chamado o Exercício do Um, fala o seguinte:

“ Eu fui aquilo que tinha de ser
Eu sou o que tenho de ser agora
Se eu não tenho nada,
É porque eu não preciso de nada
EU tive tudo antes e já aprendi
Se eu tenho muito,
É porque eu preciso aprender com isso.
Eu tenho de aprender a dar, a compartilhar.
Eu posso ter sido um Rei...
Eu posso ter sido um guerreiro...
Eu posso ter sido um escravo...
Eu fui o que tinha de ser.
Nós todos fomos.
Nós todos somos.
Nós todos somos um
Porque nós todos fomos cada um.”

 O livro nos guia pela história da terra, vista do mundo espiritual, até o evento do 11 de Setembro.

 “ Nós vivemos segundo nossa fé? Eu sei que nenhuma fé prega o ódio e a intolerância. Cristo não os pregou, nem Moises, nem Buda, nem Maomé. Mesmo assim, os Cristãos organizaram as cruzadas sangrentas...
 Não é a fé que gera o ódio. Não é a fé que cria a intolerância. É a falta de fé do homem em seu semelhante que faz isto. Alguns homens usam a religião para justificar qualquer coisa, desde o genocídio até a guerra.”

  Ótima leitura a todos!



domingo, 15 de setembro de 2013

Os Guardiões


 Depois da Bienal, muitos livros para ler e comentar.

 Este livro fez seu lançamento oficial na Bienal, mas já tinha conseguido comprar uns dez dias antes da Bienal. Trata-se da continuação da trilogia "Os filhos da luz" de Robson Pinheiro, chamado "Os guardiões".


TITULO: Os Guardiões
 AUTOR: Robson Pinheiro
 EDITORA: Casa dos Espíritos
 PAG.: 474

  Este é o segundo livro da trilogia Os filhos da Luz. Esta segunda obra mantem o mesmo estilo gráfico da primeira e como havia dito quando comentei sobre o primeiro livro, as três formas vão "colorindo", ou acendendo. Desta vez é o triângulo que acende, uma cor meio alaranjada.

 Se a justiça divina é o poder que impede a propagação do mal, se é a lei que nos compele a encarar as consequências de atos e escolhas, então há de ter seus agentes. Quem são eles? A quem é conferida tamanha responsabilidade de empunhar a espada a fim de representar a ordem e a disciplina, sem se deixar levar pelos impulsos de violência e desatino, tão arrebatadores quanto humanos? Estamos falando do guardiões, que não deixam de ter medos e limitações, mas detêm uma fé que move montanhas.

 Este livro nos trás a história do mito de EXU. A força de segurança sobre a qual toda a criação repousa e que é tão mal compreendida ainda hoje, em pleno século XXI.


 Um fato surpreendente é que, este livro foi editado agora em 2013, pelos idos de Julho, Agosto, mais ou menos. E trás uma visão do mundo espiritual a cerca dos movimentos ocorridos no Brasil nestes últimos meses:
 Num tempo que se proclama a liberdade de expressão aos quatro ventos; em que o Brasil sai orgulhoso às ruas para protestar e reivindicar melhorias sociais e econômicas em um processo de significado histórico, com adesão possivelmente sem precedentes nesse gênero de manifestação - tanto em numero absoluto, na casa dos milhões de participantes, como na capilaridade dos movimentos, que extrapolam as grandes capitais -, os guardiões do bem e da justiça agem como nunca nos bastidores da dimensão extrafísica.(...)

 Novamente o Dragão numero dois reaparece e traça uma batalha ideológica com o numero um.

  No capítulo dois, somos levados a uma viagem no passado da terra, através da mente de um dos espectros que havia se rendido. Fascinantes informações a cerca da história da terra. e a presença de seres extraterrenos no curso de nossa história é também relatado no plano espiritual.


 Acredito que este livro tem bastante material para os Ufólogos trabalharem. São inúmeras as informações sobre contatos entre governos, interferências feitas no curso de nossa história para não permitir uma guerra nuclear, no caso da crise dos mísseis em Cuba.

  Uma conferência com os Guardiões de mundos. Um sistema muito similar ao que já ouvi falar como Confederação Galáctica e federação galáctica. Mais uma vez acredito que se você curte ufologia e estuda estes temas, vai encontrar vasto material neste livro.

  Nesta obra, o espirito Ângelo Inácio, através de Robson Pinheiro, nos trás um tema bem complexo, os agêneres. Que seriam seres espirituais que conseguem, através de hábeis manipulações, tornarem-se visíveis e interagir no plano físico, manipulando políticos e influenciando pessoas, pois estes seres são grandes magnetizadores.

 Segundo o livro, estamos sendo preparados para o dia em que os amigos das estrelas se mostrarão para nós e teremos a certeza do nosso papel no universo.

 Ótima leitura.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

BIENAL DO LIVRO 2013.

 
  No ultimo sábado estive na Bienal do Rio 2013. Cheguei por volta das 10:00h na portão A do Rio Centro. O problema foi que a guarda municipal estava fazendo a maior bagunça na entrada. Inclusive haviam fechado o acesso do portão A, mesmo com o estacionamento vazio. E este é o país que quer sediar uma Copa do Mundo e os jogos Olímpicos. Que Deus nos ajude!

 
  Acabei entrando com muita dificuldade pelo portão de acesso aos expositores. A entrada estava pelo pavilhão Verde. A fila para comprar a entrada estava bem grande. Porém por sorte havia comprado ingressos pela internet. A questão é que ninguém sabia onde eu trocava o vale pelo ingresso. E a Bienal já havia começado a dois dias...
  Bem, depois de um tempo atrás de informações, organizaram uma fila para internet ao lado da preferencial. 
  Bem fica a dica, se você pretende ir a Bienal, compre o ingresso pela internet, vai por mim!!


 Logo de cara vi o stand da Bibliex! Ali já foram dois livros para a sacola. rsrsrsr
 Há muitos stands voltados para livros espíritas. Bem mais que eu lembre da ultima bienal. Encontrei a stand da Casa dos Espíritos e... lá foram mais uns 3 livros para a sacola. O melhor foi poder conversar, ganhar um autógrafo e tirar uma foto com o Marcos Leão. Em breve vou postar sobre o seu livro.


  Como todas as bienais tinham algumas figuras em tamanho real bem legais. Não tinha como não tirar uma foto.

 



 Pelas 13:00h a Bienal já estava lotada. O pavilhão azul tem bastante expositor de revendedores. Não acho a melhor opção para comprar livro. Melhor ir direto ao stand da editora. Mas sempre vale a pena parar para dar uma olhada.
  Uma coisa que achei ruim nesta bienal, é que alguns estandes organizaram filas para entrar. Fila para pagar tudo bem, mas enfrentar fila para entrar e dar uma olhada...




 
  Praticamente no fundo do pavilhão azul, finalmente o stand da Madras... Achei menor que o da ultima Bienal. Mas mesmo assim estava muito bem apresentado... Mais 2 livros na sacola...


  Mas uma figura bem legal presente na Bienal. Eu queria comprar a coleção Assassin's Creed na Bienal, mas a fila para entrar no estande desanimou...



 Uma coisa legal. Este ano é aniversário de 50 anos da turma da Mônica. Tem algumas coisinhas bem legais. Nós fechamos uma assinatura dos gibis da turma da Mônica para nossa filha que esta começando a ler. O mais legal, é que ela vai receber os gibis no nome dela... Vai ser muito legal quando começar a chegar...


 O Super-homem também estava na Bienal.



 O pavilhão laranja é bem voltado ao público infantil. É a diversão da criançada.
 Bem..., no final da Bienal olha o resultado...



  E a gente ainda saiu na capa do gibi da Mônica. rsrsrsrsr

 
 Se você ainda não foi na Bienal, vá! Vale a pena. Só vale repetir a dica, comprem o ingresso pela internet.
 Espero que os organizadores da Bienal tenham se organizado melhor em relação a comunicação com a guarda municipal.
E uma outra coisa, deveriam proibir o controle de entrada que esta ocorrendo em alguns stands. A entrada deve ser livre para o público passear pelos locais. Se for pagar, ai sim deve haver uma fila, até para não gerar tumulto com os corredores de passagem.
 
Boa leitura e Curtam a Bienal!

sábado, 10 de agosto de 2013

A todo vapor! Uma parábola de negócios.



   


Através de uma bela história sobre duas pessoas que estão lutando para criar suas visões, tanto pessoais como para a empresa, os autores reúnem os elementos essenciais para obter um enfoque bem-sucedido.





  TITULO: A todo vapor
  AUTOR: Ken Blanchard e Jesse Stoner
  EDITORA: Record
  PAG: 190

  Este livro foi originalmente editado em 2003. A versão brasileira veio em 2004. Comprei ele em 2006, por incrível que pareça em um supermercado. 

 Trata-se de um romance, onde os personagens trabalham em uma corretora de seguros e precisam dar um novo rumo ao negócio. Precisam criar uma visão que sensibilize todos em sua organização e ainda precisam criar uma visão para a sua vida, para lhes dar significado e objetivo.

 O livro consegue, de uma maneira simples, desvendar o mistério do tema “visão”. A torna acessível a todos, tanto a uma organização quanto as pessoas. O processo que o livro descreve, consegue fazer uma conexão com o negócio e os objetivos do negócio. Demonstra de forma clara o que acontece aos negócios e as pessoas quando elas não tem uma visão clara. 

 Os autores do livro são consultores, com experiência de mais de vinte anos. O livro é um estudo desta experiência. Criar uma idéia de visão pode ser uma atividade única. E mais que criar uma visão, é garantir que a mesma seja compartilhada, torne-se viva e guie a organização ao sucesso. 


  Um livro essencial para quem ocupa um cargo de liderança ou esta estudando Gestão. 

  “ Que coisa mais fantástica é ter uma visão, eu pensei. Se você está certo de sua visão, e se é honesto com a realidade presente, você não precisa calcular tudo. As coisas começam a acontecer por conta própria. Que dádiva! Eu me senti tão agradecido.”

 ÓTIMA LEITURA!

domingo, 28 de julho de 2013

Aruanda






 Acabei pegando este livro por acaso na internet. Pequeno e gostoso de ler. 

 Este não é um livro que pretende falar da doutrina da Umbanda. É mais uma obra que valoriza o trabalho dos Espíritos que se utilizam da roupagem fluídica de pais velhos e caboclos, auxiliando a humanidade encarnada e desencarnada. Talvez seja mesmo um grito contra o preconceito religioso, racial e espiritual, mostrando quanto os Espíritos superiores trabalham muito além das aparências.”



  TITULO: Aruanda
  AUTOR: Robson Pinheiro
  EDITORA: Casa dos espíritos
  PAG: 120

  Este livro é de 2004. É um livro que já comprei usado, uma publicação bem simples, nada parecido com as atuais obras editadas pela casa dos espíritos. Mas  o que importa é o seu conteúdo e este trouxe bastante esclarecimento em alguns pontos.    Conta a história do inicio da umbanda e sua real missão entre os homens.

 “A força, a arte ou o conhecimento que se convencionou chamar de magia está presente no mundo desde que surgiram os primeiros agrupamentos humanos. Inicialmente era considerado manifestação sobrenatural ou do mundo oculto todo e qualquer fenômeno que a mente humana primitiva não conseguia compreender. Em épocas recuadas, o homem já consagrava oferendas às forças titânicas e, até então, indomáveis da natureza. Assim começa a história da magia. “Quando estudamos o passado histórico das civilizações podemos compreender quanto a ignorância dos homens primitivos contribuiu para desencadear o desenvolvimento de crenças e lendas, que, de algum modo, procuravam dar sentido às percepções e aos fatos incompreendidos. São histórias, personagens, superstições que nasceram da incapacidade momentânea dos povos da Terra de explicar ou compreender as leis da natureza, nas mais diversas épocas e culturas. A história da magia em sua manifestação mais elementar confunde-se com esse estado de ignorância dos fenômenos naturais. Nasceram, assim, os deuses e demônios, os seres considerados sobrenaturais e detentores de poderes e conhecimentos além do alcance dos simples mortais.(...)”



 Algumas informações bem esclarecedoras sobre a magia e sobre os elementais.

  “Duas classes de elementais que merecem atenção são as ondinas e as ninfas, ambas relacionadas ao elemento água. Geralmente são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso. Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras e, na Umbanda, são associadas ao orixá Oxum. As ondinas estão ligadas mais especificamente aos riachos, às fontes e nascentes, bem como ao orvalho, que se manifesta próximo a esses locais. Não podemos deixar de mencionar também sua relação com a chuva, pois trabalham de maneira mais intensa com a água doce. As ninfas, elementais que se parecem com as ondinas, apresentam-se com a forma espiritual envolvida numa aura azul e irradiam intensa luminosidade.
— Sendo assim, qual é a diferença entre as ondinas e as ninfas, já que ambas são elementais das águas?
— A diferença básica entre elas é suavidade e a doçura das ninfas, que voam sobre as águas, deslizando harmoniosamente, como se estivessem desempenhando uma coreografia aquática. Para completar, temos ainda as sereias, personagens mitológicos que ilustraram por séculos as histórias dos marinheiros. Na realidade, sereias e tritões são elementais ligados diretamente às profundezas das águas salgadas. Possuem conotação feminina e masculina, respectivamente. Nas atividades mediúnicas, são utilizados para a limpeza de ambientes, da aura das pessoas e de regiões astrais poluídas por espíritos do mal.
— Eu pensei... — Eu sei, meu filho — interrompeu-me João Cobú. — Você pensou que tudo isso não passasse de lenda. Mas devo lhe afirmar, Ângelo, que, em sua grande maioria, as lendas e histórias consideradas como folclore apenas encobertam uma realidade do mundo astral, com maior ou menor grau de fidelidade. É que os homens ainda não estão preparados para conhecer ou confrontar determinadas questões.
— E as fadas? Quando encarnado, vi uma reportagem a respeito de fotografias tiradas na Escócia, que mostravam várias fadas. O que me diz a respeito?
— Bem, podemos dizer que as fadas sejam seres de transição entre os elementos terra e ar. Note-se que, embora tenham como função cuidar das flores e dos frutos, ligados à terra, elas se apresentam com asas. Pequenas e ágeis, irradiam luz branca e, em virtude de sua extrema delicadeza, realizam tarefas minuciosas junto à natureza. Seu trabalho também compreende a interferência direta na cor e nos matizes de tudo quanto existe no planeta Terra. Como tarefa espiritual, adoram auxiliar na limpeza de ambientes de instituições religiosas, templos e casas espíritas. Especializaram-se em emitir determinada substância capaz de manter por tempo indeterminado as formas mentais de ordem superior. Do mesmo modo, auxiliam os espíritos superiores na elaboração de ambientes extra físicos com aparências belas e paradisíacas. E, ainda, quando espíritos perversos são resgatados de seus antros e bases sombrias, são as fadas, sob a supervisão de seres mais elevados, que auxiliam na reconstrução desses ambientes.”

 Ele ainda fala mais sobre as Salamandras, Gnomos e Duendes mais a frente.

 Cada vês mais as coisas estão se fundindo em uma única informação, espiritismo, umbanda, esoterismo, etc... São os paradigmas de nossa era sendo quebrados.

 Um assunto tocado no livro e que eu vou pesquisar mais a respeito, é sobre o famoso elo perdido;

 “Como você sabe, Ângelo, até hoje os cientistas da Terra procuram o chamado “elo perdido”. Estão atrás de provas concretas, materiais da união entre o animal e o ser humano e buscam localizar o exato momento em que isso teria ocorrido. Em vão. Os espíritos da natureza, seres que concluíram seu processo evolutivo nos reinos interiores à espécie humana, vivem na fase de transição que denominamos elemental. Entretanto, o processo de humanização, ou, mais precisamente, o instante sideral em que adquirem a luz da razão e passam a ser espíritos humanos, apenas o Cristo conhece. Jesus, como representante máximo do Pai no âmbito do planeta Terra, é o único que possui a ciência e o poder de conceder a esses seres a luz da razão. E isso não se passa na Terra, mas em mundos especiais, preparados para esse tipo de transição. O próprio Kardec, que pude estudar ainda quando encarnado, aborda a existência desses mundos nos ditados de O LIVRO DOS ESPÍRITOS.”

 Mais um livro obrigatório na biblioteca do buscador.

 Boa leitura.

sábado, 13 de julho de 2013

Cidade dos Espíritos!







 “Em que mundo vivem os sonhos, as saudades, os anjos, enfim? Talvez habitem um tempo não mensurável, um espaço não material.”

  Mais uma trilogia de Robson Pinheiro.


TITULO: Cidade dos Espíritos
  AUTOR: Robson Pinheiro
  EDITORA: Casa dos espíritos
  PAG: 454

  Este é o primeiro livro da trilogia os filhos da luz. 

 Mas uma vez o trabalho gráfico da casa dos Espíritos é de tirar o chapéu.  As bordas das folhas são negras, então o livro fechado da impressão de ser um falso livro, naqueles só com capa e o interior maciço. O trabalho gráfico da capa é lindo. Existem três figuras, um círculo, um triângulo e um quadrado. Elas se repetem na borda também. Só o círculo é verde, o que da a entender que no próximo o triângulo será verde e depois o quadrado. As primeiras páginas de cada capítulo são negras e a primeira letra esta sempre na página anterior ocupando quase toda ela.  É uma prova de que belos livros não precisam ser necessariamente caros. 

 Nesta nova trilogia, Ângelo Inácio nos conta sua trajetória do outro lado da vida. Inicia sua narrativa já no seu desencarne:
“ No principio me deslumbrei com a possibilidade de estar fora do corpo, embora somente aos poucos me desse conta de que a situação era irreversível. Os pensamentos das pessoas no velório, familiares pensando em como ficariam os direitos intelectuais de minhas obras e outras situações que considerei insólitas naquele momento.”

 Ângelo então nos leva para conhecer ARUANDA, a cidade dos espíritos que orientam a evolução do mundo. Lá se vive, se trabalha em prol da humanidade.
 Outras cidades espirituais são citadas na obra, como: Nosso lar, Grande Coração, Vitória Régia e outras. Mas um livro para “incomodar”. Ângelo Inácio em sua descrição da cidade, relata que observa pessoas “diferentes”, e lhe é explicado que trata-se de amigos das estrelas, seres extraterrestres, que nos apóiam em nossa evolução. 



 Fala também do papel dos Orixás, País Velhos, e outras entidades conhecidas no meio da Umbanda, porem banidas do meio espírita convencional. 

  Por fim, Ângelo Inácio é levado a Central dos guardiões, onde inicia seu trabalho, divulgando o plano daqueles que desejam que a humanidade não evolua espiritualmente.

 “ E enquanto muitos, milhões dormiam ou se perdiam em meio ao nevoeiro da ilusão, do maia, mergulhados e completamente absortos no cenário oferecido pela dimensão física, entre a materialidade e a realidade primitiva do mundo original, eles, os guardiões, trabalhariam para o mundo despertar e para preservar o mesmo mundo da destruição, das armadilhas da corrupção, das investidas das forças inimigas do progresso e da evolução.”




 Ótima leitura!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Fundação e Terra






Imagine uma época, bem no futuro, em que a Terra fosse apenas lenda... Assim como Tróia o foi até ser desenterrada por Heinrich Schliemann. E este é o pano de fundo nesta continuação da saga Fundação.


TITULO: Fundação e Terra
  AUTOR: Isaac Asimov
  EDITORA: Aleph
  PAG: 460

 Este é o 5° livro da série. Na seqüência da saga, este é o último livro da série. Porém ainda existem outros dois, que na verdade contam a história antes da fundação.

  Golan Trevize, o historiador Janov Pelorat, e a sua companheira do planeta Gaia partem numa jornada para encontrar o planeta ancestral da humanidade, a Terra. O propósito da jornada é descobrir a razão por trás da escolha de Trevize sobre o futuro da Galáxia, Galaksia.


 Primeiro, eles viajam a Comporellon, um planeta que reclama ser a colônia mais antiga da galáxia. Comporellon é único cuja história se perde no tempo e assim faz jus ao reclame. Ao chegar, eles são aprisionados, mas negociam suas solturas, de uma forma bem especial... Eu não esperava ver, ou melhor, ler, estas cenas picantes, vindas de Asimov. Lá, eles encontram as coordenadas de três outros planetas. Trevize apreende que esses planetas devem estar próximos da origem e talvez contenham pistas.

  O primeiro planeta que eles visitam é Aurora, onde não parece ter havido presença humana há milênios, e onde Trevize quase é morto por uma matilha de cães selvagens  presumivelmente os descendentes dos cães domésticos há muito abandonados pelos donos. Ele escapa graças a manipulação mentalicamente de Júbilo, a Gaiana.
Em seguida, eles vão a Solaria, onde descobrem que os Solarianos manipularam os próprios genes e evoluíram em hermafroditas auto-reprodutores. Os solarianos continuam tão intolerantes à presença e ao contato humano como os seus antepassados. Eles também evoluíram a capacidade mentálica de canalizar ("transduzir") grandes quantias de energia, e lhes basta a transdução como única fonte energética. Os solarianos intencionalmente evitam fazer qualquer contato entre si, exceto via holografia à distância, e usam reprodução clonada e engenharia genética para substituir quem morrer e assim manter a população no mesmo patamar. Neste planeta o Trio se envolve em uma trama que quase os leva a morte. E na fuga encontram uma pobre criança que seria sacrificada. Eles então partem de Solaria, agora em quatro.

  Eles seguem então para Melpomenia, o planeta da terceira e última coordenada. O planeta é desabitado, e mais, tem uma atmosfera rarefeita e irrespirável. Usando trajes espaciais, Travize e Pelorat entram numa biblioteca, e lá encontram, gravadas numa parede, coordenadas para todos os planetas que foram colonizados pela primeira geração de colonizadores espaciais. Ao voltar para a nave, eles percebem que um estranho musgo de rápido crescimento havia-se prendido nas juntas dos seus trajes, aparentemente se alimentando de minúsculas porções vazadas de gás carbônico. Com as coordenadas de mais 47 planetas, Janov e Trevize extrapolam as coordenadas e pela dedução lógica que os primeiros colonizadores partiram em todas as direções tendo a mesma origem, eles traçam uma esfera com as coordenadas dos 47 planetas, no centro da qual deveria estar a origem, a Terra. Dois sistemas estão próximos do centro. Um é uma estrela binária, marcada no mapa como um sistema habitado, embora haja uma interrogação onde deveria estar marcado o seu status. O outro não é um sistema mapeado, e portanto bem mais provável de ser o Sol, especialmente ao se considerar que nenhuma das lendas dizia que a estrela da Terra era binária. Eles decidem, porém, por visitar primeiro o sistema binário, porque lá podem obter mais dados antes de confrontar a própria Terra.


Eles seguem para o sistema binário, que se revela ser Alpha Centauri. Eles encontram uma colônia formada por habitantes que abandonaram a Terra há milênios. Neste planeta a única terra firme é uma ilha de 250 km de comprimento e 65 km de largura, Não se sabe por certo se todos os sobreviventes da Terra foram viver em Alpha.
Os nativos, que chamam seu planeta e lar de Nova Terra, são amigáveis. A verdade crua é que os nativos secretamente planejam matá-los, para prevenir que qualquer brisa da existência da Nova Terra chegue aos ouvidos do resto da galáxia — os nativos tem paranóia de ser conquistados e saqueados por outros planetas.
Com a certeza de que, se Alpha não era a Terra, era pelo menos muito próxima desta, eles se dirigem ao sistema vizinho.


Ao entrar no sistema solar, eles percebem que algumas lendas sobre a Terra eram reais. De fato, o sexto planeta do sistema tem anéis muito proeminentes, muito mais do que qualquer outro gigante gasoso. Além disso, o terceiro planeta, o único à distância certa do Sol para abrigar vida, possui uma Lua anormalmente grande para um pequeno planeta rochoso. Só pode ser a Terra.

Ao se aproximar da Terra, eles descobrem, para tristeza, que as histórias que ouviram sobre a Terra, não eram lendas. A Terra emitia tanta radioatividade que não poderia abrigar vida. 

Prestes a desistir, observam a lua, e em  como se parece com um planeta. Rastreando a superfície da lua  são surpreendidos por uma força de tração que os puxa para dentro duma enorme caverna lunar. Ao pousar, são recebidos por R. Daneel Olivaw, que lhes explica como ele tem a humanidade em segredo por muitos milênios  de fato, desde a época de Elijah Baley, muito antes de haver Fundação ou Império Galáctico. Ele era responsável pela colonização de Alpha, pela criação de Gaia, e pela criação da Psico-história. Ou seja, toda a saga Fundação fora idealizada pela sua inteligência, de mais de 20 mil anos de vida. Após ouvir Daneel, Trevize confirma a decisão de então. Ele percebe,  que a humanidade precisa de união como há em Gaia.

 Daneel diz que o seu cérebro positrônico está se deteriorando. Para prosseguir na tarefa de liderar e proteger a galáxia, ele precisa fundir o seu cérebro positrônico com o cérebro biológico avançado de Fallom. Isto lhe daria o tempo necessário para supervisionar a criação de uma Gaia galáctica, a Galaksia.
Daneel explica que a Psico-história e Gaia foram instrumentos para atar a divisão que sempre houve entre os indivíduos. Esta é a única maneira de pôr fim à longa guerra da humanidade e de lhe dar força e união para repelir uma invasão de seres inteligentes doutras galáxias que há-de vir um dia. 

 No fim no livro, faz-se a terrível sugestão de que talvez o futuro inimigo já esteja entre nós, na forma da estranha criança Fallom. Ou na fusão Fallon e Daneel.

 Toda a saga é fantástica. Nos faz pensar um pouco de fato, em nosso futuro, como humanidade.
 Boa leitura.

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