quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dragões - O diamante no lodo não deixa de ser diamante.



  “ Eles são seres humanos, integram nossa raça. Inteligentes. Com larga soma de conhecimento das leis divinas e com rara habilidade de manipular as energias naturais. Conhecem a psicologia da alma, avançaram em tecnologia e são tenazes na busca de seus ideais. Adquiriram o domínio do inconsciente, tornando-se manipuladores dos sentimentos. Foram transmigrados de vários planetas em levas de bilhões de criaturas rebeldes aos sublimes estatutos de Deus, para recomeçarem a caminhada evolutiva no reerguimento de si próprios perante a consciência.”
 Magister Seraphis Bey, mestre do templo de Luxor.



TITULO: Os Dragões
 AUTOR: Wanderley Oliveira
 EDITORA: Dufaux
 PAG.: 500

 Mais um livro que comprei na Bienal deste ano. Este livro, escrito pelo espirito de Maria Modesto Cravo, uma mulher que teve uma vida devotada a ajudar aqueles que sofriam deste e do outro lado da vida.


 “Maria Modesto Cravo nasceu na cidade de Uberaba-MG, em 16 de abril de 1899. Teve formação católica, casando-se aos 17 anos com Nestor Cravo, em 1915. No ano seguinte transferiram residência para Belo Horizonte e tiveram como filhos: Eurythmia, Euclydes, Ermelinda, Eduardo, Erasto, Esdras e Erasmo.
Maria Modesto teve importante participação no nascente movimento espírita em Uberaba, juntamente com a participação de seu pai e sua tia. (...)
Recebendo orientações de Bezerra de Menezes, a respeito do trabalho desenvolvido do Ponto, o grupo recebe orientação para iniciarem a construção do Sanatório Espírita de Uberaba, sendo sua planta recebida mediunicamente por Maria Modesto. Em 6 de janeiro de 1928, a pedra fundamental é lançada pelo presidente do Centro Espírita Uberabense, médico sanitarista Henrique von Krugger Schroeder. Em 31 de dezembro de 1934 o Sanatório é inaugurado, exercendo o cargo de diretor clínico, o dr. Inácio Ferreira.
Junto ao Sanatório Espírita, o trabalho de Maria Modesto foi constante, tendo a benfeitora encontrado ainda tempo para auxiliar na fundação da União da Mocidade Espírita de Uberaba (UMEU), em 1940.
Em julho de 1963, devido a sérios problemas de saúde, Maria Modesto Cravo transfere-se para Belo Horizonte, retornando à Pátria Espiritual em 8 de agosto de 1964, vitimada pelo câncer.”
(http://www.correiofraterno.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=94&Itemid=37)


  Nesta obra, que a principio me deu a entender que se trataria de um estudo mais profundo dos Dragões, na verdade discorre mais sobre os laços carmicos que mantemos, mesmo quando somos iluminados pelo conhecimento espírita.
 Explica-se sobre o “transporte da arvore evangélica” e a escolha do Brasil como destino de muitos seres provenientes da Europa e que possuem grandes laços carmicos entre si.

  Para quem leu a série “Reino as Sombras” de Robson Pinheiro, vai perceber que a visão de Maria Modesto, no que ela considera como sendo os Dragões, na verdade são seus comparsas, os magos negros, cientistas e até mesmo spectros. Que por algum motivo é considerado na sua visão como sendo todos “Dragões”.

 O resgate de seres já degredados em sua forma física, tal qual Robson Pinheiro relata na série, porém de forma mais crua na arte de descrever os fatos são também temas abordados. Neste ponto é inserida a missão do grande Chico Xavier. E então pude entender porque Chico Xavier sempre se apresentou como aquela figura frágil, com aparência de um cansaço permanente, apesar da vitalidade que transbordava na sua fala.

 “ A arrogância é a manifestação mais evidente do egocentrismo humano. Arrogância à luz dos princípios espirituais pode ser definida com manifestação sombria do ego humano, a parte inferior do egoísmo que, na escala evolutiva, é um legítimo princípio de ascensão que assegura a funcionalidade do instinto de conservação.
 O egoísmo é uma semente divina cocada no homem para o bem. O livro dos espíritos deixa isso claro na questão 907. O EXCESSO, ou seja, a paixão exclusiva por si mesmo, é a arrogância, uma forma hibrida e adoecida do ego.”

  No livro, Maria Modesto ainda nos alerta para as dificuldades que passarão a doutrina Espírita, que vem sofrendo ataques constantes daqueles que não desejam que a humanidade adquira sua evolução espiritual.

 “ Somos devedores de Cristo, dona Modesto. O que melhor pudermos oferecer uns aos outros em nome do amor legítimo é apenas oportunidade e benção da existência em favor de nós mesmos.”

“É preciso compreender: nós, os seguidores do pensamento espírita, devemos primar pela união do pensamento em torno da doutrina, e não em torno da interpretação doutrinária. União não é fusão.
Podemos ser e estar unidos sem que estabeleçamos regras de conduta para o outro seguir. Também não precisamos excluir aqueles que não pensam como nós. O projeto do Alto é conseguir a unificação, e não a padronização.
Unir sem perder as características.
Unir conservando o direito de pensar diferente.
Unir sem perder a individualidade.
Unir, respeitando a pluralidade.
Unir sem nos transformarmos em máquinas humanas.
A união pressupõe respeito ao outro, sem que ele, o indivíduo ou o centro, seja marginalizado.”
(http://www.robsonpinheiro.com.br/mediunidade/psi_mensagem3.html)

  Uma ótima leitura para todos!

sábado, 21 de setembro de 2013

Vai amanhecer outra vez



“Vivemos em um mundo de constantes questionamentos, tendo em vista os acontecimentos cotidianos que chocam as almas mais sensíveis, tamanha a dimensão da violência no mundo, a miséria que assola milhares de pessoas, o desrespeito que impera nas diversas classes sociais, as catástrofes causadas pela natureza em que uma multidão perde a vida.

 A vida é a grande escola que nos dá as respostas a todas as questões. Sabemos que estamos na terra para evolução espiritual, não somente nossa, mas de toda a humanidade. Os caminhos são diversos, mas todos levam ao objetivo maior. Nesse aprendizado, temos então as lições de casa, o exercício da disciplina e da responsabilidade de nossas escolhas.
(...)”



TITULO: Vai amanhecer outra vez
 AUTOR: Rick Medeiros
 EDITORA: Madras
 PAG.: 166

  Este foi um dos livros que comprei na Bienal deste ano. Uma bonita editoração da Madras Editora. Um livro “fino” e gostoso de ler. Já havia lido um outro livro do Medeiros, - link -, este segue o mesmo estilo. O tema ainda é em torno da lei do carma. Um assunto muito interessante e neste livro ele fala um pouco sobre o carma que existe entre os Judeus e os Arianos que levaram ao holocausto.

 Nesta obra acompanhamos a trajetória do espírito Andrew, que se prepara para voltar para a terra como um consolador. Mas para isto ele terá que passar por treinamentos e nós, leitores, vamos juntos neste aprendizado.

 Andrew é um ser completamente apaixonado pela terra, apesar de não entender bem o porque. No seu aprendizado ele descobre que sua experiência como humano começou junto com as primeiras vidas da terra.

 Uma mensagem das muitas mensagens que o livro trás, e a que achei mais forte é que “ Nós encarnamos para evoluir. Mas ainda ha mais. Nós reencarnamos para que toda a humanidade possa progredir.”

 Ao termino dos capítulos o autor nos propõe alguns exercícios de meditação. São palavras, como um mantra, par podermos refletir. Um deles, chamado o Exercício do Um, fala o seguinte:

“ Eu fui aquilo que tinha de ser
Eu sou o que tenho de ser agora
Se eu não tenho nada,
É porque eu não preciso de nada
EU tive tudo antes e já aprendi
Se eu tenho muito,
É porque eu preciso aprender com isso.
Eu tenho de aprender a dar, a compartilhar.
Eu posso ter sido um Rei...
Eu posso ter sido um guerreiro...
Eu posso ter sido um escravo...
Eu fui o que tinha de ser.
Nós todos fomos.
Nós todos somos.
Nós todos somos um
Porque nós todos fomos cada um.”

 O livro nos guia pela história da terra, vista do mundo espiritual, até o evento do 11 de Setembro.

 “ Nós vivemos segundo nossa fé? Eu sei que nenhuma fé prega o ódio e a intolerância. Cristo não os pregou, nem Moises, nem Buda, nem Maomé. Mesmo assim, os Cristãos organizaram as cruzadas sangrentas...
 Não é a fé que gera o ódio. Não é a fé que cria a intolerância. É a falta de fé do homem em seu semelhante que faz isto. Alguns homens usam a religião para justificar qualquer coisa, desde o genocídio até a guerra.”

  Ótima leitura a todos!



domingo, 15 de setembro de 2013

Os Guardiões


 Depois da Bienal, muitos livros para ler e comentar.

 Este livro fez seu lançamento oficial na Bienal, mas já tinha conseguido comprar uns dez dias antes da Bienal. Trata-se da continuação da trilogia "Os filhos da luz" de Robson Pinheiro, chamado "Os guardiões".


TITULO: Os Guardiões
 AUTOR: Robson Pinheiro
 EDITORA: Casa dos Espíritos
 PAG.: 474

  Este é o segundo livro da trilogia Os filhos da Luz. Esta segunda obra mantem o mesmo estilo gráfico da primeira e como havia dito quando comentei sobre o primeiro livro, as três formas vão "colorindo", ou acendendo. Desta vez é o triângulo que acende, uma cor meio alaranjada.

 Se a justiça divina é o poder que impede a propagação do mal, se é a lei que nos compele a encarar as consequências de atos e escolhas, então há de ter seus agentes. Quem são eles? A quem é conferida tamanha responsabilidade de empunhar a espada a fim de representar a ordem e a disciplina, sem se deixar levar pelos impulsos de violência e desatino, tão arrebatadores quanto humanos? Estamos falando do guardiões, que não deixam de ter medos e limitações, mas detêm uma fé que move montanhas.

 Este livro nos trás a história do mito de EXU. A força de segurança sobre a qual toda a criação repousa e que é tão mal compreendida ainda hoje, em pleno século XXI.


 Um fato surpreendente é que, este livro foi editado agora em 2013, pelos idos de Julho, Agosto, mais ou menos. E trás uma visão do mundo espiritual a cerca dos movimentos ocorridos no Brasil nestes últimos meses:
 Num tempo que se proclama a liberdade de expressão aos quatro ventos; em que o Brasil sai orgulhoso às ruas para protestar e reivindicar melhorias sociais e econômicas em um processo de significado histórico, com adesão possivelmente sem precedentes nesse gênero de manifestação - tanto em numero absoluto, na casa dos milhões de participantes, como na capilaridade dos movimentos, que extrapolam as grandes capitais -, os guardiões do bem e da justiça agem como nunca nos bastidores da dimensão extrafísica.(...)

 Novamente o Dragão numero dois reaparece e traça uma batalha ideológica com o numero um.

  No capítulo dois, somos levados a uma viagem no passado da terra, através da mente de um dos espectros que havia se rendido. Fascinantes informações a cerca da história da terra. e a presença de seres extraterrenos no curso de nossa história é também relatado no plano espiritual.


 Acredito que este livro tem bastante material para os Ufólogos trabalharem. São inúmeras as informações sobre contatos entre governos, interferências feitas no curso de nossa história para não permitir uma guerra nuclear, no caso da crise dos mísseis em Cuba.

  Uma conferência com os Guardiões de mundos. Um sistema muito similar ao que já ouvi falar como Confederação Galáctica e federação galáctica. Mais uma vez acredito que se você curte ufologia e estuda estes temas, vai encontrar vasto material neste livro.

  Nesta obra, o espirito Ângelo Inácio, através de Robson Pinheiro, nos trás um tema bem complexo, os agêneres. Que seriam seres espirituais que conseguem, através de hábeis manipulações, tornarem-se visíveis e interagir no plano físico, manipulando políticos e influenciando pessoas, pois estes seres são grandes magnetizadores.

 Segundo o livro, estamos sendo preparados para o dia em que os amigos das estrelas se mostrarão para nós e teremos a certeza do nosso papel no universo.

 Ótima leitura.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

BIENAL DO LIVRO 2013.

 
  No ultimo sábado estive na Bienal do Rio 2013. Cheguei por volta das 10:00h na portão A do Rio Centro. O problema foi que a guarda municipal estava fazendo a maior bagunça na entrada. Inclusive haviam fechado o acesso do portão A, mesmo com o estacionamento vazio. E este é o país que quer sediar uma Copa do Mundo e os jogos Olímpicos. Que Deus nos ajude!

 
  Acabei entrando com muita dificuldade pelo portão de acesso aos expositores. A entrada estava pelo pavilhão Verde. A fila para comprar a entrada estava bem grande. Porém por sorte havia comprado ingressos pela internet. A questão é que ninguém sabia onde eu trocava o vale pelo ingresso. E a Bienal já havia começado a dois dias...
  Bem, depois de um tempo atrás de informações, organizaram uma fila para internet ao lado da preferencial. 
  Bem fica a dica, se você pretende ir a Bienal, compre o ingresso pela internet, vai por mim!!


 Logo de cara vi o stand da Bibliex! Ali já foram dois livros para a sacola. rsrsrsr
 Há muitos stands voltados para livros espíritas. Bem mais que eu lembre da ultima bienal. Encontrei a stand da Casa dos Espíritos e... lá foram mais uns 3 livros para a sacola. O melhor foi poder conversar, ganhar um autógrafo e tirar uma foto com o Marcos Leão. Em breve vou postar sobre o seu livro.


  Como todas as bienais tinham algumas figuras em tamanho real bem legais. Não tinha como não tirar uma foto.

 



 Pelas 13:00h a Bienal já estava lotada. O pavilhão azul tem bastante expositor de revendedores. Não acho a melhor opção para comprar livro. Melhor ir direto ao stand da editora. Mas sempre vale a pena parar para dar uma olhada.
  Uma coisa que achei ruim nesta bienal, é que alguns estandes organizaram filas para entrar. Fila para pagar tudo bem, mas enfrentar fila para entrar e dar uma olhada...




 
  Praticamente no fundo do pavilhão azul, finalmente o stand da Madras... Achei menor que o da ultima Bienal. Mas mesmo assim estava muito bem apresentado... Mais 2 livros na sacola...


  Mas uma figura bem legal presente na Bienal. Eu queria comprar a coleção Assassin's Creed na Bienal, mas a fila para entrar no estande desanimou...



 Uma coisa legal. Este ano é aniversário de 50 anos da turma da Mônica. Tem algumas coisinhas bem legais. Nós fechamos uma assinatura dos gibis da turma da Mônica para nossa filha que esta começando a ler. O mais legal, é que ela vai receber os gibis no nome dela... Vai ser muito legal quando começar a chegar...


 O Super-homem também estava na Bienal.



 O pavilhão laranja é bem voltado ao público infantil. É a diversão da criançada.
 Bem..., no final da Bienal olha o resultado...



  E a gente ainda saiu na capa do gibi da Mônica. rsrsrsrsr

 
 Se você ainda não foi na Bienal, vá! Vale a pena. Só vale repetir a dica, comprem o ingresso pela internet.
 Espero que os organizadores da Bienal tenham se organizado melhor em relação a comunicação com a guarda municipal.
E uma outra coisa, deveriam proibir o controle de entrada que esta ocorrendo em alguns stands. A entrada deve ser livre para o público passear pelos locais. Se for pagar, ai sim deve haver uma fila, até para não gerar tumulto com os corredores de passagem.
 
Boa leitura e Curtam a Bienal!

sábado, 10 de agosto de 2013

A todo vapor! Uma parábola de negócios.



   


Através de uma bela história sobre duas pessoas que estão lutando para criar suas visões, tanto pessoais como para a empresa, os autores reúnem os elementos essenciais para obter um enfoque bem-sucedido.





  TITULO: A todo vapor
  AUTOR: Ken Blanchard e Jesse Stoner
  EDITORA: Record
  PAG: 190

  Este livro foi originalmente editado em 2003. A versão brasileira veio em 2004. Comprei ele em 2006, por incrível que pareça em um supermercado. 

 Trata-se de um romance, onde os personagens trabalham em uma corretora de seguros e precisam dar um novo rumo ao negócio. Precisam criar uma visão que sensibilize todos em sua organização e ainda precisam criar uma visão para a sua vida, para lhes dar significado e objetivo.

 O livro consegue, de uma maneira simples, desvendar o mistério do tema “visão”. A torna acessível a todos, tanto a uma organização quanto as pessoas. O processo que o livro descreve, consegue fazer uma conexão com o negócio e os objetivos do negócio. Demonstra de forma clara o que acontece aos negócios e as pessoas quando elas não tem uma visão clara. 

 Os autores do livro são consultores, com experiência de mais de vinte anos. O livro é um estudo desta experiência. Criar uma idéia de visão pode ser uma atividade única. E mais que criar uma visão, é garantir que a mesma seja compartilhada, torne-se viva e guie a organização ao sucesso. 


  Um livro essencial para quem ocupa um cargo de liderança ou esta estudando Gestão. 

  “ Que coisa mais fantástica é ter uma visão, eu pensei. Se você está certo de sua visão, e se é honesto com a realidade presente, você não precisa calcular tudo. As coisas começam a acontecer por conta própria. Que dádiva! Eu me senti tão agradecido.”

 ÓTIMA LEITURA!

domingo, 28 de julho de 2013

Aruanda






 Acabei pegando este livro por acaso na internet. Pequeno e gostoso de ler. 

 Este não é um livro que pretende falar da doutrina da Umbanda. É mais uma obra que valoriza o trabalho dos Espíritos que se utilizam da roupagem fluídica de pais velhos e caboclos, auxiliando a humanidade encarnada e desencarnada. Talvez seja mesmo um grito contra o preconceito religioso, racial e espiritual, mostrando quanto os Espíritos superiores trabalham muito além das aparências.”



  TITULO: Aruanda
  AUTOR: Robson Pinheiro
  EDITORA: Casa dos espíritos
  PAG: 120

  Este livro é de 2004. É um livro que já comprei usado, uma publicação bem simples, nada parecido com as atuais obras editadas pela casa dos espíritos. Mas  o que importa é o seu conteúdo e este trouxe bastante esclarecimento em alguns pontos.    Conta a história do inicio da umbanda e sua real missão entre os homens.

 “A força, a arte ou o conhecimento que se convencionou chamar de magia está presente no mundo desde que surgiram os primeiros agrupamentos humanos. Inicialmente era considerado manifestação sobrenatural ou do mundo oculto todo e qualquer fenômeno que a mente humana primitiva não conseguia compreender. Em épocas recuadas, o homem já consagrava oferendas às forças titânicas e, até então, indomáveis da natureza. Assim começa a história da magia. “Quando estudamos o passado histórico das civilizações podemos compreender quanto a ignorância dos homens primitivos contribuiu para desencadear o desenvolvimento de crenças e lendas, que, de algum modo, procuravam dar sentido às percepções e aos fatos incompreendidos. São histórias, personagens, superstições que nasceram da incapacidade momentânea dos povos da Terra de explicar ou compreender as leis da natureza, nas mais diversas épocas e culturas. A história da magia em sua manifestação mais elementar confunde-se com esse estado de ignorância dos fenômenos naturais. Nasceram, assim, os deuses e demônios, os seres considerados sobrenaturais e detentores de poderes e conhecimentos além do alcance dos simples mortais.(...)”



 Algumas informações bem esclarecedoras sobre a magia e sobre os elementais.

  “Duas classes de elementais que merecem atenção são as ondinas e as ninfas, ambas relacionadas ao elemento água. Geralmente são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso. Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras e, na Umbanda, são associadas ao orixá Oxum. As ondinas estão ligadas mais especificamente aos riachos, às fontes e nascentes, bem como ao orvalho, que se manifesta próximo a esses locais. Não podemos deixar de mencionar também sua relação com a chuva, pois trabalham de maneira mais intensa com a água doce. As ninfas, elementais que se parecem com as ondinas, apresentam-se com a forma espiritual envolvida numa aura azul e irradiam intensa luminosidade.
— Sendo assim, qual é a diferença entre as ondinas e as ninfas, já que ambas são elementais das águas?
— A diferença básica entre elas é suavidade e a doçura das ninfas, que voam sobre as águas, deslizando harmoniosamente, como se estivessem desempenhando uma coreografia aquática. Para completar, temos ainda as sereias, personagens mitológicos que ilustraram por séculos as histórias dos marinheiros. Na realidade, sereias e tritões são elementais ligados diretamente às profundezas das águas salgadas. Possuem conotação feminina e masculina, respectivamente. Nas atividades mediúnicas, são utilizados para a limpeza de ambientes, da aura das pessoas e de regiões astrais poluídas por espíritos do mal.
— Eu pensei... — Eu sei, meu filho — interrompeu-me João Cobú. — Você pensou que tudo isso não passasse de lenda. Mas devo lhe afirmar, Ângelo, que, em sua grande maioria, as lendas e histórias consideradas como folclore apenas encobertam uma realidade do mundo astral, com maior ou menor grau de fidelidade. É que os homens ainda não estão preparados para conhecer ou confrontar determinadas questões.
— E as fadas? Quando encarnado, vi uma reportagem a respeito de fotografias tiradas na Escócia, que mostravam várias fadas. O que me diz a respeito?
— Bem, podemos dizer que as fadas sejam seres de transição entre os elementos terra e ar. Note-se que, embora tenham como função cuidar das flores e dos frutos, ligados à terra, elas se apresentam com asas. Pequenas e ágeis, irradiam luz branca e, em virtude de sua extrema delicadeza, realizam tarefas minuciosas junto à natureza. Seu trabalho também compreende a interferência direta na cor e nos matizes de tudo quanto existe no planeta Terra. Como tarefa espiritual, adoram auxiliar na limpeza de ambientes de instituições religiosas, templos e casas espíritas. Especializaram-se em emitir determinada substância capaz de manter por tempo indeterminado as formas mentais de ordem superior. Do mesmo modo, auxiliam os espíritos superiores na elaboração de ambientes extra físicos com aparências belas e paradisíacas. E, ainda, quando espíritos perversos são resgatados de seus antros e bases sombrias, são as fadas, sob a supervisão de seres mais elevados, que auxiliam na reconstrução desses ambientes.”

 Ele ainda fala mais sobre as Salamandras, Gnomos e Duendes mais a frente.

 Cada vês mais as coisas estão se fundindo em uma única informação, espiritismo, umbanda, esoterismo, etc... São os paradigmas de nossa era sendo quebrados.

 Um assunto tocado no livro e que eu vou pesquisar mais a respeito, é sobre o famoso elo perdido;

 “Como você sabe, Ângelo, até hoje os cientistas da Terra procuram o chamado “elo perdido”. Estão atrás de provas concretas, materiais da união entre o animal e o ser humano e buscam localizar o exato momento em que isso teria ocorrido. Em vão. Os espíritos da natureza, seres que concluíram seu processo evolutivo nos reinos interiores à espécie humana, vivem na fase de transição que denominamos elemental. Entretanto, o processo de humanização, ou, mais precisamente, o instante sideral em que adquirem a luz da razão e passam a ser espíritos humanos, apenas o Cristo conhece. Jesus, como representante máximo do Pai no âmbito do planeta Terra, é o único que possui a ciência e o poder de conceder a esses seres a luz da razão. E isso não se passa na Terra, mas em mundos especiais, preparados para esse tipo de transição. O próprio Kardec, que pude estudar ainda quando encarnado, aborda a existência desses mundos nos ditados de O LIVRO DOS ESPÍRITOS.”

 Mais um livro obrigatório na biblioteca do buscador.

 Boa leitura.

sábado, 13 de julho de 2013

Cidade dos Espíritos!







 “Em que mundo vivem os sonhos, as saudades, os anjos, enfim? Talvez habitem um tempo não mensurável, um espaço não material.”

  Mais uma trilogia de Robson Pinheiro.


TITULO: Cidade dos Espíritos
  AUTOR: Robson Pinheiro
  EDITORA: Casa dos espíritos
  PAG: 454

  Este é o primeiro livro da trilogia os filhos da luz. 

 Mas uma vez o trabalho gráfico da casa dos Espíritos é de tirar o chapéu.  As bordas das folhas são negras, então o livro fechado da impressão de ser um falso livro, naqueles só com capa e o interior maciço. O trabalho gráfico da capa é lindo. Existem três figuras, um círculo, um triângulo e um quadrado. Elas se repetem na borda também. Só o círculo é verde, o que da a entender que no próximo o triângulo será verde e depois o quadrado. As primeiras páginas de cada capítulo são negras e a primeira letra esta sempre na página anterior ocupando quase toda ela.  É uma prova de que belos livros não precisam ser necessariamente caros. 

 Nesta nova trilogia, Ângelo Inácio nos conta sua trajetória do outro lado da vida. Inicia sua narrativa já no seu desencarne:
“ No principio me deslumbrei com a possibilidade de estar fora do corpo, embora somente aos poucos me desse conta de que a situação era irreversível. Os pensamentos das pessoas no velório, familiares pensando em como ficariam os direitos intelectuais de minhas obras e outras situações que considerei insólitas naquele momento.”

 Ângelo então nos leva para conhecer ARUANDA, a cidade dos espíritos que orientam a evolução do mundo. Lá se vive, se trabalha em prol da humanidade.
 Outras cidades espirituais são citadas na obra, como: Nosso lar, Grande Coração, Vitória Régia e outras. Mas um livro para “incomodar”. Ângelo Inácio em sua descrição da cidade, relata que observa pessoas “diferentes”, e lhe é explicado que trata-se de amigos das estrelas, seres extraterrestres, que nos apóiam em nossa evolução. 



 Fala também do papel dos Orixás, País Velhos, e outras entidades conhecidas no meio da Umbanda, porem banidas do meio espírita convencional. 

  Por fim, Ângelo Inácio é levado a Central dos guardiões, onde inicia seu trabalho, divulgando o plano daqueles que desejam que a humanidade não evolua espiritualmente.

 “ E enquanto muitos, milhões dormiam ou se perdiam em meio ao nevoeiro da ilusão, do maia, mergulhados e completamente absortos no cenário oferecido pela dimensão física, entre a materialidade e a realidade primitiva do mundo original, eles, os guardiões, trabalhariam para o mundo despertar e para preservar o mesmo mundo da destruição, das armadilhas da corrupção, das investidas das forças inimigas do progresso e da evolução.”




 Ótima leitura!

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