domingo, 15 de junho de 2014

Preludio à Fundação.




“ Obra máxima do escritor Isaac Asimov, a saga da Fundação inicia-se com a trilogia da fundação, escrita da década de 50. Os três livros são, Fundação, fundação e Império e Segunda Fundação – Foram eleitos em 1966, a melhor série de ficção científica e fantasia de todos os tempos, superando concorrentes como O senhor dos anéis e John Carter de Marte. (...)”
 Depois da trilogia, Asimov ainda continuou a saga com mais dois livros, Limites da fundação e Fundação e terra.
 Mas toda grande saga tem uma origem...



TITULO: Prelúdio à fundação
AUTOR: Isaac Asimov
EDITORA: Aleph
PAG.: 452

  Já tinha desistido de achar este livro impresso. Até que um dia, como quem não quer nada, entrei na Livraria da Travessa e perguntei a um atendente o que eles tinham de Asimov. Ela me mostrou a trilogia e mais uns dois não ligados a série, mas que são muito bons e comentarei em outro post. E por ultimo e fora do local ela pegou o Preludio à Fundação. Foi no reflexo que peguei o livro da mão da atendente e já me dirigi ao caixa.

  Como já falei nos Post’s em que relatei a saga fundação, a editora Aleph relançou a obra de Asimov em 2012 /2013. Todos os livros seguem o mesmo padrão. A coleção ficou linda na minha estante. Folhas de ótima gramatura e capas em papel cartão alto brilho.


 Para quem gosta da literatura de ficção da década de 50 à 80, fiquem de olho na Aleph. Eles estão relançando autores de peso, Edgar Rice, Anthony Burgess, Arthur C. Clarke e Frank Herbert. Respectivamente estou falando das obras, Os Deuses de Marte, Laranja Mecânica, 2001:Uma odisseia no espaço e Duna.

  Bem, voltando ao livro. Muitos que leram a Série Fundação, podem não ter lido ainda este livro. Pois o ultimo livro, Fundação e terra, foi lançado em 1983. E o Preludio à Fundação só foi lançado em 1988. Menos conhecido ainda é o “Origens da Fundação”, que Asimov concluiu em 1992 e foi lançado em 1993 após a sua morte.

  O Preludio à Fundação, apesar te haver sido lançado depois, é na verdade o primeiro livro da série. O livro começa em Trantor, a capital do império Galático. O Matemático Hari Seldon  em uma conferencia, expõe pela primeira vez a teoria da Psicohistória. Que trata-se na verdade de formulações matemáticas capazes, teoricamente, de prever o futuro de uma civilização. 

 O imperador pretende então usar esta técnica a seu favor. Porém Seldon consegue, com a ajuda de amigos, fugir através de Trantor e escapa das garras do imperador. Durante a fuga, Seldon ainda acha que a Psicohistória só poderá ser desenvolvida após décadas de estudos. A civilização é muito complexa. Porém, durante a fuga, Seldon percebe que Trantor é uma amostra de todo o Império Galático. Assim Seldon começa a trabalhar na sua Ciência.



  O livro ainda guarda surpresas, não vou falar qual para não estragar a surpresa, mas vou deixar apenas um nome: R. Daneel Olivaw.


 Ótima leitura à todos!

sábado, 24 de maio de 2014

Mulheres que mudaram o mundo.


“ Este é um livro dedicado às precursoras. Às mulheres que, em todas as épocas da civilização, mostraram-se como exemplos, como luzes inspiradoras de novas conquistas. Num
 Num mundo dominado por costumes conservadores, elas abriram caminho munidas de talento, intuição e carisma, vencendo pela capacidade e não pela força; pela sensibilidade e não pela imposição.
 De dentro de seus lares ou nos postos de trabalho, direta ou indiretamente, elas continuam participando das mudanças do planeta.
 Mães, tias, avós, professores, chefes, amigas, namoradas, companheiras.
 Quem não tem em sua vida um momento inesquecível marcado por uma mulher?
 Este livro é dedicado a todas elas.”


TITULO: Mulheres que mudaram o mundo
AUTOR: Gabriel Chalita
EDITORA: Companhia editora nacional
PAG.: 294

  Quem comprou este livro foi minha esposa. Na época ela estava fazendo a sua tese de pós-graduação. Ele ficou esquecido na prateleira algum tempo. Na semana passada resolvi dar uma arrumada nas prateleiras e ele me chamou a atenção. Não tinha sequer aberto ele na época que minha esposa comprou. Pensei em deixar ele lá, mas resolvi abrir no primeiro capítulo. Penélope. Claro, a esposa de Ulisses. Quem já leu Ilíada e Odisseia reconhece de imediato este nome. Acabei pegando para ler. O segundo capítulo, Joana d'Arc... Ai o livro fluiu com uma docilidade incrível. Confesso que não conhecia todas as mulheres descritas, mas foi a oportunidade de conhece-las. Mas o capítulo que mais me tocou foi o dedicado a Madre Tereza de Calcutá. Este me tocou profundamente. 

  O autor, Gabriel Chalita, é Doutor em Direito e professor de Direito na PUC – SP.
  O trabalho gráfico é bom. Capas em papel cartão com orelhas médias e folhas de boa gramatura. A arte da capa é simples e bela, com a parte inferior dourada com brilho. O padrão repete-se no verso do livro.

  Nesta obra, Gabriel conta a história de 10 mulheres em 9 capítulos;

1-    Penélope, um símbolo de felicidade
2-    Joana d’Arc, guerreira e santa
3-    Marie Curie, vítima da ciência
4-    Isadora Duncan, sem limites
5-    Helen Keller e Anne Sullivan, duas mulheres e um destino
6-    Gabriela Mistral, a mestra
7-    Madre Teresa de Calcutá, um apostolado gigante
8-    Golda Meir, liderança e sensibilidade
9-    Simone de Beauvoir, direitos iguais

Talvez você possa estranhar a falta de nomes como Anne Frank, Amelia Earhart, Frida Kahlo, Cleopata,... Mas a proposta de Gabriel é falar de mulheres que fizeram o que fizeram em nome do AMOR. Mulheres que colocaram sua força interior a serviço daquilo que acreditaram. Elas simplesmente seguiram seu coração.

 Gabriel resume assim: “ (...) Penélope e sua tessitura sem fim. Penélope e sua fidelidade a si mesma. Ela aguardou Ulisses. Fez isso por amor a ele e por  amor a si mesma. Ela foi o símbolo da fidelidade a um homem, a uma causa, a um sonho. O Símbolo da persistência.


 Joana D’Arc, na singeleza de uma pequena cidade da França, sentia, via, ouvia o apelo para que deixasse os afazeres cotidianos e se lançasse em uma empreitada de valentia. Lutou como poucos. Com um discurso poderoso empreendeu vitórias impressionantes. Foram apenas 18 anos de vida. E que vida! 


Marie Curie, a única mulher a receber duas vezes o premio Nobel. Dedicou sua vida à Ciência. Venceu a pobreza, venceu enormes obstáculos e venceu a si mesma. Suas descobertas mudaram a ainda mudam a vida das mulheres e homens. Isadora Duncan e sua dança. Leveza e suavidade em contraste com a dureza da sua vida. Humilhação, críticas, gracejos vis que buscaram depreciar o talento que nascera das danças da pequena menina junto ao mar. E, sem limites, cumpriu, cumpriu o seu destino. E com que final! Helen Keller e Anne Sullivan. Não havia apenas uma pedra no caminho dessas mulheres. Havia uma multidão de obstáculos que pareciam impossíveis de serem transpostos. Mas havia coragem. Determinação. Cumplicidade e muito, muito amor. E o destino então sorriu. Gabriela Mistral. Mestra. Escritora. Generosidade.  Das tarefas cotidianas de ensinar ao Nobel da literatura, tudo feito com o mesmo afinco. Golda Meir. Valente mulher que não se deixou dominar pelo medo em um mundo de governo cuja hegemonia é masculina. Simone de Beauvoir e sua decisão de existir. Amou profundamente Sartre mas não deixou de amar a si mesma. Apontou caminho novo para as mulheres cuja existência precisaria ser valorizada.

 Mulheres fascinantes como tantas outras. Viveram intensa e nobremente e entraram para a história porque não tiveram medo de ser diferentes.
 Mulheres que mudaram o mundo.
(...)”


  “ Para nós, não tem a menor importância a fé que professam ou deixam de professar as pessoas por nós assistidas. Nosso critério de ajuda não é de crença mas de necessidade. Todos são corpos de Cristo, todos são Cristos sob aparência de seres humanos necessitados de ajuda, com direito a  recebe-la. Não poderíamos buscar dignidade mais sublime nas pessoas que são objeto de nossa assistência. O nosso objetivo não é procurar que se convertam ao cristianismo, mas encontrem Deus em qualquer religião. É Fé em Deus que nos salva. O grupo religioso que serve de ponto de partida para chegar a Ele é de importância secundária.”
  Madre Tereza


Um livro para ler e se emocionar, com certeza.

Mas do que histórias de vida, é a nossa história. Este livro deveria ser obrigatório na formação de todo o cidadão. 

Boa leitura.

sábado, 26 de abril de 2014

Assassin's Creed I e II.


O Renascimento é a ponte entre e Idade Média e a Era Moderna. O saber passou a ser o centro de todas as atenções nesta época. A Itália ofereceu à humanidade nestes séculos contribuições de homens notáveis em muitos campos do conhecimento, como por exemplo: na Pintura e Escultura: Michelangelo, Rafael, Ticiano, Tintoretto e Leonardo da Vinci; na Arquitetura: Filippo Brunelleschi; na Física: Leonardo da Vinci, talvez o gênio mais eclético da humanidade; nas Ciências Políticas: Maquiavel; nas Ciências Contábeis: Luca Pacioli.




TITULO: Assassin’s Creed – Renascença e Irmandade
AUTOR: Oliver Bowden
EDITORA: Galera
PAG.: 375 e 387

  Desde a ultima bienal estava curioso para ler este livro. Andei pesquisando na internet para entender a ordem de leitura da coleção. Então resolvi comprar os dois primeiros livros, Renascença e Irmandade. Os dois livros fecham uma história, que apesar de ter ligação com os demais, podem ser lidos de forma que não “corta” a leitura. Poderia ser um único livro, fica ai a dica para a editora se quiser fazer uma edição especial.

  O primeiro livro foi mais difícil de achar. Capa em papel cartão, fosco e com um belo auto relevo.  Paginas impressas em boa gramatura. Já o segundo volume, trás uma capa simples, sem orelhas. Páginas em papel branco de baixa gramatura. Dependendo da iluminação o impresso do verso chega a atrapalhar a leitura. Não entendi o motivo desta diferença, pois ambos são edições de 2013.


   A história se desenvolve durante o fim do século XV e inicio do XVI. A Europa passava por grandes transformações. E este é um terreno fértil para os autores poderem criar.  Afinal estes são os séculos das grandes descobertas e dos desbravamentos. A época dos alquimistas.

  O enredo central da trama é a luta entre os chamados assassinos e os Templários. Estes últimos querem instaurar uma nova ordem mundial. Não sei qual a relação dos livros com o Jogo.

  Achei muito interessante a forma como o Autor aproveitou ao máximo as figuras dos grandes ícones do período como Leonardo da Vinci, Michelangelo e Maquiavel.  E também das invenções da época, principalmente os armamentos.

   O personagem central do livro é o Jovem Ezio Auditore. Depois de ver seu pai e seus irmãos serem mortos, resolve partir para a vingança. Ezio parte da cidade de Florença para Toscana, Veneza e Roma. Ao longo da aventura nosso herói recolhe algumas paginas de um códex a muito perdido. Este Códex trás informações a cerca de novas armas que são oportunamente construídas por ninguém menos que Leonardo da Vinci. Além disto, Ezio descobre uma super arma, chamada na trama de “Maça”. Que tem  poder de prever o futuro e até de manipular forças desconhecidas.
  


  Um livro gostoso de ler. Não sei quando darei seguimento ao restante da série, mas pretendo acabar este ano ainda, afinal esta previsto para 2015 o filme. 

domingo, 16 de março de 2014

Os Imortais



 “Os espíritos nada mais são que as almas dos homens que já morreram. Os imortais ou espíritos superiores também já tiveram seus dias sobre a terra, e a maioria deles ainda os terá. Portanto, são como irmãos mais velhos, gente mais experiente, que desenvolveu mais sabedoria, sem deixar, por isso, de ser humano. Por que haveria, então, entre os espiritualistas tanta dificuldade em admitir esse lado humano? Por que a insistência em ver tais espíritos apenas como seres de luz, intocáveis, venerandos, angélicos, até, completamente descolados da realidade humana?”



TITULO: Os imortais – Terceiro volume da trilogia “Os filhos da luz”
AUTOR: Robson Pinheiro
EDITORA: Casa dos espíritos
PAG.: 423

  Este é o ultimo livro da série “Filhos da luz”. Que Robson Pinheiro lançou logo após o “Reino das sombras”. As duas trilogias na verdade compõem uma única. E entre as duas ainda existe uma outra que ainda não saiu do primeiro Volume, porém que precisa ser lida para entender algumas etapas desta trilogia.

  Seguindo o padrão desta trilogia, este volume é na cor rosa, e a figura geométrica, que já relatei quando falei dos outros dois volumes, é o quadrado. As bordas das folhas mantem o tom preto, dando um requinte especial a obra.

  Neste terceiro e ultimo volume, o Espírito Ângelo Inácio nos leva em uma viagem para capturar os magos negros. Lembrando que nas séries anteriores os Dragões foram subjugados pelas forças da luz, colocando os Magos negros no topo da hierarquia das sombras.


  Porém, o ponto de reflexão da obra, é sobre como os espiritas enxergam seus guias. Por que todos os guias tem que ser alguém de renome? Por que não seria um ser comum, um João, um José, uma Maria...?

  Porque nosso ego só nos permite acreditar quando as mensagens são assinadas por estes ditos seres iluminadas.  E o ponto mais importante, até que ponto as forças contrárias a evolução humana não poderiam se aproveitar desta nossa fraqueza e inserir falsas verdades que podem causar desavenças e confusões no meio?

 Esta questão deve ser estuda a fundo pelos dirigentes de casas espíritas. Pois quantas já não estão corrompidas pelas disputas de poder e Ego? E não só em casas espíritas, até nos templos religiosos o que vê-se são disputas de egos e não a intenção pura e verdadeira de ajudar ao próximo.

  Infelizmente muitos espíritas não darão a mínima para o relato de Ângelo Inácio. Sequer farão uma verdadeira introspecção e avaliar a conduta de seu grupo e de seus guias.


 Como já disse não sou espírita, apesar de estudar o assunto. Por mais que tivesse a vontade de entrar para um grupo, sempre tive um pouco de receio de tentar ser conduzido por certos dogmas. Acho que dogmas só servem para bloquear a visão, enquanto o que devemos é na verdade expandir cada vez mais nossa mente através do conhecimento.

  Espero que este livro seja a chave para abrir os portais e revelar a verdadeira imagem daqueles, que do outro lado, nos guiam. Sem preconceitos, sem paradigmas. Assim que entendermos e aceitarmos, estaremos mais próximos da mensagem do mestre e mais perto de entendermos nossa imortalidade.

 Boa leitura.


quarta-feira, 5 de março de 2014

No substitute for Victory. "Não há substituto para a vitória"


 “Os valores ensinam-lhe a ser altivos e firmes no fracasso, mas humilde e nobre no sucesso; a não substituir palavras por atos, a não procurar o caminho fácil, mas a enfrentar a tensão e o estimulo da dificuldade e do desafio. Aprender a se levantar na tempestade, mas ter compaixão daqueles que caem; a se controlar antes de procurar controlar os outros; a ter um coração limpo, um objetivo nobre; aprender a rir, sem nunca negligenciar o passado; ser sério, porém nunca se levar muito a sério; ser modesto para que possa se lembrar da simplicidade da verdadeira grandeza, da mente aberta para a verdadeira sabedoria, da brandura da verdadeira força.”



TITULO: MacArthur – lições de estratégia e de Liderança
AUTOR: Theodore Kinni e Donna Kinni
EDITORA: Biblioteca do exército - BIBLIEX
PAG.: 248

  Mais uma grata surpresa da BIBLIEX. A versão em português da obra “No substitute for Victory”. Capas em papel cartão plastificado sem brilho, com orelhas e impresso em offset branco. Na verdade a capa é praticamente idêntica a versão original em inglês.


 Numa época em que o mundo esta sendo sacudido pela violência da guerra, onde as pessoas viam suas vidas e suas famílias sendo dragadas pelo caos. Ele apontou a vitória no horizonte e fez com que todos o seguissem.

  Para quem acha que tratar-se de apenas mais uma biografia, esta enganado. Na verdade o livro vai muito além de uma biografia. É, digamos, uma espécie de manual para lideranças, não só militares, mas das organizações como um todo, tendo como exemplo a vida do grande General.

 “ O exemplo de liderança de MacArthur é um que se cingiu com firmeza a esses valores e, mesmo após 40 anos de sua morte, eles continuam associados intimamente a ele. Os valores são: Dever, Honra e Pátria, o credo de West Point e a base da liderança militar de nossa nação.
 Dever é o dever para com a organização, para com aqueles que você lidera e para com aqueles que você segue. Honra é o imperativo da integridade pessoal. Pátria é o apoio declarado e certo dos princípios nos quais nossa nação é baseada. Esses são os valores que podem prover uma base firme para os líderes de qualquer organização, e eu encorajo o leitor a adotá-los e a praticá-los, rigorosamente.”


  Conhecendo a história de MacArthur pude de fato ter uma noção da grandiosidade deste homem. Líder em todos os campos do conhecimento. Dominava como poucos, todas as ferramentas da liderança, tais como:

Arte da Comunicação

 Iniciativa

 Confiança

 Coragem

 Gerenciar pessoas positivamente

 Conhecedor da história

 Etc...

  Sua administração do Japão pós-guerra, foi um exemplo de visão de futuro. E se hoje o Japão é a potência que é, deve grande parte a este General, que não permitiu que o mesmo fosse retalhado entre as potências vencedoras, tal qual ocorreu com a Alemanha.

  A mesma visão de futuro que levou-o a prever a derrota da Alemanha no dia seguinte à invasão da União Soviética.

“Eles não estudaram a história Russa.  Napoleão cometeu o mesmo erro e Hitler se enrolará tal como Bonaparte, porém com perdas infinitamente maiores. Os Russos nunca irão se render. Eles possuem um efetivo ilimitado e podem recuar, milha por milha, livres, pela Sibéria. Em dois meses, as chuvas irão começar e, um mês depois, o inverno Russo chegará. Ninguém no mundo pode resistir ao inverno na Rússia como os Russos e, certamente, nem os Alemãs.”

 Ainda bem que ele estava do nosso lado

   Em homenagem a este grande homem, existe um memorial em Norfolk, Virginia. Entre no site: http://www.macarthurmemorial.org/
Nele você encontrará fotos, registros, textos e muito mais sobre a vida deste  grande líder. Vale a pena dar uma passada por lá.

  A partir da segunda parte do livro, onde são detalhados todos os pontos da liderança, o autor sempre coloca duas questões para o leitor. Por exemplo, no capítulo 18, onde ele fala do líder como exemplo, ao fim ele questiona;

 "-Você esta consciente de como as suas ações, declarações e comportamentos afetam  os outros?"
 "- As pessoas em sua organização e em sua comunidade podem, orgulhosamente, seguir o seu exemplo?"

  Eu recomendo este livro para todos aqueles que se interessam pelo assunto “Segunda Guerra Mundial” e também para aqueles interessados em aprender mais sobre liderança. Este livro também pode ser usado para ilustrar exemplos em palestras de liderança organizacional e motivação.

  Um livro completo. Boa leitura!



segunda-feira, 3 de março de 2014

Giselle - A amante do inquisidor



“Não existe no mundo quem não tenha praticado uma ação digna, por menor e mais insignificante que possa parecer. Não há aquele cujos pensamentos e sentimentos, por uma fração de segundo que seja, não se tenha voltado para seu irmão com uma pontinha de piedade ou arrependimento.
 É isso porque todos nós, sem exceção, somos dotados da centelha divina que nos acompanham desde a nossa criação. Alguns, mais ávidos e mais corajosos, aprendem com maior rapidez essa verdade e logo alcançam a paz interior, alçando planos mais elevados de compreensão. Outros, mais embrutecidos, teimam em persistir apegados a falsos valores de felicidade e se perdem nas vias do terror, infligindo-se sofrimentos e vicissitudes que poderiam ser contornados. “


TITULO: Giselle – A amante do inquisidor
AUTOR: Mônica de Castro
EDITORA: Vida & Consciência
PAG.: 370

  Sempre gostei muito de ler e sempre prestei muita atenção ao que os outros leem. Sabe, eu penso assim: “- Se alguém lê tanto disto, quem sabe não seja interessante.” E desta forma fui diversificando meu hábito de leitura, experimentando pouco de cada estilo. Mas tem uma coisa que não esqueço.

 Quando tinha por volta dos meus treze, quatorze anos, via uma as minhas tias sempre com um livro na mão. Ela devorava aqueles livros, de impressão pobre, capas sem orelhas, páginas amareladas e as capas eram todas muito parecidas. Para quem ainda não se ligou, ela lia, ou melhor, devorava, aqueles romances que vendem em bancas de jornal. Eram, acho, uma espécie de novela, “Bianca”, “Julia”, “Sabrina”,... As capas sempre mostravam um homem e uma mulher em situações que, digamos, mexia com a imaginação. Acho que era esta a intenção.


 Um dia resolvi matar a curiosidade e comprei para ler um destes. Não consegui terminar de ler. Era uma espécie de enredo de novela mexicana, temperada com muito romance e cenas “picantes”. Francamente, aquele tipo de leitura não dava.
  Por que iniciei este post assim? Bem, semana passada uma amiga me emprestou um livro, um romance espirita. De inicio, parecia interessante, porém conforme fui adiante na leitura, parecia cada vez mais que estava lendo um daqueles livros que mencionei lá em cima.

  O pano de fundo é a Espanha, na época da inquisição. A inquisição Espanhola é tida como a mais cruel da história. Apesar de que alguns estudos apontam que podem ter ocorrido distorções por parte dos protestantes, que tentavam minar o poder da Espanha. Mas o fato é que a inquisição Espanhola, foi a mais eficaz da Europa e todos os seus processos foram minuciosamente catalogados e hoje são fruto de sérios estudos por parte de historiadores do período. Enquanto o Santo ofício trabalhou na Espanha, foram mais de Treze mil julgamentos.

  O livro não revela o período dos acontecimentos. Pode ter sido entre os anos de 1481 à 1826. Nenhum dos nomes dados aos inquisidores existiu de fato. Não estranhei, por se tratar de um romance mediúnico, ou seja, ditado por alguém que esteve presente aos fatos. Porém um sobrenome me chamou a atenção, “Valdés”.  No romance aparece como o sobrenome de uma das vítimas do Santo ofício, como “Valdez”, e por coincidência, ela foi absolvida. O sobrenome é o mesmo de um arcebispo de Servilha, “ Fernando Valdés”, trabalhou para o santo ofício de 1547 à 1566, renunciando ao cargo. Eu apostaria que este seria o período em que se passa os eventos.

 O livro é uma amostra dos “anos mais negros da nossa história”. Onde as pessoas eram torturadas, julgadas e mortas. Apenas para satisfazer os caprichos de uns poucos e a igreja ainda ficava com todos os bens do condenado, deixando a família na pobreza total.

  Como livro de ensinamentos espirituais, bem, isto fica apenas para o ultimo capítulo.

 “ A humanidade caminha para o crescimento. Desde que o homem pisou na terra pela primeira vez, vem lutando para evoluir, em todos os sentidos. Existem muitas diferenças entre o homem de hoje e o da pré-história. O homem não conhecia o fogo, o ferro, a espada. Também não sabia o que ra o amor, amizade, perdão. Vivia por seus instintos e para seus instintos. Se alguém ameaçava, respondia com violência e agressão. Matava-se porque não se conhecia o valor da vida alheia, mas apenas o de sua própria vida. O homem de hoje, apesar de ainda guardar muito desse primitivismo já foi se socializando e criou normas que o auxiliam a conviver com seus semelhantes. Só que o egocentrismo ainda perdura, trazendo a sede de poder, e falsos valores de moral e religiosidade imperam na mentalidade humana. Deus não quer a morte de suas criaturas. Quer que elas aprendam a se amar. Ninguém precisa matar para defender o nome de Deus, porque Ele é inatingível pelos atos humanos. Porque é amor em essência, e o amor tudo compreende e perdoa, não se ressentindo das atitudes infantis de quem ainda não conhece os verdadeiros valores do espírito. Mesmo que você o repudie ou o ofenda, Deus jamais se zangará ou punirá. Ao contrário, lhe enviará cada vez mais ondas vibrantes de amor, para que você possa despertar o amor dentro de você e crescer.”

  Pode parecer estranho, mais não é livro que eu recomendaria. A não ser que você goste destes romances. Como um livro de ensinamentos, onde você poderia tirar histórias para vida, esta muito longe. Como livro histórico, sobre o período? Muito duvidoso, apesar de contar fatos reais do período, porém nada “rastreáveis”. Se você não tem nada para ler e este livro cair nas suas mãos, vai em frente e leia. Mas se tiver outra coisa para ler, esquece este livro.


 Boa leitura.

domingo, 2 de março de 2014

o que vem por ai...




 Olá meus amigos leitores.
 Alguns já me questionaram a ausência de atualizações em meu Blog.

  Calma, não abandonei meu blog, nem a leitura. De fato as obrigações do dia a dia me fizeram dar uma diminuída no ritmo de leitura. Mas olha o que estou preparando;

97% da leitura concluída.


58% da leitura concluída. Este livro me foi emprestado semana passada por uma amiga.



40% da leitura concluída. Um livro surpreendente, porém complicado. Estou lendo aos poucos, e mesmo assim as vezes acabo tendo que voltar atrás para poder entender.


  Na outra semana minha mãe emprestou para minha esposa o novo livro do Willian P. Young.

Vamos ver se é tão bom quanto o "A cabana"


Para coroar, hoje entrei em uma livraria e comprei o terceiro volume da trilogia "Os filhos da luz."


                                                                           
 Vou aproveitar a pausa de carnaval e cair em cima da leitura.


Bom carnaval a todos e boa leitura!

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