sábado, 26 de abril de 2014

Assassin's Creed I e II.


O Renascimento é a ponte entre e Idade Média e a Era Moderna. O saber passou a ser o centro de todas as atenções nesta época. A Itália ofereceu à humanidade nestes séculos contribuições de homens notáveis em muitos campos do conhecimento, como por exemplo: na Pintura e Escultura: Michelangelo, Rafael, Ticiano, Tintoretto e Leonardo da Vinci; na Arquitetura: Filippo Brunelleschi; na Física: Leonardo da Vinci, talvez o gênio mais eclético da humanidade; nas Ciências Políticas: Maquiavel; nas Ciências Contábeis: Luca Pacioli.




TITULO: Assassin’s Creed – Renascença e Irmandade
AUTOR: Oliver Bowden
EDITORA: Galera
PAG.: 375 e 387

  Desde a ultima bienal estava curioso para ler este livro. Andei pesquisando na internet para entender a ordem de leitura da coleção. Então resolvi comprar os dois primeiros livros, Renascença e Irmandade. Os dois livros fecham uma história, que apesar de ter ligação com os demais, podem ser lidos de forma que não “corta” a leitura. Poderia ser um único livro, fica ai a dica para a editora se quiser fazer uma edição especial.

  O primeiro livro foi mais difícil de achar. Capa em papel cartão, fosco e com um belo auto relevo.  Paginas impressas em boa gramatura. Já o segundo volume, trás uma capa simples, sem orelhas. Páginas em papel branco de baixa gramatura. Dependendo da iluminação o impresso do verso chega a atrapalhar a leitura. Não entendi o motivo desta diferença, pois ambos são edições de 2013.


   A história se desenvolve durante o fim do século XV e inicio do XVI. A Europa passava por grandes transformações. E este é um terreno fértil para os autores poderem criar.  Afinal estes são os séculos das grandes descobertas e dos desbravamentos. A época dos alquimistas.

  O enredo central da trama é a luta entre os chamados assassinos e os Templários. Estes últimos querem instaurar uma nova ordem mundial. Não sei qual a relação dos livros com o Jogo.

  Achei muito interessante a forma como o Autor aproveitou ao máximo as figuras dos grandes ícones do período como Leonardo da Vinci, Michelangelo e Maquiavel.  E também das invenções da época, principalmente os armamentos.

   O personagem central do livro é o Jovem Ezio Auditore. Depois de ver seu pai e seus irmãos serem mortos, resolve partir para a vingança. Ezio parte da cidade de Florença para Toscana, Veneza e Roma. Ao longo da aventura nosso herói recolhe algumas paginas de um códex a muito perdido. Este Códex trás informações a cerca de novas armas que são oportunamente construídas por ninguém menos que Leonardo da Vinci. Além disto, Ezio descobre uma super arma, chamada na trama de “Maça”. Que tem  poder de prever o futuro e até de manipular forças desconhecidas.
  


  Um livro gostoso de ler. Não sei quando darei seguimento ao restante da série, mas pretendo acabar este ano ainda, afinal esta previsto para 2015 o filme. 

domingo, 16 de março de 2014

Os Imortais



 “Os espíritos nada mais são que as almas dos homens que já morreram. Os imortais ou espíritos superiores também já tiveram seus dias sobre a terra, e a maioria deles ainda os terá. Portanto, são como irmãos mais velhos, gente mais experiente, que desenvolveu mais sabedoria, sem deixar, por isso, de ser humano. Por que haveria, então, entre os espiritualistas tanta dificuldade em admitir esse lado humano? Por que a insistência em ver tais espíritos apenas como seres de luz, intocáveis, venerandos, angélicos, até, completamente descolados da realidade humana?”



TITULO: Os imortais – Terceiro volume da trilogia “Os filhos da luz”
AUTOR: Robson Pinheiro
EDITORA: Casa dos espíritos
PAG.: 423

  Este é o ultimo livro da série “Filhos da luz”. Que Robson Pinheiro lançou logo após o “Reino das sombras”. As duas trilogias na verdade compõem uma única. E entre as duas ainda existe uma outra que ainda não saiu do primeiro Volume, porém que precisa ser lida para entender algumas etapas desta trilogia.

  Seguindo o padrão desta trilogia, este volume é na cor rosa, e a figura geométrica, que já relatei quando falei dos outros dois volumes, é o quadrado. As bordas das folhas mantem o tom preto, dando um requinte especial a obra.

  Neste terceiro e ultimo volume, o Espírito Ângelo Inácio nos leva em uma viagem para capturar os magos negros. Lembrando que nas séries anteriores os Dragões foram subjugados pelas forças da luz, colocando os Magos negros no topo da hierarquia das sombras.


  Porém, o ponto de reflexão da obra, é sobre como os espiritas enxergam seus guias. Por que todos os guias tem que ser alguém de renome? Por que não seria um ser comum, um João, um José, uma Maria...?

  Porque nosso ego só nos permite acreditar quando as mensagens são assinadas por estes ditos seres iluminadas.  E o ponto mais importante, até que ponto as forças contrárias a evolução humana não poderiam se aproveitar desta nossa fraqueza e inserir falsas verdades que podem causar desavenças e confusões no meio?

 Esta questão deve ser estuda a fundo pelos dirigentes de casas espíritas. Pois quantas já não estão corrompidas pelas disputas de poder e Ego? E não só em casas espíritas, até nos templos religiosos o que vê-se são disputas de egos e não a intenção pura e verdadeira de ajudar ao próximo.

  Infelizmente muitos espíritas não darão a mínima para o relato de Ângelo Inácio. Sequer farão uma verdadeira introspecção e avaliar a conduta de seu grupo e de seus guias.


 Como já disse não sou espírita, apesar de estudar o assunto. Por mais que tivesse a vontade de entrar para um grupo, sempre tive um pouco de receio de tentar ser conduzido por certos dogmas. Acho que dogmas só servem para bloquear a visão, enquanto o que devemos é na verdade expandir cada vez mais nossa mente através do conhecimento.

  Espero que este livro seja a chave para abrir os portais e revelar a verdadeira imagem daqueles, que do outro lado, nos guiam. Sem preconceitos, sem paradigmas. Assim que entendermos e aceitarmos, estaremos mais próximos da mensagem do mestre e mais perto de entendermos nossa imortalidade.

 Boa leitura.


quarta-feira, 5 de março de 2014

No substitute for Victory. "Não há substituto para a vitória"


 “Os valores ensinam-lhe a ser altivos e firmes no fracasso, mas humilde e nobre no sucesso; a não substituir palavras por atos, a não procurar o caminho fácil, mas a enfrentar a tensão e o estimulo da dificuldade e do desafio. Aprender a se levantar na tempestade, mas ter compaixão daqueles que caem; a se controlar antes de procurar controlar os outros; a ter um coração limpo, um objetivo nobre; aprender a rir, sem nunca negligenciar o passado; ser sério, porém nunca se levar muito a sério; ser modesto para que possa se lembrar da simplicidade da verdadeira grandeza, da mente aberta para a verdadeira sabedoria, da brandura da verdadeira força.”



TITULO: MacArthur – lições de estratégia e de Liderança
AUTOR: Theodore Kinni e Donna Kinni
EDITORA: Biblioteca do exército - BIBLIEX
PAG.: 248

  Mais uma grata surpresa da BIBLIEX. A versão em português da obra “No substitute for Victory”. Capas em papel cartão plastificado sem brilho, com orelhas e impresso em offset branco. Na verdade a capa é praticamente idêntica a versão original em inglês.


 Numa época em que o mundo esta sendo sacudido pela violência da guerra, onde as pessoas viam suas vidas e suas famílias sendo dragadas pelo caos. Ele apontou a vitória no horizonte e fez com que todos o seguissem.

  Para quem acha que tratar-se de apenas mais uma biografia, esta enganado. Na verdade o livro vai muito além de uma biografia. É, digamos, uma espécie de manual para lideranças, não só militares, mas das organizações como um todo, tendo como exemplo a vida do grande General.

 “ O exemplo de liderança de MacArthur é um que se cingiu com firmeza a esses valores e, mesmo após 40 anos de sua morte, eles continuam associados intimamente a ele. Os valores são: Dever, Honra e Pátria, o credo de West Point e a base da liderança militar de nossa nação.
 Dever é o dever para com a organização, para com aqueles que você lidera e para com aqueles que você segue. Honra é o imperativo da integridade pessoal. Pátria é o apoio declarado e certo dos princípios nos quais nossa nação é baseada. Esses são os valores que podem prover uma base firme para os líderes de qualquer organização, e eu encorajo o leitor a adotá-los e a praticá-los, rigorosamente.”


  Conhecendo a história de MacArthur pude de fato ter uma noção da grandiosidade deste homem. Líder em todos os campos do conhecimento. Dominava como poucos, todas as ferramentas da liderança, tais como:

Arte da Comunicação

 Iniciativa

 Confiança

 Coragem

 Gerenciar pessoas positivamente

 Conhecedor da história

 Etc...

  Sua administração do Japão pós-guerra, foi um exemplo de visão de futuro. E se hoje o Japão é a potência que é, deve grande parte a este General, que não permitiu que o mesmo fosse retalhado entre as potências vencedoras, tal qual ocorreu com a Alemanha.

  A mesma visão de futuro que levou-o a prever a derrota da Alemanha no dia seguinte à invasão da União Soviética.

“Eles não estudaram a história Russa.  Napoleão cometeu o mesmo erro e Hitler se enrolará tal como Bonaparte, porém com perdas infinitamente maiores. Os Russos nunca irão se render. Eles possuem um efetivo ilimitado e podem recuar, milha por milha, livres, pela Sibéria. Em dois meses, as chuvas irão começar e, um mês depois, o inverno Russo chegará. Ninguém no mundo pode resistir ao inverno na Rússia como os Russos e, certamente, nem os Alemãs.”

 Ainda bem que ele estava do nosso lado

   Em homenagem a este grande homem, existe um memorial em Norfolk, Virginia. Entre no site: http://www.macarthurmemorial.org/
Nele você encontrará fotos, registros, textos e muito mais sobre a vida deste  grande líder. Vale a pena dar uma passada por lá.

  A partir da segunda parte do livro, onde são detalhados todos os pontos da liderança, o autor sempre coloca duas questões para o leitor. Por exemplo, no capítulo 18, onde ele fala do líder como exemplo, ao fim ele questiona;

 "-Você esta consciente de como as suas ações, declarações e comportamentos afetam  os outros?"
 "- As pessoas em sua organização e em sua comunidade podem, orgulhosamente, seguir o seu exemplo?"

  Eu recomendo este livro para todos aqueles que se interessam pelo assunto “Segunda Guerra Mundial” e também para aqueles interessados em aprender mais sobre liderança. Este livro também pode ser usado para ilustrar exemplos em palestras de liderança organizacional e motivação.

  Um livro completo. Boa leitura!



segunda-feira, 3 de março de 2014

Giselle - A amante do inquisidor



“Não existe no mundo quem não tenha praticado uma ação digna, por menor e mais insignificante que possa parecer. Não há aquele cujos pensamentos e sentimentos, por uma fração de segundo que seja, não se tenha voltado para seu irmão com uma pontinha de piedade ou arrependimento.
 É isso porque todos nós, sem exceção, somos dotados da centelha divina que nos acompanham desde a nossa criação. Alguns, mais ávidos e mais corajosos, aprendem com maior rapidez essa verdade e logo alcançam a paz interior, alçando planos mais elevados de compreensão. Outros, mais embrutecidos, teimam em persistir apegados a falsos valores de felicidade e se perdem nas vias do terror, infligindo-se sofrimentos e vicissitudes que poderiam ser contornados. “


TITULO: Giselle – A amante do inquisidor
AUTOR: Mônica de Castro
EDITORA: Vida & Consciência
PAG.: 370

  Sempre gostei muito de ler e sempre prestei muita atenção ao que os outros leem. Sabe, eu penso assim: “- Se alguém lê tanto disto, quem sabe não seja interessante.” E desta forma fui diversificando meu hábito de leitura, experimentando pouco de cada estilo. Mas tem uma coisa que não esqueço.

 Quando tinha por volta dos meus treze, quatorze anos, via uma as minhas tias sempre com um livro na mão. Ela devorava aqueles livros, de impressão pobre, capas sem orelhas, páginas amareladas e as capas eram todas muito parecidas. Para quem ainda não se ligou, ela lia, ou melhor, devorava, aqueles romances que vendem em bancas de jornal. Eram, acho, uma espécie de novela, “Bianca”, “Julia”, “Sabrina”,... As capas sempre mostravam um homem e uma mulher em situações que, digamos, mexia com a imaginação. Acho que era esta a intenção.


 Um dia resolvi matar a curiosidade e comprei para ler um destes. Não consegui terminar de ler. Era uma espécie de enredo de novela mexicana, temperada com muito romance e cenas “picantes”. Francamente, aquele tipo de leitura não dava.
  Por que iniciei este post assim? Bem, semana passada uma amiga me emprestou um livro, um romance espirita. De inicio, parecia interessante, porém conforme fui adiante na leitura, parecia cada vez mais que estava lendo um daqueles livros que mencionei lá em cima.

  O pano de fundo é a Espanha, na época da inquisição. A inquisição Espanhola é tida como a mais cruel da história. Apesar de que alguns estudos apontam que podem ter ocorrido distorções por parte dos protestantes, que tentavam minar o poder da Espanha. Mas o fato é que a inquisição Espanhola, foi a mais eficaz da Europa e todos os seus processos foram minuciosamente catalogados e hoje são fruto de sérios estudos por parte de historiadores do período. Enquanto o Santo ofício trabalhou na Espanha, foram mais de Treze mil julgamentos.

  O livro não revela o período dos acontecimentos. Pode ter sido entre os anos de 1481 à 1826. Nenhum dos nomes dados aos inquisidores existiu de fato. Não estranhei, por se tratar de um romance mediúnico, ou seja, ditado por alguém que esteve presente aos fatos. Porém um sobrenome me chamou a atenção, “Valdés”.  No romance aparece como o sobrenome de uma das vítimas do Santo ofício, como “Valdez”, e por coincidência, ela foi absolvida. O sobrenome é o mesmo de um arcebispo de Servilha, “ Fernando Valdés”, trabalhou para o santo ofício de 1547 à 1566, renunciando ao cargo. Eu apostaria que este seria o período em que se passa os eventos.

 O livro é uma amostra dos “anos mais negros da nossa história”. Onde as pessoas eram torturadas, julgadas e mortas. Apenas para satisfazer os caprichos de uns poucos e a igreja ainda ficava com todos os bens do condenado, deixando a família na pobreza total.

  Como livro de ensinamentos espirituais, bem, isto fica apenas para o ultimo capítulo.

 “ A humanidade caminha para o crescimento. Desde que o homem pisou na terra pela primeira vez, vem lutando para evoluir, em todos os sentidos. Existem muitas diferenças entre o homem de hoje e o da pré-história. O homem não conhecia o fogo, o ferro, a espada. Também não sabia o que ra o amor, amizade, perdão. Vivia por seus instintos e para seus instintos. Se alguém ameaçava, respondia com violência e agressão. Matava-se porque não se conhecia o valor da vida alheia, mas apenas o de sua própria vida. O homem de hoje, apesar de ainda guardar muito desse primitivismo já foi se socializando e criou normas que o auxiliam a conviver com seus semelhantes. Só que o egocentrismo ainda perdura, trazendo a sede de poder, e falsos valores de moral e religiosidade imperam na mentalidade humana. Deus não quer a morte de suas criaturas. Quer que elas aprendam a se amar. Ninguém precisa matar para defender o nome de Deus, porque Ele é inatingível pelos atos humanos. Porque é amor em essência, e o amor tudo compreende e perdoa, não se ressentindo das atitudes infantis de quem ainda não conhece os verdadeiros valores do espírito. Mesmo que você o repudie ou o ofenda, Deus jamais se zangará ou punirá. Ao contrário, lhe enviará cada vez mais ondas vibrantes de amor, para que você possa despertar o amor dentro de você e crescer.”

  Pode parecer estranho, mais não é livro que eu recomendaria. A não ser que você goste destes romances. Como um livro de ensinamentos, onde você poderia tirar histórias para vida, esta muito longe. Como livro histórico, sobre o período? Muito duvidoso, apesar de contar fatos reais do período, porém nada “rastreáveis”. Se você não tem nada para ler e este livro cair nas suas mãos, vai em frente e leia. Mas se tiver outra coisa para ler, esquece este livro.


 Boa leitura.

domingo, 2 de março de 2014

o que vem por ai...




 Olá meus amigos leitores.
 Alguns já me questionaram a ausência de atualizações em meu Blog.

  Calma, não abandonei meu blog, nem a leitura. De fato as obrigações do dia a dia me fizeram dar uma diminuída no ritmo de leitura. Mas olha o que estou preparando;

97% da leitura concluída.


58% da leitura concluída. Este livro me foi emprestado semana passada por uma amiga.



40% da leitura concluída. Um livro surpreendente, porém complicado. Estou lendo aos poucos, e mesmo assim as vezes acabo tendo que voltar atrás para poder entender.


  Na outra semana minha mãe emprestou para minha esposa o novo livro do Willian P. Young.

Vamos ver se é tão bom quanto o "A cabana"


Para coroar, hoje entrei em uma livraria e comprei o terceiro volume da trilogia "Os filhos da luz."


                                                                           
 Vou aproveitar a pausa de carnaval e cair em cima da leitura.


Bom carnaval a todos e boa leitura!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Crianças Índigo - Uma nova consciência Planetária.



 Não são as crianças que tem problemas, mas o mundo no qual elas vivem. Quando os adultos lhes oferecem um ambiente melhor, seu comportamento melhora consideravelmente. Em contrapartida, pode acontecer de as crianças  e os adolescentes estarem tão perturbados, tão desconcertados ou tão autodestruidores que se rebelam e voltam essa dor contra eles mesmos. JAMAIS devemos deixar que pensem que são doentes ou anormais, uma vez que a causa fundamental de seu conflito encontra-se na família, na escola ou na sociedade.


TITULO: Crianças Índigo – Uma nova consciência planetária.
AUTOR: Sylvie Simon
EDITORA: Madras
PAG: 160

 Em 2007 tornei-me pai de uma linda menina. Ana Carolina. Duas coisas incríveis aconteceram antes do nascimento dela. A primeira foi que eu “senti” que a minha esposa estava grávida. Ela ainda relutou uns dois dias até que compramos um destes testes de farmácia e deu positivo. Depois ela fez o teste clínico e confirmou. Quando a gestação já entrava no terceiro mês, a ansiedade para saber o sexo começou a crescer. 

E numa noite eu sonhei com uma linda garotinha e sabia que ela seria minha filha. Naquela manhã mesmo quando acordamos eu falei, “-Vai ser menina”. Minha esposa não entendeu nada. Duas semanas depois minha esposa fez uma primeira tentativa de ver o sexo. O medico disse que ainda estava ruim para ver, porém ele arriscaria dizer que seria um menino. Quando minha esposa me contou eu nem pensei duas vezes, “- Não. É menina, tenho certeza.” Mais duas semanas se passaram e um novo exame confirmou o que já sabia, uma garotinha crescia na barriga da minha esposa.

  O parto estava marcado para o dia 10/12, porém a bolsa estourou na madrugada do dia 4/12. Correu tudo normal e o que me chamou mais a atenção foi ver ela abrindo, ou tentando, abrir os olhos ainda enquanto era limpa pelo médico. Os primeiros dois anos de vida foi sem muita novidade, apesar dela se mostrar em alguns pontos avançada para a idade. A começar pelo seu tamanho. Desde seus 8 meses ela já veste manequim um ou dois números maior que o da idade. Com pouco mais de um ano ela já sabia ligar e desligar a TV no controle remoto. Desde os dois anos ela consegue reproduzir uma musica, mesmo escutando somente uma vez. E não são somente musicas infantis, ela adora Adriana Calcanhoto e sabe cantar boa parte do repertório da mesma. A adaptação a usar um computador foi rápida, antes de completar os três anos. Mas, a partir dai veio a faze complicada.

 A contestação de nossa autoridade como pais, que só deveria acontecer na adolescência, ou pré-adolescência. A não aceitação de regras. O amor sentimos transbordar pelo seus olhos, principalmente quando ela fala que quando estava com Deus, ela nos escolheu para ser seus pais. Hábil em articular situações e tentar conduzir as coisas a seu favor, mesmo que para isto ela se utilize de argumentos avançados para sua idade. E sei que ela não é única que se encaixa no que falei acima. Trata-se de um fenômeno que vem desde o fim da década de setenta, onde foi observado o nascimento destas crianças “diferentes”, as chamadas índigo.


  “ Chegamos a uma época em que devemos escolher entre sobrevivência da terra e a pilhagem cotidiana de suas riquezas, e esta obra faz o balanço disso
  Ao mesmo tempo, observamos o surgimento de crianças que pensam e agem fora das normas, contestam nossas instituições e são apaixonadas pelas tecnologias modernas. O olhar que elas trazem sobre o mundo é bem diferente do nosso e se assemelha ao físico quântico que nos falam da solidariedade do homem com o universo e do pertencimento de tudo ao todo.
  São chamadas “crianças índigo”, por causa da cor de suas auras, descrita pelos videntes. Elas teriam vindo para ajudar a humanidade a evoluir?
  O objetivo deste livro é tentar responder a essa pergunta, refletindo sobre as mutações atuais da terra e de seus habitantes e a chegada maciça dessas crianças.”


  Sylvie Simon faz um apanhado desde a década de 80. Onde a ignorância dos pais, acabaram por entupir uma geração com drogas que destruíram as conexões destes seres com o divino. Ela descreve os principais tipos de índigos catalogados:

·               Humanistas - muito sociais, conversam com toda a gente e fazem amizades com muita facilidade. São desastrados e hiperativos. Não conseguem brincar só com um brinquedo, gostam de espalhá-los pelo quarto, embora às vezes não peguem na maioria. Distraem-se com muita facilidade. Por exemplo: se começam a arrumar o quarto e encontram um livro, nunca mais se lembram de acabar as arrumações. Como profissões, escolherão ser médicos, advogados, professores, vendedores, executivos e políticos. Trabalharão para servir as massas e, claro, atuarão sempre ativamente.
        Conceptuais - estão muito mais voltados para projetos do que para pessoas. Assumem uma postura controladora. Se os pais não estiverem pelos ajustes e não permitirem esse controle, eles vão à luta. Têm tendência para outras inclinações, sobretudo drogas quando da puberdade, caso se sintam rejeitados ou incompreendidos. Daí a redobrada atenção por parte de pais e educadores em relação aos seus padrões de comportamento. No futuro poderão ser engenheiros, arquitetos, pilotos, projetistas, astronautas e oficiais militares.
•        Artistas - são criativos em qualquer área a que se dediquem, podendo, inclusive, vir a ser investigadores, músicos ou atores altamente conceituados. Entre os 4 a 10 anos poderão vir a interessar-se por até 15 diferentes áreas do conhecimento (ou instrumentos musicais, por exemplo), largando uma e iniciando outra. Quando atingirem a puberdade, aí sim, escolherão uma área definitivamente. Poderão ser futuros professores e artistas.
•        Interdimensionais - entre os seus 1 e 2 anos os pais não podem tentar ensinar-lhes nada, pois eles responderão que já sabem e que podem fazer sozinhos. Normalmente, porque são maiores que os outros tipos de índigos, mostram-se mais corajosos ainda e por isso não se enquadram nos outros padrões.


 Entendendo um pouco estes modelos, a ideia é os pais terem a “sacada” para criar e direcionar melhor o seu filho para cumprir a missão para o qual vieram. Sei que não é tarefa fácil. Mas quando nos dermos conta da honra que nos foi dada em criar estes seres, as relações se tornarão menos conturbadas.

 Sylvie ainda nos mostra todo o contexto histórico, em termos de degradação do planeta, o qual estes seres estão envolvidos.

 E o mais impactante são as descrições de casos mais famosos de crianças Índigo, com poderes inimagináveis, como ler com as mãos, fazer germinar brotos de rosas apenas com o olhar. São os mutantes, os x-men do mundo real.

  Um livro que vale a pena ser lido por Pais, educadores, médicos,...

 Que eles consigam salvar o planeta!

 Boa leitura.



domingo, 12 de janeiro de 2014

Muitas vidas, Muitos mestres...



“...A sabedoria se alcança de forma muito lenta. Isso porque o conhecimento intelectual, facilmente adquirido, deve ser transformado em conhecimento ‘emocional’ ou subconsciente. Ocorrendo essa transformação, ela se fixa para sempre. O exercício comportamental é o catalisador necessário para que possa haver reação. Sem ação, o conceito se esvazia e desaparece. O conhecimento teórico, sem aplicação prática, não basta.”


TITULO: Muitas vidas, Muitos mestres.
AUTOR: Brian L. Weiss, M.D.
EDITORA: Sextante
PAG: 143

  Semana retrasada entrei em uma livraria para comprar um livro, não para mim, mas para dar a um amigo. No momento já estou envolvido com duas leituras e sendo que uma delas é um estudo, o que requer uma atenção especial. Mas eis que um livro me chamou a atenção. Estava numa daquelas araras circulares. Foi impulsivo eu pegar o livro. O título não me era estranho, tentei resistir umas duas vezes antes de abrir o livro em uma pagina aleatória e ver se me interessava. Enquanto lia pensava, “não vai comprar agora, termina pelo menos o do estudo...” mas não deu para resistir. E foi uma gratificante leitura.

 No geral a edição da sextante é bem simples. Capas sem orelhas, papel nterno é daqueles meio amarelado, ásperos ao toque. Não consegui encontrar o numero da edição. Só sei que a primeira edição, é de 1988. Na mesma arara tinha o mesmo livro com outra capa, deveria ser outra edição. Mas este havia me chamado a atenção então foi este que comprei. Devorei em pouco mais de cinco ou seis dias.

 “...Psiquiatra e pesquisador consagrado, Dr. Brian Weiss viu suas crenças e sua carreira virarem do avesso ao tratar de Catherine, (nome real da paciente não foi revelado, para garantir sua privacidade), uma paciente com fobias e ataques de ansiedade. Durante uma seção de hipnose, ela falou de traumas sofridos em vidas passadas que pareciam ser a origem dos problemas.
Cético, o Dr. Weiss não acreditou no que estava presenciando até que Catherine começou a narrar fatos da vida dele que ela jamais poderia conhecer e a transmitir mensagens de espíritos altamente desenvolvidos – os Mestres – sobre a vida e a morte.
 Transformado por esta experiência, ele surpreendeu a comunidade cientifica ao publicar este livro demonstrando o potencial curativo da terapia de vidas passadas, tornando-se a referência mundial nesse tipo de tratamento.
Para muitos, a maior contribuição de Muitas vidas, Muitos mestres foi apresentar os princípios da reencarnação a milhões de pessoas que, por falta de oportunidade ou preconceito, nunca teriam acesso a esta rica e transformadora filosofia espiritual.
 Emocionante e inspirador, este livro já ajudou pessoas de todo o mundo a superar a dor de suas perdas e a adquirir uma nova compreensão da vida e da morte.”


 Uma leitura doce, fácil e com muito conteúdo.


 “ Por que voltamos para aprender? Por que não aprender como espíritos?
 - São níveis diferentes de aprendizado, e é preciso sofrer na carne para atingir alguns deles. Precisamos sentir a dor. Como espíritos, não sentimos dor. É um período de renovação. A alma está sendo renovada. Quando estamos no estado físico carnal podemos sentir dor, podemos ser feridos. No estado espiritual não. Só existe felicidade, uma sensação de bem-estar. Mas é um período de renovação para nós. A interação entre as pessoas na forma espiritual é diferente. No estado físico...vivenciamos relacionamentos.”

 E uma das mensagens que mais gostei foi esta:


 “ Paciência e senso de oportunidade...tudo vem na sua hora. Não se pode apressar a vida, ela não funciona em horários fixos, como tanta gente quer que seja. É preciso aceitar o que nos chega no momento, sem pedir mais. Porém, a vida é eterna, por isso não morremos. Na verdade, nunca nascemos. Só passamos por fases diferentes. Não há fim. O ser humano tem várias dimensões. Mas o tempo não é como o vemos, e sim medido por lições que devemos aprender.”

 Se você gostou do tema e quer um outro livro deste tema, que também seja uma história real, leia o livro "A volta" - http://capabordaefolhas.blogspot.com.br/2012/06/alma-de-heroi.html

 Uma ótima leitura à todos!

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