domingo, 26 de junho de 2016

A Nova História do Brasil


A Nova História do Brasil
  


  


Dados da Obra

  TITULO:  A nova História do Brasil

   AUTOR: Armelle Enders

   EDITORA: GRYPHUS

   PAG.: 270







   Sobre o autor:
  Armelle Enders é Professora e conferencista, da história Contemporânea na Universidade de paris IV-Sorbonne.
  Especializou-se em História do Brasil nos séculos XIX e XX e colonizações Europeias.  


  Sobre a obra:

   Esta autora Francesa promove nesta obra um belo resumo da história do Brasil.
  A divisão por capítulos é feita de forma bem didática:

  CAPITULO I – Pré-História ( 12000 a.c à 1500d.c )
  CAPITULO II – Na esteira da rota das Índias ( 1530 à 1580 )
  CAPITULO III – Um arquipélago de colônias ( Sec XVII )
  CAPITULO IV – O Século de Ouro da América Portuguesa ( 1700 – 1808 )
  CAPITULO V – A nova Corte Imperial ( 1808 – 1820 )
  CAPITULO VI – Independências ( 1820-1840 )
  CAPITULO VII – Escravidão e civilização. Império ‘coerente’ ou império contraditório? ( 1840-1889 )
  CAPITULO VIII – Os Estados Unidos do Brasil. Federalismo, Liberalismo e Oligarquias. ( 1889-1930 )
  CAPITULO IX – Nacionalismo, Trabalhismo, Desenvolvimento. ( 1930-1964 )
  CAPITULO X – Ordem e Regressão: Os militares no poder ( 1964-1985 )
  CAPITULO XI – Uma democracia, uma grande potência ( 1985-2007 )


 “ Nesta perspectiva, a história do Brasil constitui excelente exemplo para observar que a fragmentação do mundo não é um fenômeno atual. A construção deste País resultou de um processo bem mais complexo do que a relação de dependência com a Europa, e, a partir do século XVI, os estabelecimentos portugueses e suas atividades pioneiras foram ponto de confluência de homens vindos de latitudes diferentes e onde se entremearam as influencias culturais diversas.”

  Gostei muito desta divisão. Principalmente porque agora estou fazendo faculdade de História, isto facilita os estudos.

  Devemos lembrar que é uma visão Europeia da história do nosso país.
  Há uma ênfase em nossas contradições como sociedade. Descreve bem detalhadamente o papel dos Portugueses e Brasileiros no que tange ao trafico negreiro e sobre o sistema econômico escravista.

  O que achei mais interessante foi o capítulo dedicado à ditadura Militar. Não há aquela ‘ojerização’ deste período, vista muitas vezes nos autores Brasileiros. O que há é uma retratação do período, sem uma demonstração partidária, isto ajuda a construir melhor o entendimento deste período.


 “ A ditadura militar foi o momento de superlativos  e construções gigantescas. A Usina Hidrelétrica de Itaipu, projeto binacional do Brasil e do Paraguai governado pelo general Stroessner, foi construído no rio Paraná na fronteira entre os dois países a partir de janeiro de 1975 e, até a inauguração da Hidrelétrica de três Gargantas na China em 2006, era a maior barragem do mundo. Em 1974 foi construída a ponte Presidente Costa e Silva, com 13 quilômetros de comprimento, que atravessa a baía de Guanabara e liga o Rio de janeiro a Niterói. “

  Nos capítulos dedicados a colonização mostra claramente o investimento feito na ocupação do Litoral em detrimento do Interior do País. Esta estratégia trará forte impacto após a independência, principalmente durante o período regencial, onde teremos uma séria de revoltas justamente nestas regiões.

   A história do nosso país é muito mais complexa do que fomos levados a pensar. A construção do Império Brasileiro por exemplo, teve muito mais a influencia do sistema Imperial Austríaco do que o Frances.  

  Um livro para quem quer aprender um pouco mais sobre o nosso país. Recomendo para estudantes de História e estudantes de segundo Grau. Tem muito material para pesquisa e estudos.


 Boa leitura.

sábado, 21 de maio de 2016

Uma História da Guerra.


Uma História da Guerra


  Dados da Obra




  TITULO:  Uma história da Guerra

   AUTOR: John Keegan

   EDITORA: Biblioteca do Exército / Companhia das Letras

   PAG.: 442









   Sobre o autor:

  John Keegan foi professor de história militar na Real Academia Militar, Sandhurst, e é editor de assuntos de defesa do Daily Telegraph de Lodres. É autor ou co-autor de nove obras sobre assuntos militares, entre elas o ‘The face of the battle’ e ‘The mask of command’. Faleceu em Agosto de 2012.

  Sobre a obra:
  A presente obra aborda um estudo sobre como o homem vem, ao longo de sua evolução, desenvolvendo a forma de fazer guerra. Keegan faz um grandioso estudo desde as guerras tribais até a era nuclear.


   
Mas o discurso principal do livro gira na questão Clausewitiana de que a guerra é a continuação política, por outros meios. Keegan parte para demonstrar que este discurso não é verdadeiro. 




  Nesta trajetória ele vai nos mostrando toda a evolução do homem guerreiro, até ele se tornar um militar.

  “ O regimento – semanticamente, a palavra liga-se ao conceito de governo – foi um expediente para assegurar ao Estado o controle das forças Armadas. Os motivos complexos para seu surgimento derivam de uma crise que se desenvolvera 200 anos antes no relacionamento entre os soberanos europeus e seus fornecedores de serviços militar. Tradicionalmente, os reis dependiam, para recrutar seus exércitos quando necessário, dos senhores feudais, aos quais os direitos locais de subsistência e autoridade eram delegados em troca da promessa de fornecer homens armados, em número proporcional às concessões de terras que detinham, e por um período determinado, quando solicitado.  Em ultima análise, o sistema era determinado pela questão da subsistência: nas economias primitivas, em que a colheita e a distribuição são constrangidas por dificuldades de transporte, os homens armados devem ficar assentados na terra, com direitos sobre as colheitas, se não for para recair no status de trabalhador.”




    

   O aspecto interessante de Clausewitz, que dizia que o propósito da guerra era servir para fins políticos, levou o mundo para as duas mais sangrentas guerras que a humanidade já conheceu, a Primeira e a Segunda Guerra. 





   A obra ainda trás uma viagem pela nossa história. Grécia, Roma, Egito... Embarcamos nas caravelas e aprendemos a cultura guerreira dos nativos americanos.

 ‘ A artilharia de Napoleão em Waterloo, por exemplo, contava
com 246 canhões que atiravam cerca de cem descargas cada
um durante a batalha. Em 1870, em Sedan, uma das mais famosas
Batalhas do século XIX, o exército prussiano deu 33 134 descargas.
 Na semana anterior à abertura da batalha do some, 1° de julho de 1916, a artilharia Britânica deu 1 milhão de tiros, num peso total de cerca de 20 mil toneladas de metal explosivo.’


      Não podemos negar que a nossa história esta intimamente ligada a forma como nos conflitamos. A evolução da guerra reflete a nossa evolução, seja tecnológica ou social.    Uma curiosidade, o exército que conhecemos hoje, não é tão antigo como imaginamos. Ele nasce da revolução Francesa. Claro que a revolução não tinha a intenção de formar cidadãos soldados, mas no fim foi o que aconteceu. Este é um fato interessante para compreendermos a formação da nossa contemporaneidade.


 

  Um livro obrigatório para estudantes de História, Sociologia e para aqueles que se interessam pelo tema.

 Ótima Leitura.

sábado, 2 de abril de 2016

A carga da Brigada Ligeira




      “Os sofrimentos, a coragem e a resignação exibidos na guerra da Criméia não foram desperdiçados em vão. Uma guerra menor, malsucedida e horrorosamente mal conduzida, mas que se revelaria de enorme importância. Ela originou profundas mudanças na condução dos assuntos militares, e até mesmo a incompetência que a caracterizou renderia bons frutos. Uma nova era de reformas no exército teve início, não apenas na Inglaterra, mas também na Europa e nos Estados Unidos: escolas de estado-maior foram inauguradas; modificaram-se as condições de comissionamento e promoção; e o serviço de saúde, a hospitalização, os suprimentos, os uniformes, o aprovisionamento, tudo foi analisado, estudado e aperfeiçoado. Acima de tudo, modificou-se a maneira de tratar o soldado raso. A bravura e a obstinada resistência do soldado raso na Criméia, pela primeira vez relatadas em jornais, constituíram-se em autênticas revelações. No início da campanha, ele era visto simplesmente como um brutamontes; ao final, como um herói. No exército, a assistência social, o sistema de educação física, os serviços de saúde, tudo isso surgiu como consequência da Guerra da Criméia. O sofrimento, assustador, não fora em vão.
   E isso quase poderia se caracterizado como um final feliz”


  





  TITULO:  A carga da Brigada Ligeira

   AUTOR: Cecil Woodham-Smith

   EDITORA: Biblioteca do Exército

   PAG.: 312







    Esta grande obra foi editada pela Biblioteca do Exército em 2005. Capas em Cartão 240g plastificado, mas belissimamente fosco e com orelhas. Todo o miolo em offset 75g, folhas um pouco finas, eu admito, da para ver o verso da folha enquanto lê, mas nada que atrapalhe.


   Os eventos narrados nesta obra, ocorreram durante a Guerra da Criméia.  Esta Guerra foi um conflito que se estendeu de 1853 a 1856, na península da Crimeia (no mar Negro), no sul da Rússia e nos Bálcãs. Envolveu,  de um lado o Império Russo e, de outro, uma coligação integrada pelo Reino Unido, a França, o Reino da Sardenha - formando a Aliança Anglo-Franco-Sarda - e o Império Otomano (atual Turquia). Esta coligação, que contou ainda com o apoio do Império Austríaco,  foi formada como reação às pretensões expansionistas da Rússia para alcançar o Mediterrâneo.


  Talvez nenhum evento militar, ocorrido no século XIX, seja tão bem resumido, do que a trágica e fútil Carga da Brigada Ligeira Britânica. As armas e o posicionamento superior do inimigo, associados à arrogância dos comandantes Ingleses, resultaram no massacre de centenas de bravos cavaleiros. Alfred Tennyson, resumiu o evento na celebre declaração: “ Não cabe a eles responder, Nem perguntar o porquê, A eles só cabe morrer: Dentro do vale da Morte Cavalgaram os seiscentos.”

  Talvez ele só tenha se confundido, pois os registros apontam cerca de setecentos cavaleiros, mas de qualquer forma  não deixa de ser trágico, ainda mais sabendo-se que ao final da carga, apenas 195 cavaleiros retornaram. Os números talvez não estejam exatos, outras fontes falam em 673 cavaleiros e a sobrevivência de pouco mais de 400, considerando aqueles que foram feitos prisioneiros.


    Mas a grande questão é: como este desastre foi possível? Para isto o autor faz um retrospecto da vida dos dois principais atores da tragédia, Lord Cardigan e Lord Lucan. Estas retrospectiva nos leva uma belíssima viagem pela Inglaterra Renascentista. A reverência do povo Inglês aos chamados Nobres e a pratica, defendida pelo parlamento, da compra das promoções dentro do exército, o que proporcionava à pessoas não qualificadas a assumirem postos de liderança, que seriam decisivos no resultado de Balaklava.

  “ É quase impossível retratar a deferência, a adulação e os extraordinários privilégios concedidos à nobreza na primeira metade do século XIX. Um nobre estava acima das leis aplicáveis aos outros homens. Ele poderia acumular dívidas e ninguém poderia prendê-lo. Quando um famoso grupo de farristas e perdulários, no qual se incluía Bea Brummel, faliu, somente um deles, Lord Alvanley, sobreviveu, ‘invulnerável por ser um nobre’, escreveu Greville. Um nobre poderia cometer um crime e nenhuma corte de justiça comum tinha jurisdição sobre ele.”

    Depois das vitórias sobre Napoleão, as honrarias militares eram mais desejadas que nunca. Assim, um nobre, com dinheiro, não poderia querer algo melhor, do que envergar um vistoso uniforme de General. E melhor seria se tivesse no peito uma condecoração de batalha.

                                       Victory Cross


   Então, esta foi a receita para o desastre da Brigada Ligeira. Comandantes despreparados, egocêntricos, individualistas e desprovidos de bom senso.


  Muito interessante nesta obra, é um retrato feito, pela autora, sobre a situação social da Irlanda no século XIX. Incrível, como que a maior parte da população se alimentava exclusivamente de Batatas. Relatos de senhores, com seus 60, 70 anos, que diziam que durante toda a sua vida não haviam comido outra coisa a não ser Batatas. Se quer sabiam o gosto de um pão. Esta situação se deveu, parte por uma política assistencialista errada, por parte da Inglaterra, ( Por isto devemos sempre rever a questão de políticas assistencialistas ), e por outro pelo talvez, ‘comodismo’ do povo. Um fato que merece estudo mais profundo com certeza.


    Depois do episódio, muito da culpa recaiu sobre o Lord Raglan, que na visão de Lord Lucan, havia enviado ordens mal redigidas, o que o levou a cometer o grande erro de colocar toda a cavalaria diante dos canhões Russos.


  Mas uma coisa não se pode negar, a coragem dos comandantes e a doutrina da tropa. Um General Francês que assistia ao ataque disse: “ Magnífico, mas não é guerra.”



“ Acima de tudo, o desastre foi fruto do sistema de comando do Exército Britânico. Oficiais despreparados e sem experiência exerciam o comando de divisões e brigadas em operações; o Estado-Maior desconhecia seus deveres e mostrava-se inteiramente incapaz de traduzir a intenção do comandante-em-chefe numa linguagem clara.”

   Sobreviventes da Carga da Brigada Ligeira

  Uma ótima leitura à todos!

terça-feira, 8 de março de 2016

O 12° Planeta


     


 “ Mas é claro que há um truque que ajuda a confirmar que essas descrições – de um sol com 11 planetas – representam o nosso sistema solar, pois os nossos acadêmicos nos contam que o sistema planetário do qual a Terra faz parte consiste do Sol, Terra e Lua, Mercúrio, Venus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Isto totaliza o Sol e dez planetas (Quando a Lua é contada como sendo um )

   Porém, não é o que os Sumérios diziam. Eles afirmavam que o nosso sistema planetário era composto pelo Sol e 11 planetas ( Contando a Lua ), e concluíam com firmeza a opinião de que, além dos planetas conhecidos hoje, havia um 12° membro do sistema Solar – O planeta de residência dos Nephelins.”









 TITULO:  O 12° planeta – Livro I das crônicas da Terra

   AUTOR: Zecharia Sitchin

   EDITORA: Madras

   PAG.: 400






         Este é um dos livros mais lidos e comentados pelos teóricos do Deus Astronauta. Se procurarem na internet vocês irão achar muitas informações e debates sobre o conteúdo deste livro. ( Coloquei um link ao final do post )

     Zecharia Sitchin, neste belo exemplar editado pela Madras, promove um longo estudo, desde as lendas Gregas, Romanas, Indianas, sobre a criação do mundo e como estas lendas tem uma origem comum, a região da Mesopotâmia, mas precisamente à civilização Suméria.  
    Falar nos Sumérios, não é remeter a primeira civilização tão somente, mas sim a mais abrangente e a mais avançada cultura que qualquer outra que veio em seguida. O que mais chama a atenção dos estudiosos é que os Sumérios ‘surgiram’ repentinamente e alcançaram uma civilização sem precedentes a cerca de seis mil anos atrás.


  Outra questão que intriga, é que o homem, durante dois milhões de anos tinha como única ferramenta a pedra lascada. Do ano 110.000ac ao 3800ac o homem simplesmente se transformou de simples coletores à agricultores, ceramistas, matemáticos, Astrônomos, metalúrgicos...


  A lenda suméria da criação do homem é incrível.  Segundo os estudos de Zecharia Sitchin este 12° planeta completa sua orbita a cada 3.600 anos. Os Anunnakis, nome o qual se referencia a estes habitantes do 12° planeta, teriam chego a terra por volta do ano 450.000ac. O objetivo da vinda era o de captar OURO e leva-lo para o planeta Niburu. 

   Vale lembrar que equipes de arqueólogos, se deparam, na África, com regiões que haviam sido locais de mineração a muitos anos. Próximo ao Pico do Leão foram descobertas evidências arqueológicas de mineração com data estimada em 26.000AC! Uma amostra, coletada de um poço, neste mesmo local, resultou em uma datação de aproximadamente 41000ac, com erro de 1600 anos para mais ou para menos. Isto ainda nos coloca da pré-história. Alguns cientistas chegam a sugerir que o Sul da África pode ter visto trabalhos de mineração a períodos anteriores a 100.000ac!!!!! Isto é realmente incrível.
   Lembremos ainda que o berço do homem moderno é nada mais nada menos que o Sul da África.


  Nem preciso comentar o fato de que este livro corrobora diretamente com o que é dito nos livros de Robson Pinheiro, principalmente o “Nephelins” e “Os Abduzidos”. ( http://www.capabordaefolhas.blogspot.com.br/2015/12/os-abduzidos.html ). Não se chegou a certeza sobre quando seria a próxima passagem de Niburu pelo nosso sistema. Alguns diziam que esta passagem se daria entre 2012 e 2013. Porém cálculos mais aprofundados dizem ser por volta de 3100 e já li algo em torno de 2440. Não sabemos ao certo. Mas, se toda esta teoria estiver certa, a passagem de Niburi pelo nosso sistema irá desencadear um verdadeiro holocausto na Terra.  E quem sabe ai toda a verdade virá à tona. Mas poderá ser tarde demais.

  Se quiserem saber um pouco mais, vejam o site:


 Boa leitura!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O Livro Perdido de Enki


   
    A História, como estudo do passado, é uma ciência. Existem metodologias que devem ser seguidas, métodos que não podem ser ignorados. A grande diferença para outras ciências é que a História não é uma ciência exata. Não é como a física, ou a Matemática que desde Aristóteles, Copérnico, Newton suas premissas são as mesmas. Por isto são chamadas exatas.

    Mas a História, e este que é o grande fascínio por esta ciência, ela é mutável. Trata-se de estudar o homem no passado, considerando os nossos atuais conhecimentos. A cada nova descoberta arqueológica, a cada novo documento encontrado nossa perspectiva do passado muda. Assim como muda a cada nova descoberta científica, a cada novo avanço do conhecimento tecnológico.

   Os historiadores do século XXI terão pela frente dois grandes desafios:
 - Lidar com um mundo que, por algum motivo, tenta abolir este conhecimento.
 - Lidar com as novas provas e achados arqueológicos que reescreverão a História da humanidade.



  




 TITULO:  O Livro Perdido de Enki

   AUTOR: Zecharia Sitchin

   EDITORA: Madras

   PAG.: 269









         Este livro é fruto de um trabalho de uma vida inteira, nos quais Zecharia Sitchin se dedicou, traduzindo tabuletas de argila Sumérias.

   “De acordo com Sitchin, Nibiru era o lar de uma raça extraterrestre humanoide e tecnologicamente avançada chamada de Anunnaki no mito sumério, que seriam os chamados nefilim da Bíblia. Ele afirma que eles chegaram à Terra pela primeira vez provavelmente 450.000 anos atrás, em busca de minérios, especialmente ouro, que descobriram e extraíram na África. Esses "deuses" eram os militares e pesquisadores da expedição colonial de Nibiru ao planeta Terra. Sitchin acredita que os annunaki geraram o Homo Sapiens através de engenharia genética para serem escravos e trabalharem nas minas de ouro, através do cruzamento dos genes extraterrestres com os do Homo Erectus. Ele afirma que inscrições antigas relatam que a civilização humana de Sumer na Mesopotâmia foi estabelecida sob a orientação destes "deuses", e a monarquia humana foi instalada a fim de prover intermediários entre a humanidade e os annunaki. Ele crê que a radioatividade oriunda de armas nucleares usadas durante uma guerra entre facções dos extraterrestres seja o "vento maligno" que destruiu Ur por volta de 2000 a.C. (segundo ele, o ano exato seria 2024 a.C.), descrito no Lamento por Ur. Ele afirma que sua pesquisa coincide com muitos textos bíblicos, e estes seriam originários de textos sumérios.”
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zecharia_Sitchin


      
     A teoria do Astronauta antigo, praticamente inaugurada por Von Daniken, não foi nada mais que olhar a história do homem com os conhecimentos do presente.

   Mas Sitchin foi além da metralhadora questionadora de Von Daniken, Sitchin foi atrás de respostas.

   A presente obra foi editada pela Madras no Brasil em 2015, mas fora originalmente lançada em 2002 por Blar & Company. São transcritas 14 tabuletas do que seria a memória de Enki, um descendente direto dos Anunnakis. Enki, foi pai de Marduk e casado com Damkina. Teve mais cinco filhos com concubinas além de filhos com fêmeas terrestres.

   O livro relata toda a saga dos Anunnakis na terra, desde sua chegada à cerca de 450.000 atrás.

   O livro é muito rico em alguns detalhes. Eu consegui ver claramente o paralelismo com algumas passagens Bíblicas do antigo testamento, assim como lendas mitológicas do antigo Egito e toda a região da Mesopotâmia. 


   



    Mas o que achei mais interessante foi perceber o conceito de religiosidade para estes “Deuses” e algumas dúvidas éticas, ou contrárias a certas normas, que não são explicadas.  Como por exemplo, na discussão que surge quando Enki leva a seu irmão Enlil, a proposta de se criar um ‘escravo’: (Pag 110)








    “ Enlil hesitava com as palavras: É um assunto de grande importância!
  Em nosso planeta, há muito tempo foi abolida a escravidão, os escravos são as ferramentas, não outros seres!
Uma nova criatura, nunca vista, você quer trazer à existência; A criação está somente nas mãos do Pai de Todo o Princípio!
  Assim disse Enlil, opondo-se; suas palavras eram severas.
  Enki respondeu a seu irmão: Não escravos, e sim ajudantes é meu plano!
  O ser já existe! Disse Ninmah. O plano consiste em lhe dar mais de nossa imagem já existente! Disse Enki Persuasivamente.
Com mudanças pequenas se pode conseguir, só é necessário uma gota de nossa essência!
 Este é um assunto grave, não é de mau agrado! Disse Enlil.
Vai contra as regras da viagem de planeta em planeta, proibiu-se pelas regras da vinda à Terra.
  Nosso objetivo é conseguir ouro, não substituir o pai de todo o Princípio!”

   A que regras ele estaria se referindo? Seria a confederação Galáctica? Seriam então seres Confederados? Isto rebate a tese de que os Anunnakis seriam Reptilianos, os quais eu de fato nunca concordei.

  Na religião destes seres, Anunnakis, existe a crença em um Ser Superior, mas que parece ser algo muito mais complexo do que o Deus considerado pelas nossas religiões terrenas. Esta mais para uma visão do nosso esoterismo, a cerca de um criador que seria pura consciência em nosso Universo. Aproxima-se mais a ideia presente no Livro de Urantia.

  

   
    Uma outra questão interessante do sistema de crenças destes seres, é a dualidade DESTINO x SORTE. Os resultados de suas ações na terra, são sempre pesados por este prisma. E por fim a questão do ciclo divino. O inicio é igual ao fim.

“ Ao lidar com o passado, o próprio Enki percebeu o futuro. A noção de que os Anunnakis, exercitando o livre-arbítrio, eram senhores de sua própria SORTE ( assim como a sorte da humanidade), abriu caminho à conclusão de que o DESTINO, afinal, determinava o curso dos acontecimentos, e, portanto – como reconheceram os profetas Hebreus – as primeiras coisas serão as ultimas” (pág. 15)

  Um livro que talvez traga algumas respostas aos buscadores. Mas que com certeza trará mais dúvidas. Não parecem, estes seres, terem uma noção sobre o mundo espiritual. Eles não falam sobre isto, ( Ou Sitchin não fez menção, devido ao seu sistema de crenças?) . Falam de morte, de ressuscitação, de um sopro divino que abandona o corpo no momento da morte, apenas isto.

   Se mesclarmos o conteúdo deste livro, com os relatos contidos nos livros "Nephelins - A origem", "Crepúsculo dos Deuses" ambos de Robson Pinheiro e "Colônia Capella" de Pedro Campos, começamos a montar um quadro incrível do nosso passado. 
  Mas a chave para desvendar este mistério é o reconhecimento de uma outra dimensão, onde nesta poderiam habitar os espíritos e seres de outra faixa vibratória. 


  Uma ótima leitura à todos!

Pesquisar este blog