sábado, 4 de outubro de 2014

Apocalipse.



“O homem devassa o espaço, mas não consegue fazer ainda a grande viagem para dentro de si. Consegue ir à Lua e dar voltas em torno do planeta, mas não vive em harmonia em seu próprio lar. Alunos rebeldes da escola terrestre fazem jus a métodos mais drásticos e difíceis de aprendizado. Por isso mesmo, o planeta há de ser higienizado da presença dessas almas atrasadas; povos e governos haverão de presenciar a derrocada de suas pretensões nas cinzas purificadoras dos sofrimentos coletivos, que libertarão a Terra do pesado carma que acumulou ao longo dos séculos.”


TITULO: Apocalipse – Uma interpretação espírita das profecias.
AUTOR: Robson Pinheiro ( Estevão )
EDITORA: Casa dos Espíritos
PAG.: 272


     5° edição desta obra, ditada pelo espírito Estevão. Mais uma bela editoração da casa dos espíritos. Capa dourada, com escrito em alto relevo, orelhas em ambas as capas e miolo em papel de alta gramatura. Um livro feito para durar. De fato, a Casa dos Espíritos investiu na qualidade desta obra, pois sabe que um livro deste, com a quantidade de informações e ensinamentos, vai ser muito lido. Parabéns, mais uma vez, a Casa dos Espíritos.

  A primeira edição deste livro foi em 1997. Agora em 2014 eles fizeram a 11° impressão da 5° Edição. Foi esta edição que comprei.

 A obra é dividida da seguinte forma:

Parte I Abrindo o livro
INTRODUÇÃO
Um pouco de hermenêutica bíblica: o Apocalipse de João pelo espírito Estêvão,
Os acontecimentos — a época,
Ocasião e objetivo,
Conteúdo,
Forma literária,
Método de comunicação,
Cristo revelado,
Os espíritos agem no Apocalipse,
CAPÍTULO l
A Revelação, [Ap 1]
CAPÍTULO 2
As sete igrejas e os sete castiçais, [Ap 2-3]
A primeira igreja: Éfeso,
A segunda igreja: Esmirna,
A terceira igreja: Pérgamo,
A quarta igreja: Tiatira,
A quinta igreja: Sardes,
A sexta igreja: Filadélfia,
A sétima igreja: Laodicéia,
Parte II O livro selado
CAPÍTULO 3
A visão sideral, [Ap 4]
Os 24 anciãos,
A ação sideral e o parto cósmico,
Os quatro seres viventes,
CAPÍTULO 4
O livro dos destinos, [Ap 5]
CAPÍTULO 5
Os sete selos e os quatro cavaleiros, [Ap 6]
O primeiro selo: o cavalo branco,
O segundo selo: o cavalo vermelho,
O terceiro selo: o cavalo preto,
O quarto selo: o cavalo amarelo,
O quinto selo: os mártires,
O sexto selo: sinais na terra e no céu,
CAPÍTULO 6
Os quatro anjos e os 144 mil eleitos, [Ap 7]
CAPÍTULO 7
O sétimo selo e os sete anjos, [Ap 8-9]
O primeiro anjo,
O segundo anjo,
O terceiro anjo,
O quarto anjo,
O quinto anjo,
O sexto anjo,
O sétimo anjo, [Ap 10]
Parte III O livro aberto
CAPÍTULO 8
Tempos proféticos, [Ap 10]
CAPÍTULO 9
A mulher e o dragão, [Ap 12-13]
Os quatro animais de Daniel,
O quarto animal e o dragão,
O fim dos l .260 anos,
CAPÍTULO 10
A grande prostituta, [Ap 17]
CAPÍTULO 11
As duas testemunhas, [Ap 11]
A sétima trombeta,
CAPÍTULO 12
As três mensagens: justiça, amor e verdade, [Ap 14]
CAPÍTULO 13
A besta e o falso profeta, [Ap 13; 19]
CAPÍTULO 14
As sete pragas e as sete taças da ira, [Ap 15-16]
A primeira taça,
A segunda taça,
A terceira taça,
A quarta taça,
A quinta taça,
A sexta taça,
A sétima taça
CAPÍTULO 15
A queda de Babilônia, [Ap 18-19]
CAPÍTULO 16
Satanás, a lendária figura do mal, [Ap 20]
O juízo final,
Parte IV O livro do amanhã
CAPÍTULO 17
A nova Jerusalém, [Ap 21-22]
Um mundo melhor,
EPÍLOGO
Filhos da Terra,
Parte V O livro em debate
Estêvão responde.

  Como você pode notar, a sequência do livro, segue a sequência do livro do Apocalipse. Lembrando, como diz Estevão:

“(...), ele não estabelece uma ordem cronológica na qual determinados eventos históricos devem necessariamente acontecer, nem encadeia as profecias do Apocalipse em uma sucessão cronológica. Dois exemplos: Jesus nasce em Ap 12, é exaltado em Ap 5 e caminha em meio às suas igrejas em Ap 1; a besta que ataca as duas testemunhas em Ap 11:7 não havia sido mencionada até Ap 13. Portanto, João registra uma série de visões sucessivas, e não uma série de acontecimentos consecutivos .”


 Dai vem a grande confusão quando se estuda este livro. Mas da forma como é apresentado nesta obra, conseguimos entender o ‘recado’ que o profeta deixou, como legado para humanidade.

 “Hoje, certas vertentes do protestantismo copiam todo o orgulho e a pretensão de Roma. Sua organização e a estrutura de seus cultos são, na verdade, "a imagem da besta" (Ap 13:15), ou seja: a réplica da decadente prostituta romana. A cerimônia do espetáculo, alardeada por tais segmentos religiosos, faz com que toda a população se maravilhe perante os supostos "sinais" e prodígios que dizem realizar: "E fez grandes sinais, de maneira que até fogo fazia descer do céu à terra, à vista dos homens" (Ap 13:13).
O fogo, no movimento pentecostal, neo-pentecostal e carismático, é o símbolo do poder miraculoso do chamado "espírito santo", que se alastra entre diversas seitas e religiões de fé protestante ou pseudo-reformistas. Julgam que esse fogo, ou poder sobrenatural, é enviado direto dos céus à Terra, enquanto supostos sinais e pretensos milagres são realizados diante dos olhos estupefatos de milhões de jovens e demais pessoas que entram em contato com tais cultos. Todavia, a profecia é clara: é um fogo "à vista dos homens" (Ap 13:13), portanto, é um poder ilusório, e não real; apenas é tido como tal, diante dos olhos dos homens.”

E o grande recado que o livro do Apocalipse deixa para todos nós:



“A paz jamais será alcançada apenas com tratados e acordos internacionais — isso não é paz, é mero armistício. Paz implica cessar os conflitos, abandonar a guerra. É necessário despertar a consciência para os valores do espírito. O futuro pertence ao espírito e ao homem terreno; é feito o convite para que ele se encontre, em meio ao aparente caos que domina atualmente o cenário do mundo. Voltando-se para dentro de si, desenvolvendo os valores íntimos, estará o homem apto a empreendimentos objetivos. Mas é preciso que o homem se modifique.
O Apocalipse é um alerta à humanidade terrícola, para que refaça seus valores e posicionamentos ante a vida e se integre definitivamente ao concerto universal, elevando o hino da fraternidade como marca e lema de uma nova raça de homens.”

Se você estuda as escrituras, este livro deve fazer parte do seu material didático.

 Boa leitura.

domingo, 24 de agosto de 2014

Os próprios Deuses.




 Escrito originalmente em 1972, este verdadeiro clássico de Isaac Asimov não é inédito em língua portuguesa. O livro foi publicado no Brasil como ‘O despertar dos Deuses’ e ‘O planeta dos Deuses’ em Portugal.

 A Editora Aleph tentou manter-se o mais fiel possível ao título original ‘The Gods themselves’.

 A expressão é parte de uma citação da peça ‘A donzela de Orleans’ de Friedrich Schiller –“Contra a estupidez os próprios Deuses lutam em vão”.



TITULO: Os próprios Deuses. ( O despertar dos Deuses )
AUTOR: Isaac Asimov
EDITORA: Aleph
PAG.: 367


    Mais um livro de Asimov reeditado pela Aleph. Bela editoração, só fica meu desagrado pela opção da editora em editar com 21cm de altura, ao invés dos 22cm da série Fundação.

  Particularmente gostei muito do livro. Se não me engano, da extensa obra de Asimov este é um dos únicos livros que não esta, de alguma forma, ligado a série ‘Fundação’.
 Nesta aventura, temos Frederick Hallam, um herói de seu tempo. Sua descoberta? Um sistema que permitiu que a terra tivesse energia ilimitada e de graça.

 Mas quando o cientista Peter Lamont resolve escrever sobre esta grande descoberta, descobre que muitos fatos da criação deste dispositivo foram camuflados ou deliberadamente ‘perdidos’. O motivo? Talvez este sistema revolucionário pudesse estar matando o sol.

  Uma das chaves do mistério advém do fato de que o dispositivo, chamado de Bomba de elétrons, não pode funcionar só com o nosso universo. Ela depende de um outro universo, onde vivem os para-homens.


  Os para-homens possuem uma estrutura social e evolucional bem diferente da nossa. Durante a leitura do livro, Asimov nos faz viajar do nosso universo ao outro, fazendo-nos compreender os reais motivos que levaram a construção da bomba de elétrons.

  O livro é dividido em apenas três partes. Não estranhem pelo fato do livro começar pelo sexto capítulo da primeira parte.

 1. Contra a estupidez...

  A primeira parte narra a descoberta do Plutônio-186 e a criação da Bomba Eletrônica, sendo o Dr. Frederick Hallam aclamado como o pai do projeto. Mas o que parecia ser uma solução perfeita para os problemas de energia da Terra, poderia significar uma grande desgraça. Investigando os fatos e indivíduos envolvidos em torno da criação da Bomba Eletrônica, o jovem Dr. Peter Lamont chega a conclusão de que esta poderia significar a aniquilação do Universo. Ele passa a investigar a tradução das placas enviadas pelos seres do Para-Universo com a ajuda de um perito linguístico, Dr. Myron Bronowski. A situação complica-se quando começam a surgir placas com mensagens de que a Bomba seria perigosa, ao mesmo tempo que os esforços de Lamont em provar sua teoria da possível destruição não se vêem reconhecidos.

2. ...Os próprios deuses...

A parte mais fantástica do livro, narra sobre o Para-Universo, um mundo habitado por seres fantásticos, de natureza completamente diferente da vida encontrada na terra.

Os Para-Seres estariam divididos em 2 grupos em seu mundo, os "Suaves" e os "Duros".

Os Suaves são seres mais simples, de composição maleável, capazes de modificar suas formas (alguns até em formas gasosas). Os Suaves deviam se reunir em trindades (Tríades), sendo que cada ser da tríade possuía um tipo de personalidade que representava um dos 3 papéis existentes em seu mundo:

Emocionais: A porção feminina da Tríade, os mais sutis e sensíveis, reunindo em si os sentimentos, emoções e preocupações.

Parentais: Representavam o lado instintivo da Tríade, responsáveis pela gestação, criação e educação dos filhos, a medida que nascem.

Racionais: A parte intelectual do trio, com a capacidade de aprendizado, intelecto e raciocínio muito aguçados.

 Os Duros representam a elite da sociedade dos Para-Seres, possuindo seus corpos mais sólidos e consistentes, sendo inteligentíssimos e responsáveis pela evolução do mundo. Para os Suaves, os Duros eram dignos de todo respeito, e a origem deles dentro de sua espécie nunca foi uma coisa muito clara (este fato é explicado mais adiante nesta parte do livro).

Na História temos Dua, a Emocional, que fazia parte de uma Tríade com Odeen, um Racional e Tritt, um Parental. Dua era considerada uma Esquerda-Em, por ser uma Emocional com grande capacidade intelectual e por compreender os assuntos dos Racionais. No decorrer da história, Dua começa a tomar ciência sobre as verdadeiras intenções e implicações da Bomba Eletrônica, e se vê na tentativa de impedir o seu uso.

3. ...Disputam em vão?

O desfecho do livro é protagonizado pelo Dr. Benjamin Allan Denison (ex-colega de Frederick Hallam, e que foi ridicularizado por este, na época primeira da descoberta da amostra de Plutônio-186). Denison viaja até a Lua, procurando na colônia selenita um recomeço para sua carreira que fora destruída na Terra por Hallam. Lá conhece Selene, uma selenita que serve de guia a ele no diferente ambiente lunar. Logo, Denison vê-se novamente envolvido com os problemas da Bomba Eletrônica e se torna a peça chave para explicar as teorias que comprovam seu perigo e por elaborar uma possível solução para todo o problema.
 'Fonte - Wikipedia'

sábado, 16 de agosto de 2014

O fim da eternidade


Da extensa obra de isaac Asimov, “O fim da eternidade” ( publicado originalmente em 1955), junto com a série ‘Fundação’ e ‘O Despertar dos Deuses’, está entre os melhores livros escritos pelo autor, e é considerada uma das mais bem-sucedidas histórias de viagem no tempo. Antes dele, apenas H.G.Wells, havia se aventurado a escrever sobre viagem para um futuro muito distante da terra.


TITULO: O fim da eternidade
AUTOR: Isaac Asimov
EDITORA: Aleph
PAG.: 255

    Mais uma vez parabéns a Aleph pelo belo trabalho gráfico. Capas em papel cartão alto brilho e orelhas nas duas capas. O único desagrado é da escolha da dimensão. Toda a série Fundação foi editada no formato 22cm de altura. E o restante da coleção Asimov veio com 21cm. Eu preferia que mantivessem o mesmo padrão de altura.

  Andrew Harlan é um Eterno: membro de uma organização que monitora e controla o Tempo. Um Técnico que lida diariamente com o destino de bilhões de pessoas no mundo inteiro: sua função é iniciar Mudanças de Realidade, ou seja, alterar o curso da História. Condicionado por um treinamento rigoroso e por uma rígida autodisciplina, Harlan aprendeu a deixar as emoções de lado para poder fazer seu trabalho. Antes de se tornar um técnico, Andrew fora um observador, responsável por anotar todas as implicações de uma mudança temporal.

 Assim como o Técnico e o Observador, neste universo criado por Asimov, ainda existem os sociólogos, os computadores e a manutenção. Cada ‘casta’ identificada por cores em seus uniformes.


Tudo vai bem até o dia em que ele conhece a atraente Noÿs Lambent, uma mulher do século 482, que abala suas estruturas e faz com que passe a rever seus conceitos, em nome de algo tão antigo quanto o próprio tempo: o amor. Agora ele terá de arriscar tudo - não apenas seu emprego, mas sua vida, a de Noÿs e até mesmo a eternidade.

  “Ao eliminar os desastres da realidade – disse Noys – a Eternidade exclui também os triunfos. É enfrentando as grandes dificuldades que a humanidade consegue alcançar com mais êxito os grandes objetivos. É do perigo e da insegurança que surge a força que impulsiona a humanidade para novas e grandiosas conquistas. Você consegue entender isso? Consegue entender que, ao afastar as armadilhas e vicissitudes que perseguem o homem, a Eternidade não deixa que ele encontre suas próprias soluções, boas e amargas, soluções reais que chegam quando a dificuldade é enfrentada, não evitada?(...)”



“ Aprendemos a observar as Realidades e descobrimos que o Estado Básico era aquilo que eu descrevi. Descobrimos também a mudança que havia destruído o estado básico. Não era nenhuma mudança iniciada pela Eternidade; era o próprio estabelecimento da eternidade, o simples fato de sua existência.(...)A mera existência da eternidade aniquilou de uma vez o Império Galáctico. Para restaura-lo, a eternidade deve ser eliminada.(...)”

  Com o fim da eternidade, se torna possível a Fundação.

 Uma ótima leitura!


domingo, 27 de julho de 2014

Nossa Espiritualidade sob o prisma da inteligencia Quântica.




“As religiões surgiram, em função da existência de um Deus, ou vários Deuses e de espíritos em processo de evolução. (...)

 As Religiões foram criadas, porque existem pessoas dotadas de espíritos que precisam trabalhar sua espiritualidade de uma forma ou de outra, o que pode ser feito através das diversas religiões existentes. Da mesma forma, as diversas modalidades esportivas foram criadas, porque existem pessoas dotadas de corpos físicos que sentem necessidade de trabalhar suas habilidades físicas de uma forma ou de outra, o que pode ser feito através das diversas modalidades esportivas existentes. Várias modalidades esportivas existem, pois as pessoas são diferentes.”


TITULO: Nossa Espiritualidade sob o prisma da inteligência quântica
AUTOR: Jorge Menezes
EDITORA: Novo ser
PAG.: 288

    Para quem não conhece a editora Novo Ser, fica localizada no Rio de janeiro, em Bento Ribeiro. A editora se dedica à livros espiritas, religiosos e autoajuda.  A editora acredita na importância da leitura como forma de edificação do ser, ao adquiri conhecimento. Vale a pena vocês darem uma passada na loja virtual, ou para quem mora pelo centro do rio, ir até a loja física deles. ( www.novosereditora.com.br ).

   Todo o trabalho gráfico e editorial da presente obra é de primeira. Vocês podem observar na imagem acima, que a capa trás um fractal em amarelo e preto. A ideia do fractal tem tudo a ver com a proposta da obra.

 “ Ver a espiritualidade sob o prisma da inteligência Quântica significa ver e abordar a espiritualidade com naturalidade, passando a entender que ela faz parte do conjunto de elementos que todo o ser humano deve desenvolver para desfrutar de uma vida plena e feliz. Assim como a saúde, trabalho, família e amor são considerados aspectos importantes da vida, todos deveriam ter, na espiritualidade, mais um ramo de interesse. Da mesma forma também deve ser vista a mediunidade como algo natural e fundamental para preservar a saúde mental dos seres humanos.

  Os conceitos de espiritualidade e inteligência Quântica se encontram em ponto comum, que é a existência do espírito, tendo em vista que a razão de as pessoas vivenciarem sua espiritualidade, obviamente é a existência do espírito, e uma das propostas da inteligência quântica é a ampliação da consciência que nos leva a perceber que somos espíritos infinitos.

  É através do exercício da bondade que nos tornamos bons médiuns, que nos aprimoramos no intercambio espiritual. Já é tempo de cada um perceber que se doar é fundamental. O egoísmo já não tem vez. E quem insiste, em só ver seu lado, começa a sentir as consequências de ser assim, pelo tanto quanto se percebera isolado, perdendo até mesmo amizades importantes. Assim a solidão será o motivo que estabelecerá o caos redentor no mundo. As pessoas, sendo encurraladas pela solidão, não terão outra alternativa, senão se abrirem para o contato com o outro, inclusive prestando caridade através da mediunidade.

  Já é tempo de entender que quanto mais o ser humano fica feliz pelo crescimento do outro, mais ele cresce e encontra suas próprias formas de felicidade.”

 Este livro pode ser visto como um “Manual Básico” sobre espiritualidade. Pois ao longo do livro Jorge Menezes vai falando dos conceitos espirituais de forma bem simples. Não há complexidade no que se expõe, apesar da grandiosidade do conteúdo.

 Um dos capítulos que mais gostei, se me permitem, foi o 3° capítulo, onde Jorge Menezes fala sobre o bem e o mal. Sem precisar entrar em combates filosóficos, ele nos mostra como esta dualidade esta presente no mundo, no nosso dia a dia. Como percebe-lo e como evita-lo.



  Um outo assunto que Jorge Menezes aborda, e que Robson Pinheiro também já abordou no seu ultimo livro, é a questão da influência do ego nos trabalhos espirituais. Será que os dirigentes das casas espíritas estão atentos para o que se passa em seus trabalhos?

  Recomendo esta leitura a todas as pessoas, de todas as religiões. Sem preconceitos.

  Uma ótima leitura à todos.

  

sábado, 5 de julho de 2014

O dia do Relâmpago



“A operação cavalo de troia terminou, mas o que de fato aconteceu com o Major quando ele retornou a 1973? O que é a raio negro? O General Curtiss foi realmente um traidor? Eliseu morreu com a queda do Berço no mar Morto ou ele arrumou uma maneira de retornar ao tempo de jesus? Como os famosos diários do Major entraram para a a posteridade?
  Ao ler o Dia do Relâmpago, você viverá 101 dias trepidantes. E, mesmo que tente, jamais conseguirá imaginar o que acontecerá em 29 de Agosto de 2027...
 Com este livro, você viverá o não vivido.”


TITULO: O dia do Relâmpago
AUTOR: J.J. Benitez
EDITORA: Planeta
PAG.: 470

    Quando soube que Benitez encerraria a operação cavalo de troia no volume 9 achei estranho. Quem acompanhou de fato a saga cavalo de troia, vai saber o que direi. Sentia que Benitez iria até o 12° volume. O 8° volume já foi um pouco maior que os anteriores, mas nenhum superou o 9° volume, que poderia facilmente virar dois, ou seja, iria até o 10° volume. 
  Depois que terminei de ler o 9° livro, achei que ficaram muitos pontos a serem explicados. Eu lembro que ainda comentei com a minha esposa quando terminei de ler, “ O Benitez vai aprontar alguma, este não é o ultimo livro.”

  A cerca de uns 20 dias, passei por uma livraria, olhando aleatoriamente pelas prateleiras e o nome Benitez, em dourado, me chamou a atenção. Assim que peguei o livro e virei a capa, foi automático, soltei um “ Há, eu sabia...” Até a vendedora que estava próxima não entendeu nada. Vou explicar, a primeira frase da capa é a seguinte: “A operação cavalo de troia terminou, mas...”

  Se você ainda não leu a série, ou não leu o 9° volume, não vai entender o livro. O livro é na verdade a continuação do 9° volume. Poderia ser um 10° volume da série.



  A editora planeta fez um trabalho editorial bem bacana na capa. Papel de alta gramatura no interior e capas com orelhas. Na boda, o nome Benitez, tem mais destaque que o título, mas isto chama a atenção.

  Eu não quero falar do livro, pois ainda é lançamento e acredito que muitos que leram a “Operação cavalo de troia”, ainda não leram este livro. Mas só para esclarecer algumas curiosidades, este livro narra os dias após o retorno do Major ao nosso tempo. Sua ida para a base aérea de Edwards, a conhecida área 51. Lá ele revisa os diários e já começa a aventar a ideia de publicar. Mas calma...
  O livro ainda explica a politica americana por trás da operação cavalo de troia.  Desvenda o mistério por trás do “sumiço” de Eliseu. Ainda ficam buracos a serem preenchidos o que sugere mais um livro. Eu arriscaria no seguinte título “ Raio negro”. Vamos esperar.

  De qualquer forma, Benitez segue o mesmo estilo narrativo da operação cavalo de troia. As vezes, durante a leitura, achei que ele rodava muito em certos pontos, ao que me parece, para alongar a história.

  Recomendo o livro, porém volto a falar, se você não leu a série, ou o ultimo volume, não vai entender o livro.


 Ótima leitura à todos!

domingo, 15 de junho de 2014

Preludio à Fundação.




“ Obra máxima do escritor Isaac Asimov, a saga da Fundação inicia-se com a trilogia da fundação, escrita da década de 50. Os três livros são, Fundação, fundação e Império e Segunda Fundação – Foram eleitos em 1966, a melhor série de ficção científica e fantasia de todos os tempos, superando concorrentes como O senhor dos anéis e John Carter de Marte. (...)”
 Depois da trilogia, Asimov ainda continuou a saga com mais dois livros, Limites da fundação e Fundação e terra.
 Mas toda grande saga tem uma origem...



TITULO: Prelúdio à fundação
AUTOR: Isaac Asimov
EDITORA: Aleph
PAG.: 452

  Já tinha desistido de achar este livro impresso. Até que um dia, como quem não quer nada, entrei na Livraria da Travessa e perguntei a um atendente o que eles tinham de Asimov. Ela me mostrou a trilogia e mais uns dois não ligados a série, mas que são muito bons e comentarei em outro post. E por ultimo e fora do local ela pegou o Preludio à Fundação. Foi no reflexo que peguei o livro da mão da atendente e já me dirigi ao caixa.

  Como já falei nos Post’s em que relatei a saga fundação, a editora Aleph relançou a obra de Asimov em 2012 /2013. Todos os livros seguem o mesmo padrão. A coleção ficou linda na minha estante. Folhas de ótima gramatura e capas em papel cartão alto brilho.


 Para quem gosta da literatura de ficção da década de 50 à 80, fiquem de olho na Aleph. Eles estão relançando autores de peso, Edgar Rice, Anthony Burgess, Arthur C. Clarke e Frank Herbert. Respectivamente estou falando das obras, Os Deuses de Marte, Laranja Mecânica, 2001:Uma odisseia no espaço e Duna.

  Bem, voltando ao livro. Muitos que leram a Série Fundação, podem não ter lido ainda este livro. Pois o ultimo livro, Fundação e terra, foi lançado em 1983. E o Preludio à Fundação só foi lançado em 1988. Menos conhecido ainda é o “Origens da Fundação”, que Asimov concluiu em 1992 e foi lançado em 1993 após a sua morte.

  O Preludio à Fundação, apesar te haver sido lançado depois, é na verdade o primeiro livro da série. O livro começa em Trantor, a capital do império Galático. O Matemático Hari Seldon  em uma conferencia, expõe pela primeira vez a teoria da Psicohistória. Que trata-se na verdade de formulações matemáticas capazes, teoricamente, de prever o futuro de uma civilização. 

 O imperador pretende então usar esta técnica a seu favor. Porém Seldon consegue, com a ajuda de amigos, fugir através de Trantor e escapa das garras do imperador. Durante a fuga, Seldon ainda acha que a Psicohistória só poderá ser desenvolvida após décadas de estudos. A civilização é muito complexa. Porém, durante a fuga, Seldon percebe que Trantor é uma amostra de todo o Império Galático. Assim Seldon começa a trabalhar na sua Ciência.



  O livro ainda guarda surpresas, não vou falar qual para não estragar a surpresa, mas vou deixar apenas um nome: R. Daneel Olivaw.


 Ótima leitura à todos!

sábado, 24 de maio de 2014

Mulheres que mudaram o mundo.


“ Este é um livro dedicado às precursoras. Às mulheres que, em todas as épocas da civilização, mostraram-se como exemplos, como luzes inspiradoras de novas conquistas. Num
 Num mundo dominado por costumes conservadores, elas abriram caminho munidas de talento, intuição e carisma, vencendo pela capacidade e não pela força; pela sensibilidade e não pela imposição.
 De dentro de seus lares ou nos postos de trabalho, direta ou indiretamente, elas continuam participando das mudanças do planeta.
 Mães, tias, avós, professores, chefes, amigas, namoradas, companheiras.
 Quem não tem em sua vida um momento inesquecível marcado por uma mulher?
 Este livro é dedicado a todas elas.”


TITULO: Mulheres que mudaram o mundo
AUTOR: Gabriel Chalita
EDITORA: Companhia editora nacional
PAG.: 294

  Quem comprou este livro foi minha esposa. Na época ela estava fazendo a sua tese de pós-graduação. Ele ficou esquecido na prateleira algum tempo. Na semana passada resolvi dar uma arrumada nas prateleiras e ele me chamou a atenção. Não tinha sequer aberto ele na época que minha esposa comprou. Pensei em deixar ele lá, mas resolvi abrir no primeiro capítulo. Penélope. Claro, a esposa de Ulisses. Quem já leu Ilíada e Odisseia reconhece de imediato este nome. Acabei pegando para ler. O segundo capítulo, Joana d'Arc... Ai o livro fluiu com uma docilidade incrível. Confesso que não conhecia todas as mulheres descritas, mas foi a oportunidade de conhece-las. Mas o capítulo que mais me tocou foi o dedicado a Madre Tereza de Calcutá. Este me tocou profundamente. 

  O autor, Gabriel Chalita, é Doutor em Direito e professor de Direito na PUC – SP.
  O trabalho gráfico é bom. Capas em papel cartão com orelhas médias e folhas de boa gramatura. A arte da capa é simples e bela, com a parte inferior dourada com brilho. O padrão repete-se no verso do livro.

  Nesta obra, Gabriel conta a história de 10 mulheres em 9 capítulos;

1-    Penélope, um símbolo de felicidade
2-    Joana d’Arc, guerreira e santa
3-    Marie Curie, vítima da ciência
4-    Isadora Duncan, sem limites
5-    Helen Keller e Anne Sullivan, duas mulheres e um destino
6-    Gabriela Mistral, a mestra
7-    Madre Teresa de Calcutá, um apostolado gigante
8-    Golda Meir, liderança e sensibilidade
9-    Simone de Beauvoir, direitos iguais

Talvez você possa estranhar a falta de nomes como Anne Frank, Amelia Earhart, Frida Kahlo, Cleopata,... Mas a proposta de Gabriel é falar de mulheres que fizeram o que fizeram em nome do AMOR. Mulheres que colocaram sua força interior a serviço daquilo que acreditaram. Elas simplesmente seguiram seu coração.

 Gabriel resume assim: “ (...) Penélope e sua tessitura sem fim. Penélope e sua fidelidade a si mesma. Ela aguardou Ulisses. Fez isso por amor a ele e por  amor a si mesma. Ela foi o símbolo da fidelidade a um homem, a uma causa, a um sonho. O Símbolo da persistência.


 Joana D’Arc, na singeleza de uma pequena cidade da França, sentia, via, ouvia o apelo para que deixasse os afazeres cotidianos e se lançasse em uma empreitada de valentia. Lutou como poucos. Com um discurso poderoso empreendeu vitórias impressionantes. Foram apenas 18 anos de vida. E que vida! 


Marie Curie, a única mulher a receber duas vezes o premio Nobel. Dedicou sua vida à Ciência. Venceu a pobreza, venceu enormes obstáculos e venceu a si mesma. Suas descobertas mudaram a ainda mudam a vida das mulheres e homens. Isadora Duncan e sua dança. Leveza e suavidade em contraste com a dureza da sua vida. Humilhação, críticas, gracejos vis que buscaram depreciar o talento que nascera das danças da pequena menina junto ao mar. E, sem limites, cumpriu, cumpriu o seu destino. E com que final! Helen Keller e Anne Sullivan. Não havia apenas uma pedra no caminho dessas mulheres. Havia uma multidão de obstáculos que pareciam impossíveis de serem transpostos. Mas havia coragem. Determinação. Cumplicidade e muito, muito amor. E o destino então sorriu. Gabriela Mistral. Mestra. Escritora. Generosidade.  Das tarefas cotidianas de ensinar ao Nobel da literatura, tudo feito com o mesmo afinco. Golda Meir. Valente mulher que não se deixou dominar pelo medo em um mundo de governo cuja hegemonia é masculina. Simone de Beauvoir e sua decisão de existir. Amou profundamente Sartre mas não deixou de amar a si mesma. Apontou caminho novo para as mulheres cuja existência precisaria ser valorizada.

 Mulheres fascinantes como tantas outras. Viveram intensa e nobremente e entraram para a história porque não tiveram medo de ser diferentes.
 Mulheres que mudaram o mundo.
(...)”


  “ Para nós, não tem a menor importância a fé que professam ou deixam de professar as pessoas por nós assistidas. Nosso critério de ajuda não é de crença mas de necessidade. Todos são corpos de Cristo, todos são Cristos sob aparência de seres humanos necessitados de ajuda, com direito a  recebe-la. Não poderíamos buscar dignidade mais sublime nas pessoas que são objeto de nossa assistência. O nosso objetivo não é procurar que se convertam ao cristianismo, mas encontrem Deus em qualquer religião. É Fé em Deus que nos salva. O grupo religioso que serve de ponto de partida para chegar a Ele é de importância secundária.”
  Madre Tereza


Um livro para ler e se emocionar, com certeza.

Mas do que histórias de vida, é a nossa história. Este livro deveria ser obrigatório na formação de todo o cidadão. 

Boa leitura.

Pesquisar este blog