sábado, 2 de abril de 2016

A carga da Brigada Ligeira




      “Os sofrimentos, a coragem e a resignação exibidos na guerra da Criméia não foram desperdiçados em vão. Uma guerra menor, malsucedida e horrorosamente mal conduzida, mas que se revelaria de enorme importância. Ela originou profundas mudanças na condução dos assuntos militares, e até mesmo a incompetência que a caracterizou renderia bons frutos. Uma nova era de reformas no exército teve início, não apenas na Inglaterra, mas também na Europa e nos Estados Unidos: escolas de estado-maior foram inauguradas; modificaram-se as condições de comissionamento e promoção; e o serviço de saúde, a hospitalização, os suprimentos, os uniformes, o aprovisionamento, tudo foi analisado, estudado e aperfeiçoado. Acima de tudo, modificou-se a maneira de tratar o soldado raso. A bravura e a obstinada resistência do soldado raso na Criméia, pela primeira vez relatadas em jornais, constituíram-se em autênticas revelações. No início da campanha, ele era visto simplesmente como um brutamontes; ao final, como um herói. No exército, a assistência social, o sistema de educação física, os serviços de saúde, tudo isso surgiu como consequência da Guerra da Criméia. O sofrimento, assustador, não fora em vão.
   E isso quase poderia se caracterizado como um final feliz”


  





  TITULO:  A carga da Brigada Ligeira

   AUTOR: Cecil Woodham-Smith

   EDITORA: Biblioteca do Exército

   PAG.: 312







    Esta grande obra foi editada pela Biblioteca do Exército em 2005. Capas em Cartão 240g plastificado, mas belissimamente fosco e com orelhas. Todo o miolo em offset 75g, folhas um pouco finas, eu admito, da para ver o verso da folha enquanto lê, mas nada que atrapalhe.


   Os eventos narrados nesta obra, ocorreram durante a Guerra da Criméia.  Esta Guerra foi um conflito que se estendeu de 1853 a 1856, na península da Crimeia (no mar Negro), no sul da Rússia e nos Bálcãs. Envolveu,  de um lado o Império Russo e, de outro, uma coligação integrada pelo Reino Unido, a França, o Reino da Sardenha - formando a Aliança Anglo-Franco-Sarda - e o Império Otomano (atual Turquia). Esta coligação, que contou ainda com o apoio do Império Austríaco,  foi formada como reação às pretensões expansionistas da Rússia para alcançar o Mediterrâneo.


  Talvez nenhum evento militar, ocorrido no século XIX, seja tão bem resumido, do que a trágica e fútil Carga da Brigada Ligeira Britânica. As armas e o posicionamento superior do inimigo, associados à arrogância dos comandantes Ingleses, resultaram no massacre de centenas de bravos cavaleiros. Alfred Tennyson, resumiu o evento na celebre declaração: “ Não cabe a eles responder, Nem perguntar o porquê, A eles só cabe morrer: Dentro do vale da Morte Cavalgaram os seiscentos.”

  Talvez ele só tenha se confundido, pois os registros apontam cerca de setecentos cavaleiros, mas de qualquer forma  não deixa de ser trágico, ainda mais sabendo-se que ao final da carga, apenas 195 cavaleiros retornaram. Os números talvez não estejam exatos, outras fontes falam em 673 cavaleiros e a sobrevivência de pouco mais de 400, considerando aqueles que foram feitos prisioneiros.


    Mas a grande questão é: como este desastre foi possível? Para isto o autor faz um retrospecto da vida dos dois principais atores da tragédia, Lord Cardigan e Lord Lucan. Estas retrospectiva nos leva uma belíssima viagem pela Inglaterra Renascentista. A reverência do povo Inglês aos chamados Nobres e a pratica, defendida pelo parlamento, da compra das promoções dentro do exército, o que proporcionava à pessoas não qualificadas a assumirem postos de liderança, que seriam decisivos no resultado de Balaklava.

  “ É quase impossível retratar a deferência, a adulação e os extraordinários privilégios concedidos à nobreza na primeira metade do século XIX. Um nobre estava acima das leis aplicáveis aos outros homens. Ele poderia acumular dívidas e ninguém poderia prendê-lo. Quando um famoso grupo de farristas e perdulários, no qual se incluía Bea Brummel, faliu, somente um deles, Lord Alvanley, sobreviveu, ‘invulnerável por ser um nobre’, escreveu Greville. Um nobre poderia cometer um crime e nenhuma corte de justiça comum tinha jurisdição sobre ele.”

    Depois das vitórias sobre Napoleão, as honrarias militares eram mais desejadas que nunca. Assim, um nobre, com dinheiro, não poderia querer algo melhor, do que envergar um vistoso uniforme de General. E melhor seria se tivesse no peito uma condecoração de batalha.

                                       Victory Cross


   Então, esta foi a receita para o desastre da Brigada Ligeira. Comandantes despreparados, egocêntricos, individualistas e desprovidos de bom senso.


  Muito interessante nesta obra, é um retrato feito, pela autora, sobre a situação social da Irlanda no século XIX. Incrível, como que a maior parte da população se alimentava exclusivamente de Batatas. Relatos de senhores, com seus 60, 70 anos, que diziam que durante toda a sua vida não haviam comido outra coisa a não ser Batatas. Se quer sabiam o gosto de um pão. Esta situação se deveu, parte por uma política assistencialista errada, por parte da Inglaterra, ( Por isto devemos sempre rever a questão de políticas assistencialistas ), e por outro pelo talvez, ‘comodismo’ do povo. Um fato que merece estudo mais profundo com certeza.


    Depois do episódio, muito da culpa recaiu sobre o Lord Raglan, que na visão de Lord Lucan, havia enviado ordens mal redigidas, o que o levou a cometer o grande erro de colocar toda a cavalaria diante dos canhões Russos.


  Mas uma coisa não se pode negar, a coragem dos comandantes e a doutrina da tropa. Um General Francês que assistia ao ataque disse: “ Magnífico, mas não é guerra.”



“ Acima de tudo, o desastre foi fruto do sistema de comando do Exército Britânico. Oficiais despreparados e sem experiência exerciam o comando de divisões e brigadas em operações; o Estado-Maior desconhecia seus deveres e mostrava-se inteiramente incapaz de traduzir a intenção do comandante-em-chefe numa linguagem clara.”

   Sobreviventes da Carga da Brigada Ligeira

  Uma ótima leitura à todos!

terça-feira, 8 de março de 2016

O 12° Planeta


     


 “ Mas é claro que há um truque que ajuda a confirmar que essas descrições – de um sol com 11 planetas – representam o nosso sistema solar, pois os nossos acadêmicos nos contam que o sistema planetário do qual a Terra faz parte consiste do Sol, Terra e Lua, Mercúrio, Venus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Isto totaliza o Sol e dez planetas (Quando a Lua é contada como sendo um )

   Porém, não é o que os Sumérios diziam. Eles afirmavam que o nosso sistema planetário era composto pelo Sol e 11 planetas ( Contando a Lua ), e concluíam com firmeza a opinião de que, além dos planetas conhecidos hoje, havia um 12° membro do sistema Solar – O planeta de residência dos Nephelins.”









 TITULO:  O 12° planeta – Livro I das crônicas da Terra

   AUTOR: Zecharia Sitchin

   EDITORA: Madras

   PAG.: 400






         Este é um dos livros mais lidos e comentados pelos teóricos do Deus Astronauta. Se procurarem na internet vocês irão achar muitas informações e debates sobre o conteúdo deste livro. ( Coloquei um link ao final do post )

     Zecharia Sitchin, neste belo exemplar editado pela Madras, promove um longo estudo, desde as lendas Gregas, Romanas, Indianas, sobre a criação do mundo e como estas lendas tem uma origem comum, a região da Mesopotâmia, mas precisamente à civilização Suméria.  
    Falar nos Sumérios, não é remeter a primeira civilização tão somente, mas sim a mais abrangente e a mais avançada cultura que qualquer outra que veio em seguida. O que mais chama a atenção dos estudiosos é que os Sumérios ‘surgiram’ repentinamente e alcançaram uma civilização sem precedentes a cerca de seis mil anos atrás.


  Outra questão que intriga, é que o homem, durante dois milhões de anos tinha como única ferramenta a pedra lascada. Do ano 110.000ac ao 3800ac o homem simplesmente se transformou de simples coletores à agricultores, ceramistas, matemáticos, Astrônomos, metalúrgicos...


  A lenda suméria da criação do homem é incrível.  Segundo os estudos de Zecharia Sitchin este 12° planeta completa sua orbita a cada 3.600 anos. Os Anunnakis, nome o qual se referencia a estes habitantes do 12° planeta, teriam chego a terra por volta do ano 450.000ac. O objetivo da vinda era o de captar OURO e leva-lo para o planeta Niburu. 

   Vale lembrar que equipes de arqueólogos, se deparam, na África, com regiões que haviam sido locais de mineração a muitos anos. Próximo ao Pico do Leão foram descobertas evidências arqueológicas de mineração com data estimada em 26.000AC! Uma amostra, coletada de um poço, neste mesmo local, resultou em uma datação de aproximadamente 41000ac, com erro de 1600 anos para mais ou para menos. Isto ainda nos coloca da pré-história. Alguns cientistas chegam a sugerir que o Sul da África pode ter visto trabalhos de mineração a períodos anteriores a 100.000ac!!!!! Isto é realmente incrível.
   Lembremos ainda que o berço do homem moderno é nada mais nada menos que o Sul da África.


  Nem preciso comentar o fato de que este livro corrobora diretamente com o que é dito nos livros de Robson Pinheiro, principalmente o “Nephelins” e “Os Abduzidos”. ( http://www.capabordaefolhas.blogspot.com.br/2015/12/os-abduzidos.html ). Não se chegou a certeza sobre quando seria a próxima passagem de Niburu pelo nosso sistema. Alguns diziam que esta passagem se daria entre 2012 e 2013. Porém cálculos mais aprofundados dizem ser por volta de 3100 e já li algo em torno de 2440. Não sabemos ao certo. Mas, se toda esta teoria estiver certa, a passagem de Niburi pelo nosso sistema irá desencadear um verdadeiro holocausto na Terra.  E quem sabe ai toda a verdade virá à tona. Mas poderá ser tarde demais.

  Se quiserem saber um pouco mais, vejam o site:


 Boa leitura!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O Livro Perdido de Enki


   
    A História, como estudo do passado, é uma ciência. Existem metodologias que devem ser seguidas, métodos que não podem ser ignorados. A grande diferença para outras ciências é que a História não é uma ciência exata. Não é como a física, ou a Matemática que desde Aristóteles, Copérnico, Newton suas premissas são as mesmas. Por isto são chamadas exatas.

    Mas a História, e este que é o grande fascínio por esta ciência, ela é mutável. Trata-se de estudar o homem no passado, considerando os nossos atuais conhecimentos. A cada nova descoberta arqueológica, a cada novo documento encontrado nossa perspectiva do passado muda. Assim como muda a cada nova descoberta científica, a cada novo avanço do conhecimento tecnológico.

   Os historiadores do século XXI terão pela frente dois grandes desafios:
 - Lidar com um mundo que, por algum motivo, tenta abolir este conhecimento.
 - Lidar com as novas provas e achados arqueológicos que reescreverão a História da humanidade.



  




 TITULO:  O Livro Perdido de Enki

   AUTOR: Zecharia Sitchin

   EDITORA: Madras

   PAG.: 269









         Este livro é fruto de um trabalho de uma vida inteira, nos quais Zecharia Sitchin se dedicou, traduzindo tabuletas de argila Sumérias.

   “De acordo com Sitchin, Nibiru era o lar de uma raça extraterrestre humanoide e tecnologicamente avançada chamada de Anunnaki no mito sumério, que seriam os chamados nefilim da Bíblia. Ele afirma que eles chegaram à Terra pela primeira vez provavelmente 450.000 anos atrás, em busca de minérios, especialmente ouro, que descobriram e extraíram na África. Esses "deuses" eram os militares e pesquisadores da expedição colonial de Nibiru ao planeta Terra. Sitchin acredita que os annunaki geraram o Homo Sapiens através de engenharia genética para serem escravos e trabalharem nas minas de ouro, através do cruzamento dos genes extraterrestres com os do Homo Erectus. Ele afirma que inscrições antigas relatam que a civilização humana de Sumer na Mesopotâmia foi estabelecida sob a orientação destes "deuses", e a monarquia humana foi instalada a fim de prover intermediários entre a humanidade e os annunaki. Ele crê que a radioatividade oriunda de armas nucleares usadas durante uma guerra entre facções dos extraterrestres seja o "vento maligno" que destruiu Ur por volta de 2000 a.C. (segundo ele, o ano exato seria 2024 a.C.), descrito no Lamento por Ur. Ele afirma que sua pesquisa coincide com muitos textos bíblicos, e estes seriam originários de textos sumérios.”
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zecharia_Sitchin


      
     A teoria do Astronauta antigo, praticamente inaugurada por Von Daniken, não foi nada mais que olhar a história do homem com os conhecimentos do presente.

   Mas Sitchin foi além da metralhadora questionadora de Von Daniken, Sitchin foi atrás de respostas.

   A presente obra foi editada pela Madras no Brasil em 2015, mas fora originalmente lançada em 2002 por Blar & Company. São transcritas 14 tabuletas do que seria a memória de Enki, um descendente direto dos Anunnakis. Enki, foi pai de Marduk e casado com Damkina. Teve mais cinco filhos com concubinas além de filhos com fêmeas terrestres.

   O livro relata toda a saga dos Anunnakis na terra, desde sua chegada à cerca de 450.000 atrás.

   O livro é muito rico em alguns detalhes. Eu consegui ver claramente o paralelismo com algumas passagens Bíblicas do antigo testamento, assim como lendas mitológicas do antigo Egito e toda a região da Mesopotâmia. 


   



    Mas o que achei mais interessante foi perceber o conceito de religiosidade para estes “Deuses” e algumas dúvidas éticas, ou contrárias a certas normas, que não são explicadas.  Como por exemplo, na discussão que surge quando Enki leva a seu irmão Enlil, a proposta de se criar um ‘escravo’: (Pag 110)








    “ Enlil hesitava com as palavras: É um assunto de grande importância!
  Em nosso planeta, há muito tempo foi abolida a escravidão, os escravos são as ferramentas, não outros seres!
Uma nova criatura, nunca vista, você quer trazer à existência; A criação está somente nas mãos do Pai de Todo o Princípio!
  Assim disse Enlil, opondo-se; suas palavras eram severas.
  Enki respondeu a seu irmão: Não escravos, e sim ajudantes é meu plano!
  O ser já existe! Disse Ninmah. O plano consiste em lhe dar mais de nossa imagem já existente! Disse Enki Persuasivamente.
Com mudanças pequenas se pode conseguir, só é necessário uma gota de nossa essência!
 Este é um assunto grave, não é de mau agrado! Disse Enlil.
Vai contra as regras da viagem de planeta em planeta, proibiu-se pelas regras da vinda à Terra.
  Nosso objetivo é conseguir ouro, não substituir o pai de todo o Princípio!”

   A que regras ele estaria se referindo? Seria a confederação Galáctica? Seriam então seres Confederados? Isto rebate a tese de que os Anunnakis seriam Reptilianos, os quais eu de fato nunca concordei.

  Na religião destes seres, Anunnakis, existe a crença em um Ser Superior, mas que parece ser algo muito mais complexo do que o Deus considerado pelas nossas religiões terrenas. Esta mais para uma visão do nosso esoterismo, a cerca de um criador que seria pura consciência em nosso Universo. Aproxima-se mais a ideia presente no Livro de Urantia.

  

   
    Uma outra questão interessante do sistema de crenças destes seres, é a dualidade DESTINO x SORTE. Os resultados de suas ações na terra, são sempre pesados por este prisma. E por fim a questão do ciclo divino. O inicio é igual ao fim.

“ Ao lidar com o passado, o próprio Enki percebeu o futuro. A noção de que os Anunnakis, exercitando o livre-arbítrio, eram senhores de sua própria SORTE ( assim como a sorte da humanidade), abriu caminho à conclusão de que o DESTINO, afinal, determinava o curso dos acontecimentos, e, portanto – como reconheceram os profetas Hebreus – as primeiras coisas serão as ultimas” (pág. 15)

  Um livro que talvez traga algumas respostas aos buscadores. Mas que com certeza trará mais dúvidas. Não parecem, estes seres, terem uma noção sobre o mundo espiritual. Eles não falam sobre isto, ( Ou Sitchin não fez menção, devido ao seu sistema de crenças?) . Falam de morte, de ressuscitação, de um sopro divino que abandona o corpo no momento da morte, apenas isto.

   Se mesclarmos o conteúdo deste livro, com os relatos contidos nos livros "Nephelins - A origem", "Crepúsculo dos Deuses" ambos de Robson Pinheiro e "Colônia Capella" de Pedro Campos, começamos a montar um quadro incrível do nosso passado. 
  Mas a chave para desvendar este mistério é o reconhecimento de uma outra dimensão, onde nesta poderiam habitar os espíritos e seres de outra faixa vibratória. 


  Uma ótima leitura à todos!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A conquista do Brasil


   “ Em 1500, com 1,5 milhão de habitantes, Portugal não estava melhor que o restante da Europa, em que contavam 60 milhões de pessoas. Numa época marcada pelo terror da inquisição, a carestia e a corrupção, boa parte da população vivia na miséria. Se na dinastia Borgonha a missão tinha sido a fundação do reino e a reconquista da terra aos Mouros, Don João I levou ao trono dinástico da ordem de Avis, ligado à nova Burguesia, cujo enriquecimento e visão de grandeza viera da experiência nas cruzadas. E estabeleceu como meta o desenvolvimento comercial, dístico do seu Governo e seus sucessores, voltado para o Oriente.”






TITULO: A conquista do Brasil – 1500 - 1600

AUTOR: Thales Guaracy

EDITORA: Planeta

PAG.: 272







    
Brasil, um país com apenas 515 anos de história e ainda assim tão pouco conhecida pela maioria dos Brasileiros. Os primeiros cem anos da nossa história conhecida são os mais importantes. Pois é neste período que a nação toma forma. É neste espaço de apenas cem anos que é moldado o homem ‘Brasileiro’. Um homem mistura de Português, Índio e Negro Africano.



  A presente obra, editada pela Planeta, chama a atenção já na capa. Com letras em vermelho brilhoso e alto relevo. Reproduções de imagens dos sec XVI e XVII ornamentam a capa conferindo uma beleza única para a obra. Assim que peguei o livro do expositor, a frase na capa me chamou a atenção:

 “Como um caçador de homens, um Padre Gago e um exército exterminador transformaram a terra inóspita dos primeiros viajantes no maior pais da América latina.”

  Thales Guaracy faz um mergulho profundo  nos documentos antigos e nas análises dos primeiros historiadores Brasileiros, como Darcy Ribeiro, Capistrano de Abreu, Varnhagen, Gilberto Freyre e outros.

  Para quem quer entender a história da nossa fundação, como nação, esta é uma obra fundamental. Guaracy consegue aliar o conhecimento profundo a um texto confortável. Acredito que graças a sua formação como jornalista.  O livro nos conduz, desde um Portugal Medieval, para a épica aventura   pelo “Mar Tenebroso”, como o Oceano Atlântico era conhecido no final do Século XV. Nos monta um retrato de como se deu a violenta ocupação do que se tornaria o maior país da América Latina, nas terras então incógnitas do Novo Mundo. Resgatando nomes, vultos da nossa breve história, como o de João Ramalho, o desterrado que se amoldou à vida dos índios e fundou uma dinastia de mestiços caçadores de escravos.  Nos é apresentada a figura dos jesuítas, que aplicaram as diretrizes implacáveis da Inquisição na guerra santa contra os “hereges”, os franceses protestantes e seus aliados índios comedores de gente. Fala-nos ainda de Cunhambebe, o “cacique imortal”, líder da resistência indígena, que devorava seus inimigos dizendo que era um “jaguar”, o que me fez lembrar os Astecas e Incas, cujo Jaguar representava os Deuses.


    “ Também supersticiosamente, os Portugueses creditaram o milagare ao seu santo padroeiro. Diziam que, em meio às volutas de fumaça, tinham sido o próprio São Sebastião quem baixara a terra, surgido dos céus com sua armadura romana, de arco em punho, em meio a uma luz dourada, para abater os Tamoios. Sobre a lenda, nasceu a tradição das festas de São Sebastião, em que os barcos saem enfeitados em procissão marítima no dia do Santo, em Janeiro.
  

O sobrinho do governador avançava dentro da baía. Loteou a Guanabara entre os vitoriosos, a começar pelos jesuítas, que receberam um gordo quinhão. José Adorno, que lutara com Jerônimo Leitão, Capitão-mor de São Vicente, recebeu Três sesmarias em pagamento por seu apoio: na carioca, Niterói e no sertão fluminense. Além de distribuir sesmarias, Estácio de Sá traçou onde seria implantada a vila. Os Portugueses tomaram como ponto de partida a casa de Pedra, antiga olaria francesa, que servira de abrigo e forte improvisado aos protestantes exilados por Villegagnon no continente. Os indígenas a chamavam de ‘carioca’(casa de branco), o que pode ter sido a origem da designação dos fluminenses nascidos no Rio de Janeiro. (...)”

  Uma leitura obrigatória para quem quer entender este nosso Brasil!

 Boa Leitura à todos!

Feliz Ano Novo! Feliz 2016!


   O nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos… Mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco!

Assim, neste novo ano que se inicia possamos caminhar mais e mais juntos… Em busca de um mundo melhor, cheio de paz, saúde, compreensão e muito amor.

O ano se finda e tão logo o outro se inicia… E neste ciclo do “ir” e “vir” o tempo passa… E como passa! Os anos se esvaem… E nem sempre estamos atentos ao que realmente importa.

Deixe a vida fluir e perceba entre tantas exigências do cotidiano o que é indispensável para você!

Ponha de lado o passado e até mesmo o presente! E crie uma nova vida… Um novo dia… Um novo ano que ora se inicia! Crie um novo quadro para você! Crie, parte por parte… Em sua mente… Até que tenha um quadro perfeito para o futuro… Que está logo além do presente. E assim dê início a uma nova jornada! Que o levará a uma nova vida, a um novo lar… E aos novos progressos na vida! Você logo verá esta realidade, e assim encontrará a maior felicidade… E recompensa…

Que o Ano Novo renova nossas esperanças, e que a estrela crística resplandeça em nossas vidas e o fulgor dos nossos corações unidos intensifique a manifestação de um Ano Novo repleto de vitórias! E que o resplendor dessa chama seja como a tocha que ilumina nossos caminhos para a construção de um futuro, repleto de alegrias! E assim tenhamos um mundo melhor!

A todos vocês companheiros (as) que temos o mesmo ideal, amigos (as) que já fazem parte da minha vida, desejo que as experiências próximas de um Ano Novo lhes sejam construtivas, saudáveis e harmoniosas.

Muita paz em seu contínuo despertar.

Um feliz Ano Novo!

http://www.belasmensagens.com.br/anonovo

domingo, 6 de dezembro de 2015

Os Abduzidos



  “A vida extraterrestre intriga; provoca um misto de fascínio e temor como só o desconhecido é capaz de provocar.  As grandes civilizações do passado detinham saberes que ainda hoje desafiam arqueólogos e pesquisadores; foram capazes de avanços repentinos que até hoje impressionam. Que os explica, afinal? Mas também é do espaço que partem ameaças concretas. O renegado de um planeta estéril aborda governos mundiais à época dos primeiros movimentos da Segunda Guerra e conduz negociações sagazes até os anos 1950. Logo muda de estratégia. Conseguirá o krill abrir as portas da Terra para seus ávidos compatriotas?

   Em meio a lances tão determinantes, observamos a liderança de Jesus, o avatar planetário, sua ação direta e a participação de seus emissários mais próximos: de Miguel a Maria; de Elias, abduzido perante o discípulo, até João, o evangelista arrebatado. Todos atendem o chamado da grande consciência cósmica para construir não só um novo planeta, mas uma só civilização: a humanidade.”





TITULO: Os Abduzidos

AUTOR: Robson Pinheiro

EDITORA: Casa dos Espíritos

PAG.: 416





   Este é o 4° livro da série ‘Crônicas da Terra’  de Robson Pinheiro. Só para lembrar os títulos anteriores são:





O fim da Escuridão

 Os Nephelins

 O Agenere








   O livro segue a forma editorial dos anteriores e o padrão de qualidade da Casa dos Espíritos. Acredito que apesar, (ao que parece), desta obra encerrar a série o autor ainda voltara ao tema em outras obras.

   Antes de você interromper a leitura deste post, por não ser Espirita, ou simplesmente ser de uma ou outra religião que acredita que, ou melhor, não acredita no espiritismo, permita-me só uma parte: eu não sou espírita. Mas tão pouco pertenço a uma ou outra religião. Acredito sim em um ‘Deus’. Nesta força criadora, nesta energia que até consigo sentir algumas vezes. Mas não acho que precisamos de um ‘guru’, ou padre, ou Pastor... Seja como você chame. Eu sou um estudioso da Bíblia, dos livros Apócrifos, da cultura religiosa em geral. E por tal motivo respeito e entendo os perfis religiosos de cada um. Mas há uma particularidade em relação ao Espiritismo. Não há aquele que ‘meio’ acredita. Há os que acreditam e os que não acreditam. Eu acredito, pois a minha experiência me levou a acreditar.

  Mas independente da sua linha religiosa, já parou para pensar que todas elas estão sendo praticadas da mesma forma. Acreditam-se nos mesmos dogmas. Muda o formato, muda-se a embalagem, mas o conteúdo é sempre o mesmo. O mundo evolui, os conhecimentos científicos, médicos, avançam e nossas práticas religiosas não mudam. Será? Eu percebo que estão mudando. Deixe-me ilustrar o que vejo notado.
  Imaginem que tivéssemos um tabuleiro do conhecimento Universal. Sobre este tabuleiro colocamos as linhas de conhecimento, ( Principais ). Reparem que cada uma ‘detém’ uma parte do conhecimento.


  Para terem acesso ao conhecimento central, elas irão precisar de  se encontrar.  E este é o problema.  Durante anos, cada uma delas acreditou deter toda a verdade e agora terá que escutar novas verdades. Verdades estas que poderão ir ao encontro daquilo que ‘deduziam’ como a verdade central. É por isto que temos as guerras religiosas, a intolerância.


   E Robson Pinheiro é um instrumento de aproximação. Por isto considero importante que todos, Espíritas, Ufólogos, Exotéricos, Cristãos, até os Ateus. Que leiam estas obras.

  “A maioria dos humanos acredita, incluindo os que se consideram a elite intelectual, que são a única forma de vida no universo. Miseráveis criaturas! Quem pensa assim? Não obstante, esse tipo de idéia vem a calhar para  quem pretende dominar e reger um mundo como tal – O Krill escarnecia da espécie humana – Aproveitei a situação, a distração dos brinquedinhos que nossa equipe ofertou aos cientistas e aos governantes do seu mundo, e me inteirei de muitos negócios, de muitas das políticas vigentes.”

   Precisamos descer de vez o véu da ignorância que nos cobre.

“ Tenho para mim, caro amigo – Embora eu nunca possa dizer isso em público, senão seguramente serei apedrejado, segundo manda a lei de Moisés – que este a quem denominamos Deus, esse ser a quem aprendemos a adorar, em nome de quem falamos ao nosso povo, pode muito bem não ser Deus, o criador, o ser que originou todas as coisas e criaturas. Talvez estejamos ainda à procura desse Deus original, desse Deus que é o Pai de tudo o que existe na terra e no céu. Estou convencido que nossa visão de mundo é por demais limitada que para termos uma ideia exata ou mais aproximada com respeito àquele ou àquilo com que lidamos.”


  A editora disponibiliza uma degustação da obra no link:


  Permitam-se ao menos questionar esta obra. O questionamento leva a novos conhecimentos. Precisamos...


 

     

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