segunda-feira, 17 de junho de 2013

Fundação e Terra






Imagine uma época, bem no futuro, em que a Terra fosse apenas lenda... Assim como Tróia o foi até ser desenterrada por Heinrich Schliemann. E este é o pano de fundo nesta continuação da saga Fundação.


TITULO: Fundação e Terra
  AUTOR: Isaac Asimov
  EDITORA: Aleph
  PAG: 460

 Este é o 5° livro da série. Na seqüência da saga, este é o último livro da série. Porém ainda existem outros dois, que na verdade contam a história antes da fundação.

  Golan Trevize, o historiador Janov Pelorat, e a sua companheira do planeta Gaia partem numa jornada para encontrar o planeta ancestral da humanidade, a Terra. O propósito da jornada é descobrir a razão por trás da escolha de Trevize sobre o futuro da Galáxia, Galaksia.


 Primeiro, eles viajam a Comporellon, um planeta que reclama ser a colônia mais antiga da galáxia. Comporellon é único cuja história se perde no tempo e assim faz jus ao reclame. Ao chegar, eles são aprisionados, mas negociam suas solturas, de uma forma bem especial... Eu não esperava ver, ou melhor, ler, estas cenas picantes, vindas de Asimov. Lá, eles encontram as coordenadas de três outros planetas. Trevize apreende que esses planetas devem estar próximos da origem e talvez contenham pistas.

  O primeiro planeta que eles visitam é Aurora, onde não parece ter havido presença humana há milênios, e onde Trevize quase é morto por uma matilha de cães selvagens  presumivelmente os descendentes dos cães domésticos há muito abandonados pelos donos. Ele escapa graças a manipulação mentalicamente de Júbilo, a Gaiana.
Em seguida, eles vão a Solaria, onde descobrem que os Solarianos manipularam os próprios genes e evoluíram em hermafroditas auto-reprodutores. Os solarianos continuam tão intolerantes à presença e ao contato humano como os seus antepassados. Eles também evoluíram a capacidade mentálica de canalizar ("transduzir") grandes quantias de energia, e lhes basta a transdução como única fonte energética. Os solarianos intencionalmente evitam fazer qualquer contato entre si, exceto via holografia à distância, e usam reprodução clonada e engenharia genética para substituir quem morrer e assim manter a população no mesmo patamar. Neste planeta o Trio se envolve em uma trama que quase os leva a morte. E na fuga encontram uma pobre criança que seria sacrificada. Eles então partem de Solaria, agora em quatro.

  Eles seguem então para Melpomenia, o planeta da terceira e última coordenada. O planeta é desabitado, e mais, tem uma atmosfera rarefeita e irrespirável. Usando trajes espaciais, Travize e Pelorat entram numa biblioteca, e lá encontram, gravadas numa parede, coordenadas para todos os planetas que foram colonizados pela primeira geração de colonizadores espaciais. Ao voltar para a nave, eles percebem que um estranho musgo de rápido crescimento havia-se prendido nas juntas dos seus trajes, aparentemente se alimentando de minúsculas porções vazadas de gás carbônico. Com as coordenadas de mais 47 planetas, Janov e Trevize extrapolam as coordenadas e pela dedução lógica que os primeiros colonizadores partiram em todas as direções tendo a mesma origem, eles traçam uma esfera com as coordenadas dos 47 planetas, no centro da qual deveria estar a origem, a Terra. Dois sistemas estão próximos do centro. Um é uma estrela binária, marcada no mapa como um sistema habitado, embora haja uma interrogação onde deveria estar marcado o seu status. O outro não é um sistema mapeado, e portanto bem mais provável de ser o Sol, especialmente ao se considerar que nenhuma das lendas dizia que a estrela da Terra era binária. Eles decidem, porém, por visitar primeiro o sistema binário, porque lá podem obter mais dados antes de confrontar a própria Terra.


Eles seguem para o sistema binário, que se revela ser Alpha Centauri. Eles encontram uma colônia formada por habitantes que abandonaram a Terra há milênios. Neste planeta a única terra firme é uma ilha de 250 km de comprimento e 65 km de largura, Não se sabe por certo se todos os sobreviventes da Terra foram viver em Alpha.
Os nativos, que chamam seu planeta e lar de Nova Terra, são amigáveis. A verdade crua é que os nativos secretamente planejam matá-los, para prevenir que qualquer brisa da existência da Nova Terra chegue aos ouvidos do resto da galáxia — os nativos tem paranóia de ser conquistados e saqueados por outros planetas.
Com a certeza de que, se Alpha não era a Terra, era pelo menos muito próxima desta, eles se dirigem ao sistema vizinho.


Ao entrar no sistema solar, eles percebem que algumas lendas sobre a Terra eram reais. De fato, o sexto planeta do sistema tem anéis muito proeminentes, muito mais do que qualquer outro gigante gasoso. Além disso, o terceiro planeta, o único à distância certa do Sol para abrigar vida, possui uma Lua anormalmente grande para um pequeno planeta rochoso. Só pode ser a Terra.

Ao se aproximar da Terra, eles descobrem, para tristeza, que as histórias que ouviram sobre a Terra, não eram lendas. A Terra emitia tanta radioatividade que não poderia abrigar vida. 

Prestes a desistir, observam a lua, e em  como se parece com um planeta. Rastreando a superfície da lua  são surpreendidos por uma força de tração que os puxa para dentro duma enorme caverna lunar. Ao pousar, são recebidos por R. Daneel Olivaw, que lhes explica como ele tem a humanidade em segredo por muitos milênios  de fato, desde a época de Elijah Baley, muito antes de haver Fundação ou Império Galáctico. Ele era responsável pela colonização de Alpha, pela criação de Gaia, e pela criação da Psico-história. Ou seja, toda a saga Fundação fora idealizada pela sua inteligência, de mais de 20 mil anos de vida. Após ouvir Daneel, Trevize confirma a decisão de então. Ele percebe,  que a humanidade precisa de união como há em Gaia.

 Daneel diz que o seu cérebro positrônico está se deteriorando. Para prosseguir na tarefa de liderar e proteger a galáxia, ele precisa fundir o seu cérebro positrônico com o cérebro biológico avançado de Fallom. Isto lhe daria o tempo necessário para supervisionar a criação de uma Gaia galáctica, a Galaksia.
Daneel explica que a Psico-história e Gaia foram instrumentos para atar a divisão que sempre houve entre os indivíduos. Esta é a única maneira de pôr fim à longa guerra da humanidade e de lhe dar força e união para repelir uma invasão de seres inteligentes doutras galáxias que há-de vir um dia. 

 No fim no livro, faz-se a terrível sugestão de que talvez o futuro inimigo já esteja entre nós, na forma da estranha criança Fallom. Ou na fusão Fallon e Daneel.

 Toda a saga é fantástica. Nos faz pensar um pouco de fato, em nosso futuro, como humanidade.
 Boa leitura.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Limites da Fundação.




  
Estou tão viciado na “Fundação” de Isaac Asimov, que outro dia uma policia rodoviária me parou e eu quase soltei um: “- Eu sou da Fundação.” Nossa, que doideira, acho que ele iria me achar um louco... 


 TITULO: Limites da Fundação
  AUTOR: Isaac Asimov
  EDITORA: Aleph
  PAG: 405

     Este é o 4° livro da série. Depois de 500 anos o plano Seldon continua seguindo perfeitamente. E o problema é este, seguindo bem até demais. 

  Ao contrário dos anteriores, este livro pode ser tratado como um único livro. Porem faz muito mais sentido se você ler a trilogia.

  Golan Trevize, um conselheiro da fundação, de Terminus, é exilado pela Prefeita. Tudo por conta de um suposto discurso subversivo de acreditar ainda na existência e sobrevivência da Segunda Fundação. A prefeita então lhe sede uma nave e uma missão: procurar pela tal Segunda Fundação, só podendo voltar caso a encontrasse. Mas não é uma nave qualquer, é uma gravitacional, com um super computador capaz de realizar múltiplos saltos pelo hiperespaço. Como disfarce, leva um historiador, Janov Pelorat, obcecado pela procura do planeta original da humanidade, a Terra, que não se sabe a localização. 

 Oficialmente, Trevize e Pelorat saem à procura da Terra, e no seu caminho passam em muitos planetas, que  não são tão respeitosos em relação a Fundação.
Em paralelo, é contada a história de Stor Gendibal, um membro proeminente da Segunda Fundação, que desenvolve uma teoria de que existiria alguma força “mental” que  poderiam ir contra a Segunda Fundação. E como prova descobre uma nativa do planeta que sofreu uma pequena alteração mental, tão sutil, que não poderia se tratar de algum membro da segunda fundação. A alteração em sua mente é mais delicada do que qualquer toque possível pela Segunda Fundação, de forma que se cria a suspeita que algum tipo de mentálicos mais poderosos está agindo através da galáxia. 

  As suspeitas recaem sobre Trevize até então,  e é enviado em uma missão para observar suas ações, em busca de encontrar seja lá que força superior está interferindo nas mentes da galáxia.


Trevize e Pelorat acabam encontrando Gaia, um planeta vivo, onde todos os seres vivos e até os inanimados compartilham uma consciência, com poderes suficientes para alterar a mente de qualquer ser humano. Trevize, encurralado pela Prefeita da Fundação e Gendibal, é chamado a escolher entre a Fundação, a Segunda Fundação e Gaia, como modelos para o futuro da humanidade. 

 Um final surpreendente, que prepara o leitor para o próximo livro, “ Fundação e Terra.”

 Boa leitura

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A igreja Gnóstica




Gnose é uma palavra originada do termo grego, gnosis, e significa conhecimento. Portanto, o gnóstico, sendo o detentor da gnose, é aquele que foi realmente iniciado em seu mundo interior, ou seja, adquiriu o autoconhecimento pleno, o “conhece-te a ti mesmo”.
 O Gnosticismo foi considerado um movimento herético pelos Cristãos ortodoxos. Mas quem de fato eram? O que pensavam? Que fé professavam?


TITULO: A Igreja Gnóstica – Tradição Huiracocha
AUTOR: A. Krumm Heller
EDITORA: Madras
PAG.: 158

 Mas uma obra brilhante editada pela Madras. O padrão da qualidade comum nas publicações da Madras. Este livro parece ter sido “encomendado” pela Fraternidade Rosicruciana Antiqua. Mas não tira em nada o valor da obra, que é o de apresentar a filosofia Gnóstica.

 
A Igreja Gnóstica considera-se como uma das detentora da missão de transmitir a Sabedoria Gnóstica para iluminar a humanidade a cerca de seu potencial espiritual latente. Essa iluminação surge sob a forma de um conteúdo teórico sobre a natureza da Realidade, como acerca de questões práticas relacionadas com os exercícios mais adequados para alcançar um estado de consciência, através das limitações dos efeitos paradoxais do corpo no seu funcionamento correcto.
Segundo os ensinamentos gnósticos adotados pela Igreja Gnostica a consciência, em si um elemento divino, permite-nos participar e crescer (evoluir) espiritualmente de acordo com o nosso lugar na ordem eterna.
O conteúdo conceitual acerca dos mecanismos internos do estado de plenitude baseia-se principalmente em sabedoria gnóstica adquirida (particularmente em Pistis Sophia), em que a instrução prática decorre significativamente das tradições místicas ocidentais de tantra e ioga. Oscilando sem rupturas entre a asserção literal e a alusão alegórica, o gnosticismo contemporâneo fortalece a eficácia espiritual dos ensinamentos através de frequentes referencias a psicologia junguiana.
O esoterismo antigo, o misticismo ocidental e a psicologia moderna concorrem deste modo para instruir, orientar cosmicamente e libertar espiritualmente a centelha divina que é a consciência humana.
 O que acho mais interessante no Gnosticismo, é esta fusão entre os conceitos Religiosos e esotéricos com uma única finalidade.

Todas as controvérsias que surgiram nos primeiros tempos do cristianismo – e que ainda são alimentadas no mundo moderno - são devidas, justamente, ao fato de a Gnose designar um conhecimento mais profundo das verdades dogmáticas que eram apresentadas aos fiéis da época. Teódoto, por exemplo, conceituava que "a filosofia gnóstica é como uma espécie de visão imediata da verdade", ou seja - e isso é muito importante: gnose é algo distinto da simples erudição adquirida através de leituras e estudos teóricos. Especialmente nos dias atuais, quando a ciência e a educação preconizam um conhecimento puramente intelectual, empírico e mecânico, isso se torna importante.

Sem nenhum ranço de fanatismo, e apenas para salientar um aspecto da gnose em seu mais exaltado grau, o fato é que as lideranças políticas e religiosas de todos os tempos sempre temeram e detestaram a gnose e os gnósticos justamente por causa da implicação social das possibilidades que esse conhecimento oferece: um gnóstico não depende de ninguém e de nada porque se desapegou de tudo e de todos; vive de Deus e para Deus.

Para melhor compreender a profundidade das implicações dessa realidade, basta examinarmos algo da história e das tradições religiosas antigas. Por exemplo, Jesus respeitava as leis, a sociedade, a família, o governo, tudo. Mas, não era dependente do sistema religioso da época. Reuniu tal poder em si mesmo que, literalmente, podia tudo. Moisés, pelo poder divino que reuniu em si, conseguiu libertar o povo judeu do cativeiro no Egito, contra a vontade do Faraó. Buddha, quando conheceu a realidade da vida, largou tudo e buscou a iluminação (ou libertação do jugo e dos poderes da matéria). Enoch, pela sua fé e devoção, foi levado ao céu em corpo e alma. Isaías foi serrado ao meio porque se negou a comer alimento servido aos ídolos ou falsos deuses. Sócrates tomou cicuta e morreu feliz defendendo suas idéias até o último instante. Jâmblico, o grande mago, podia materializar Anjos e Deuses, e com eles conversava frente a frente. Samael Aun Weor, no século XX, devotou toda sua vida a aplainar os caminhos e a preparar o terreno para a vinda do Cristo em Aquário (algo que deve suceder após a Grande Catástrofe)
.”

 Do site: http://www.gnose.org.br/conteudo/gnose_e_gnosticismo/ 

  
O livro não trás um estudo histórico do gnosticismo. Trata-se de uma doutrinação gnóstica, ou melhor, um ensino do que é a filosofia gnóstica.                                        Boa leitura;


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fundação e Império / Segunda fundação






Ontem terminei de ler o ultimo livro da trilogia “Fundação”. Uma pena. Agora estou atrás dos outros quatro volumes.



 TITULO: Fundação e Império / Segunda Fundação
 AUTOR: Isaac Asimov
 EDITORA: Aleph
 PAG: 244 / 234

  Na continuação da saga, as previsões de Hari Seldon continuam guiando a fundação. A única coisa não previsível seria a ação de um indivíduo. Somos então apresentados ao “MULO”. Um ser mutante, com poderes mentais capaz de alterar as emoções de toda uma civilização. 

Na primeira parte nos é contado como o Império Galáctico, já então em colapso, lança um ataque contra a Fundação. O ataque é liderado pelo General Bel Riose, um comandante de capacidade inigualável. O Império, apesar de ser só uma sombra do que já foi outrora, ainda retém muito mais recursos e homens do que a Fundação. A Fundação oferece dinheiro ao general em troca de uma trégua, mas ela é rejeitada. Resta a Devers, um cidadão da Fundação, interceptar uma mensagem que resume todas as últimas atividades do general e fugir para Trantor, a capital imperial, na esperança de convencer o imperador a tirar Riose da linha de frente. O desfecho desta trama é surpreendente.

Esse desfecho é o resultado inevitável das forças psico-históricas, ou do "plano Seldon". "Sob um imperador fraco, um general de sucesso teria bem mais a ganhar ao dar um golpe em Trantor do que ao sair em conquista de regiões distantes da galáxia. Um general fraco, é claro, não é ameaça nenhuma para a Fundação, mesmo sob um imperador forte. Um imperador forte, num império em declínio, não poderia ele mesmo se arriscar a deixar o planeta central para fazer guerra na fronteira, porque logo as intrigas da corte elevariam um substituto no trono. A única ocasião na qual haveria uma real ameaça para a Fundação seria quando houvesse ambos um imperador forte e um general forte; o general não poderia derrubar o imperador, então a sua ambição seria divergida para a fronteira". Um imperador forte, entretanto, é justamente aquele que não permite que ninguém mais fique poderoso demais; um imperador forte mataria um general competente antes que ele pudesse representar um perigo ao trono. A história confirmou a previsão psico-histórica. Em qualquer caso que seja, a Fundação é invulnerável.

 Fica muito obvia neste livro, a ligação da trama com o império Romano.

Na segunda parte aparece o Mulo. Não vou estragar a surpresa comentando esta segunda parte. 

No terceiro e último livro, “ Segunda Fundação”, descobrimos de fato o que vem a ser a segunda fundação. Enquanto que a força da Primeira Fundação vem do domínio do mundo físico, do conhecimento atômico, a força da Segunda vem do domínio da mente, inclusive o aprofundamento da ciência da psico-história. A sua função, ao que parece é garantir que o Plano Seldon se dê à risca, tanto através do refinamento da matemática e das previsões do Plano quanto através da resolução de imprevistos. A Segunda Fundação é governada por um conselho dos mais capazes, chamados de Oradores. Apesar desse título, que denota a fala, naturalmente não é preciso falar, pois utilizam amplamente a telepatia. O líder do grupo tem o cargo de Primeiro orador. Que é mais um título, similar ao orador que abria os trabalhos no senado Romano.

 A estrutura da Segunda Fundação é baseada em num complexo predial em Trantor, os únicos prédios que sobreviveram ao Grande Saque, que vivem e trabalham vários técnicos e analistas. Dentro desse complexo vão os relatórios dos agentes enviados a todas as partes da galáxia; é com base nesses relatórios que ações são tomadas para proteger o curso do Plano Seldon.

  A leitura desta trilogia, principalmente este último livro, requer certa atenção, pois a quantidade de personagens as vezes nos faz perder a linha do enredo.
 A idéia de que toda nossa vida já estaria pré destinada por um plano invisível é bem explorada por esta série. E não importa o que fazemos, achando que estamos no controle, mas tudo leva ao desfecho o qual foi pré-destinado.

 E quem sabe não estamos todos nós sujeitos ao plano Seldon, o qual chamamos simplesmente de  “destino”.

 Boa leitura!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Fundação - Isaac Asimov



   

Sempre quando começava a conversar com um amigo meu sobre livros interessantes ele sempre comentava sobre este autor. Cheguei a comprá-lo por duas vezes na internet, porem a compra era cancelada, pois não havia estoque, nem previsão de entrega. Finalmente, na terceira vez, consegui... Comprei logo toda a coleção. E o primeiro livro foi...



TITULO: Fundação
AUTOR: Isaac Asimov
EDITORA: Aleph
PAG: 238

  Novela escrita em 1950, é a obra máxima de Isaac Asimov. Em 1966 foi eleita a melhor obra de ficção científica  de todos os tempos, superando inclusive “Senhor dos Anéis” e “John Carter”.  

 A editora Aleph relançou em 2009 esta coleção. Agora em 2013 lançaram um Box com os três volumes principais da série, que ainda se desdobram em outros quatro volumes.


 Este primeiro livro “FUNDAÇÃO” conta a história de um grupo de cientistas, liderado pelo sábio Hari Seldon, que através de um ciência, a Psico-História, conseguem predizer o futuro da humanidade. E este futuro é a ruína da humanidade, que mergulhará em uma era de Barbárie. 

 O futuro é inevitável, porém existe uma possibilidade de encurtar o tempo de barbárie reunindo todo o conhecimento da humanidade em uma grande enciclopédia Galáctica.
 O livro é uma grande analogia a queda do Império Romano, a ascensão da Igreja, ao Feudalismo e ao Mercantilismo. 


 Resumo da obra:
“Chamado para responder a julgamento em Trantor por acusações de traição -- por prever a queda do Império Galáctico -- Seldon explica que a sua ciência de psicohistórica pode ver várias alternativas, todas que terminam com a eventual queda do Império. Se a humanidade seguir naturalmente este caminho, o governo cairia e trinta mil anos de conflitos iriam afligir a espécie humana antes da criação de um Segundo Império. Entretanto, um caminho alternativo diminuiria este período de hiato em apenas mil, se Seldon fosse permitido a reunir as pessoas mais inteligentes do planeta e criar um compêndio de todo o conhecimento humano, a Enciclopédia Galáctica. A banca permite a reunião de Seldon, com a condição de que eles fossem exilados para o longínquo planeta de Terminus. Seldon concorda e reúne sua coleção de Enciclopedistas, e cria as duas Fundações em "extremos opostos" da Galáxia.Isto não fica muito claro no inicio, na verdade só tomamos real conhecimento da “outra Fundação” no segundo livro da Série.
Em Terminus, os seus habitantes enfrentam calamidades. Quatro planetas recém declarados independentes estão ao seu redor, e os Enciclopedistas não tem defesas além de sua própria inteligência. O Prefeito da Cidade de Terminus, Salvr Hardin, propõe jogar os planetas uns contra os outros. O seu plano é um sucesso, e a Fundação se mantém intocada. Hardin é promovido e declarado Prefeito de toda Terminus. Enquanto isso, as mentes da Fundação continuam a desenvolver tecnologias novas e melhores do que as contrapartes imperiais. Usando sua vantagem científica, Terminus desenvolve rtoas de comércio com osplanetas próximos, eventualmente os conquistando quando sua tecnologia se transforma em uma comodidade essencial para a manutenção de suas vidas. Comerciantes interplanetários, mercadores, eventualmente se tornam os novos diplomatas em outros planetas. Um dos mercadores, Hober Mallow, torna-se poderoso o suficiente para desafiar e ganhar o governo, tornando-se Prefeito da Fundação. Cortando suprimentos de outros planetas de uma região, consegue ganhar cada vez mais mundos para o alcance fundacional.”

 Um livro que prende desde a primeira página. 

 Ótima leitura.

domingo, 14 de abril de 2013

Sociedades Secretas



  


Maçonaria, Rito Escocês da Estrita Observância, Martinistas, Iluminati, Rosa-Cruzes, Carbonários, Decisi, Sublimes mestres Perfeitos, Priorado de Sião e alguns outros. O que eles têm em comum?

 São todos ditos como Sociedades Secretas. Se você procurar no Wikipédia o significado deste termo, encontrará apenas:
 Sociedade secreta é uma associação de iniciados que tiveram acesso a certos mistérios e que acreditam que estes segredos não devem ser compartilhados com as demais pessoas, por elas serem incapazes de compreendê-los.”



TITULO: A mitologia das Sociedades Secretas.
AUTOR: J.M. Roberts
EDITORA: Madras
PAG: 400

 A editora Madras publicou em 2012 esta fascinante obra dos anos 70. Trata-se de um dos mais ricos estudos sobre o tema. Segundo o The Guardian:”O guia mais lúcido disponível pela selva desse submundo ideológico e político(...)”

 Só um aviso, não se trata de um romance, trata-se de um trabalho investigativo. Por tanto não é um livro, digamos, daqueles para se ler na hora de dormir. Eu que já estou acostumado a estes tipos de leituras e demorei cerca de dois meses para ler o livro. 

 Ao fim de cada capitulo estão listadas todas as referências apontadas ao longo do mesmo.Por vezes é interessante você dar uma parada na leitura e verificar a nota antes de prosseguir. Em média são cerca de 100 notas por capítulo. Entendeu porque da demora...

 Eu aconselho a todos os buscadores que leiam este livro. “Vivemos em uma época em que as teorias da conspiração são abundantes e a sensação de existirem planos secretos para o domínio do mundo sob o disfarce de cultos religiosos ou sociedades secretas talvez seja algo considerado mais sério do que nunca.”


 As pessoas mais fracas, ou sem o devido conhecimento, não conseguem entender a dinâmica da sociedade e atribuem a falência do seu status quo a uma engendrada manobra, dirigida por entidades que “controlam” as coisas através de um governo paralelo. No entanto estudos mas apurados, mostram que o desenrolar dos acontecimentos nada mais são que resultado da evolução natural da sociedade. Um exemplo bem claro disso que acabei de expor, é a Revolução Francesa. Inclusive que é alvo de um longo estudo neste livro.

  Uma sociedade secreta muito em voga nestes dias, é a Iluminati. Graças ao livro de Dan Brown, que, me desculpem seus fãs, não terá livros seus comentados neste blog. Mas se você quer conhecer sobre esta tal Sociedade Iluminati, esta nesta obra.

“ Todas as instituições humanas podem ser descritas em termos de função, mitologias, assim como de outras maneiras. Todas são respostas a uma necessidade de controlar a realidade. Elas propiciam esse controle fornecendo uma interpretação do tema que parece satisfatória e, portanto, dá à pessoa que aceita o mito a oportunidade de se separar do fluxo de acontecimentos que tem de interpretar e um ponto de vista, como se fosse exterior aos acontecimentos. (...) Em qualquer caso, ganha um sentido de controle sobre a realidade, que pode até ser demonstrado por ação deliberada em alguns casos, não por ser uma ilusão.”



 Depois de ler este livro, tenho certeza que não verá mais aquelas teorias da conspiração com os mesmos olhos.

 Boa leitura.

domingo, 7 de abril de 2013

Calendário Maia






 Agora que esta euforia em torno de 2012 passou, chegou a hora de falar sobre este livro.

 Não queria falar antes de Dezembro de 2012, para não parecer que estava embarcando neste “modismo” de 2012. Muitas pessoas confundem as informações. 



 TITULO: Calendário Maia
 AUTOR: Diana de Assis
 EDITORA: Nova Era
 PAG: 285

 Para começar, duas coisas que achei demais neste livro, uma foi o mini calendário Maia, bem ilustrativo. E a segunda foi que o livro em nenhum momento embarca nos devaneios do Dezembro de 2012.

 Diana de Assis é Fonoaudióloga e Professora de Inglês. Porém sempre foi uma curiosa. Embarcando no caminho do auto conhecimento, permeando pelo mundo do esoterismo, estudou muito e no fim nos brindou com este belo trabalho. 

 A maioria das pessoas já ouviram falar no calendário Maia, mas se quer sabem como é o Calendário Maia. Qual sua origem? Sua simbologia?
 Se você quer conhecer e saber o que é o Calendário Maia, este é o livro para você começar.

“Segundo a revelação das profecias maias, existem na terra, hoje em dia, seres provenientes de quatro origens estelares, que formam as raças que compõem a humanidade. Alguns vieram de Sírius, uns de Órion, outros de Arcturus e outros ainda das Plêiades. Cada uma dessas origens estelares formou uma das raças da atual humanidade, combinando quatro códigos genéticos diferentes. Alguns indivíduos de cada raça evoluíram e se tornaram mestres espirituais, enquanto outros se entranharam cada vez mais na densidade tridimensional e no mais profundo esquecimento de onde provêm.
 O Calendário Maia é o instrumento deixado por Pacal Votan, o grande avatar da civilização Maia, para recuperarmos a memória, nos sintonizarmos com o centro galáctico e nos reinserirmos na fraternidade Galáctica. (...)
É chegado o momento para cada um de nós resgatar sua memória ancestral e utilizar este instrumento que nos foi legado por uma das culturas mais complexas e misteriosas deste planeta. O tempo das grandes transformações se aproxima, e o Calendário Maia está à nossa disposição para nos guiar através da transição entre duas etapas de enorme importância para o futuro da humanidade e do planeta Terra.”

  O livro ainda nos ensina a achar o nosso selo. Ou seja, a nossa origem cósmica. Eu fiquei surpreso quando achei o meu selo e li sobre o mesmo. Trás muita luz, no que sinto intimamente e por vezes tenho vergonha de externar. Para quem gosta de trabalhar com meditação e energias esta parte é bem interessante.


 Existe um longo discurso sobre o ego e em como o mesmo atrapalha o nosso desenvolvimento pessoal. Isto é bem interessante, pois Diana não é espírita e seu discurso, apesar de ser voltado ao calendário, segue em paralelo aos ensinamentos da doutrina espírita no que tange a este assunto.

 No fim acabamos percebendo que muitas coisas estão conectadas. E ampliamos nossa percepção. E acredito que este seja o objetivo que buscamos.

  Boa leitura

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