domingo, 27 de setembro de 2015

Diálogo com um Executor






 “ (...)
   Quantas tolices não tem cometido os tolos que julgam que o espírito não sofre dor alguma, a não ser aquelas dos seus mentais. Embora essas também existam, elas estão mais relacionadas aos reflexos condicionados da dor sofrida no corpo carnal e aos remorsos por erros cometidos do que com a dor do corpo espiritual.
   Esta sim é um tormento. Eu a vivi com grande intensidade e posso dizê-lo com toda a segurança: o corpo espiritual vibra tanto com a dor a ele infligido quando o corpo carnal.
   Digo isto porque, se não fosse os seus amigos terem dado o alívio da cura antes da doutrina, talvez eu ainda estivesse vagando nas trevas da ignorância das coisas divinas.
  Mas não! Primeiro curaram minhas feridas, depois saciaram a minha sede, e só então vieram doutrinar-me para as coisas divinas.
(...)”




TITULO: Diálogo com um Executor

AUTOR: Rubens Saraceni

EDITORA: Madras

PAG.: 120







    Já há algum tempo eu tenho ouvido falar dos livros escritos pelo Saraceni. Tenho um amigo que é um fã incondicional dele, tem todos os livros escritos por ele e inclusive já pode conversar com ele quando ainda vivo. Rubens Saraceni veio a falecer em Março de 2015.

   Na Bienal deste ano eu adquiri um dos livros dele, cujo título esta escrito acima. O trabalho editorial e gráfico é o padrão da Madras, muito bem feito. Todo o miolo em papel offset de média/alta gramatura, ou seja, as letras da página de trás não atrapalham a sua leitura.

  O livro é de certa forma pequeno, para quem esta acostumado a ler, é uma leitura rápida.  Eu devo confessar que o li em aproximadamente quatro horas. A maior parte dele é escrita em forma de diálogo, o que da uma dinâmica muito grande para a leitura.
   
   Porém não é um livro de ‘digestão’ assim tão fácil. É perturbador! A história apresentada é a história de Mário Ventura, um espírito hoje na Luz. Mas que andou por muito tempo nas trevas e da ignorância das coisas divinas e sagradas, tal qual muitos de nós.

   Mário Ventura, através da sua história, nos mostra o que ocorre quando, pessoalmente, tomamos em nossas mãos os rigores que somente à Lei Divina pertencem. Durante sua trajetória ele vivência inúmeras situações que mostram as mais chocantes expiações a que são submetidos todos aqueles que ousam interferir no seu próprio carma expiatório.


   O “Diálogo com um Executor” traz a introdução ditada pelo próprio Mário Ventura, o autor espiritual do livro. O grande ponto deste livro, é que ele nos faz pensar e voltar o nosso olhar para dentro de nós e ver o quanto somos frágeis, ou de certa forma, até manipuláveis se não temos o conhecimento adequado.

  Já gostaria de adiantar a você que se interessou em comprar e ler este livro, que a questão da sexualidade é muito explorada ao longo da obra. Logo assim que o nosso autor espiritual desencarna, ele viaja num ônibus, onde ele pode assistir como certas entidades provocam um casal a se estimularem o que gera em seguida um caso de obsessão sexual destas entidades. Na verdade esta parte é uma preparação ao que vem depois, no decorrer do livro.

    Outro ponto bem interessante, já colocado no texto de abertura deste post, é a questão da dor que o espírito pode sofrer. A observação do espírito a um certo desejo de ‘vingança’ que pode leva-lo de volta aos caminhos sombrios do ódio e da dor.

   Mas uma parte da estrutura deste mundo espiritual nos é mostrado, em várias partes do livro. São entidades identificadas como "protegidos", "protetores", "guardiães transformadores" e "guardiães executores". Esta é uma parte que achei um pouco confusa, se alguém puder ajudar agradeço. Pelo que entendi, existem entidades que apesar de estarem no chamado ‘reino das sombras’, fazem os trabalhos solicitados pelo mundo da luz. Como eles falam, “Alguém tem que fazer o trabalho sujo.” E este trabalho é uma forma de elevação para estes espíritos.


   E, acho que esta é a principal questão do livro, a obra nos trás uma visão a cerca da justiça divina e do carma. Mario Ventura na sua tentativa de ajudar a sua família encarnada, acaba interferindo no carma e no destino de todos. No fim, para que ocorra a elevação do seu espírito ele deve queimar todo o carma acumulado e de certa forma gerado por ele enquanto desencarnado.

   “Era a lei divina atuando implacável sobre aqueles que não souberam dosar suas emoções e as desequilibram.

   Meu Deus! Como era triste ver o sofrimento daqueles infelizes. Eu os olhava e sentia pena, pois não passavam de vítimas de suas próprias loucuras, agora transformados em algozes de si próprios; seus torturadores e os causadores das dores e do sofrimento, quem eram senão os seus outrora tão valorizados membros viris?

   Que horror! Eles os olhavam como se fossem os piores demônios castigadores. Amaldiçoavam seus sexos carcomidos pelos vermes e miasmas. Urravam de dor e clamavam por auxílio e perdão por terem se deixado envolver e conduzir por essa emoção tão gratificante quanto equilibrada com o todo contido no vaso da vida, mas tão perversa quanto bestializada.

   Era a lei divina agindo de forma sábia e implacável sobre o ser humano.
   (...)”

  E por fim, ele nos mostra que em todos os momentos a escolha é nossa. Até quando seu espírito sofria os piores flagelos, a escolha era dele, poderia passar por aquilo e aprender, ou poderia simplesmente abdicar da dor e do sofrimento e deixar-se cair no abismo do mundo sombrio.


  Uma ótima leitura à todos!

domingo, 13 de setembro de 2015

Bienal do livro - Rio 2015



   Sábado fui a Bienal do Rio.  Apesar de ir cedo não deu para evitar o engarrafamento. Devido as obras, ( Já fiquei com pena do pessoal que vai para o Rock in Rio ), tinha muita lama, falta de placas de informação e vários desvios.

   Como sempre a desorganização para os eventos aqui no Rio é notória. Não sei quem estava mais perdido, se eram as placas ou os guardas municipais. Por conta desta desorganização acabei tendo que estacionar na entrada J, que fica praticamente fora do espaço do Rio Centro. Mas em fim, o que é andar um pouco, seria até bom se não fosse a chuva.


   A entrada foi bem tranquila. Pela primeira vez fui com a credencial de ‘Autor’. Eu ainda não divulguei nada aqui no Capa, Borda e Folhas. Esta Bienal foi o inicio da divulgação. Mas este é um assunto para outro momento.

                               KV - A Fortaleza de Aço.
  
   Entramos pelo pavilhão Laranja. Este pavilhão tinha mais publicações para o público infantil. Mas tinha muita Promoção.


   O pavilhão Azul era o mais recheado. Devo admitir que achei os estandes mais 'básicos’ esta Bienal. Acho que a crise deu uma freada nos expositores. Até o estande da Madras, que é sempre uma atração à parte, nesta feira ficou bem simples, em relação as últimas edições da Bienal.



   No computo geral achei esta Bienal mais fraca que as anteriores.   Uma coisa que gostei muito foram os preços, não sei se foi por conta de ter ido no penúltimo dia, mas achei os preços muito bons. Tinha muita promoção.

   Villardo Prior, do Site 'www.motivacaoagora.com.br'

  Duas faltas que senti, uma de um estande da “Casa dos Espíritos” e a outra de um estande da “Aleph”.

  Consegui alguns contatos para distribuição e divulgação do meu livro, isto foi bem legal.

  Obrigado ao pessoal da All Print Editora.
www.allprinteditora.com.br
  Obrigado ao pessoal da Perse EBOOK
www.perse.com.br
  Ao Villardo pela ótima 'prosa' na feira e pela sua dedicatória
  E como não agradecer ao Marcos Leão, da Casa dos Espíritos, pela atenção, mais uma vez, despendida a este leitor.
  Ainda quero agradecer ao pessoal da Bibliex e da Madras Editora.

   E por fim, quero dizer que consegui muito material para falar aqui no Blog.






   Bom, agora é esperar 2017.

  #BienalRio2017







 Um pouco da Bienal 2015








domingo, 16 de agosto de 2015

O Agênere


“O dia amanheceu na lua Ganimedes como há muito tempo não ocorria ali, naquele recanto longínquo em relação ao planeta Terra. Uma notícia havia sido decodificada por aparelhos ultrassensíveis de rádio, de um tipo que permitia que as mensagens interestelares fossem captadas em tempo real, aliás, com um atraso de alguns míseros segundos. Era uma maravilha técnica de povos que trabalhavam unidos, dando origem a um suporte científico que auxiliaria muitos mundos no desenvolvimento da comunicação. Naquele dia, receberiam uma comitiva no satélite do planeta gigante, numa escala em meio à viagem rumo à lua terrestre, importantíssima base dos guardiões planetários. Depois de se disporem ao trabalho mais cedo do que de costume, Elial-bá-el e seu filho Sharan-el, juntamente com dois representantes de outra humanidade, caminhavam pelos longos corredores numa espécie de esteira rolante, no ambiente interno de uma das redomas preparadas para permitir o convívio de alienígenas de raças e procedências distintas. Os dois amigos eram um gray, nome dado em alusão à pele cinzenta dos de sua espécie, cujos representantes traziam olhos muito proeminentes, e o outro era um ser dos mundos de Capela, cujo corpo parecia ser feito de uma constituição mais sutil ou energética, e não propriamente material. Eram marcantes as diferenças entre os representantes das estrelas, incluindo altura, tamanho e proporções entre os membros. Enquanto os dois annunakis ultrapassavam os 3m, o capelino media em torno 2,2m e o gray, 1,6m. Não obstante, a robustez da constituição física ou a altura dos seres de modo algum determinava o grau de inteligência e a força de seus espíritos, atributos que não guardavam nenhuma relação com a fisiologia ou a morfologia das raças. Caminhavam todos sobre a esteira, rumo ao recinto onde receberiam os visitantes. Além da comitiva interestelar, também chegaria em breve a delegação da Terra, representada por um guardião que viria recepcionar os filhos das estrelas ali mesmo, em Ganimedes. “



TITULO: O Agênere

AUTOR: Robson Pinheiro

EDITORA: Casa dos Espíritos

PAG.: 382



    Assim começa o capitulo cinco desta obra. Este é o terceiro livro da série ‘Crônicas da Terra’, só para relembrar esta série correspondem as seguintes obras:

  • O fim da Escuridão
  • Os Nephilins, a origem.
  • O Agenere

  Nesta obra Robson Pinheiro continua a saga iniciada no Nephilins a cerca dos Annunakis e deste ser, conhecido como Agênere.

  Para quem nunca ouviu falar do termo:  Um Agênere, segundo o Espiritismo, seria um espírito momentaneamente materializado, assumindo as formas de uma pessoa encarnada, ao ponto de produzir uma ilusão completa. O assunto é abordado por Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns.

 Na Revista Espírita de 1859, o codificador do Espiritismo Kardec cita em seu artigo "Os Agêneres" as técnicas e aspectos teóricos relativos a esse tema.  Para saber mais, da uma passada neste link: http://www.cebatuira.org.br/estudos_detalhes.asp?estudoid=98

  Vamos continuar sobre o livro. Para quem esta acostumado a ler Robson Pinheiro pelo espírito Ângelo Inácio, vai perceber que em nada mudou a ‘pegada’. Você começa a ler e só larga o livro depois de terminar. Devo confessar que no inicio achei que o livro pegou bem ‘pesado’ em termos de erotismo e vale esta atenção. O livro vai pegar pesado no erotismo, porém é preciso que se entenda o motivo. A única forma que o Agênere tem para se abastecer de energias é sugando esta dos viventes. Claro que um ser espiritual pode roubar fluidos de várias formas, porém nenhuma é mais intensa do que pelo processo sexual. Lembremos dos relatos, no livro ‘Faz parte do meu Show’, onde é descrito um ambiente de Motel visto pelo mundo espiritual. Além disto temos a chamada ‘Kundalini’, uma energia quase física situada nesta região.


   Uma das passagens mais interessantes foi a de Angela Merkel confrontando o Agenere e o encontro com Enoque. Isto mesmo, Enoque, o patriarca Bíblico do Antigo Testamente, ainda vivo em nossos dias. Parece incrível, mas me lembro que Erick Von Daniken em seu Livro ‘Eram os Deuses Astronautas’ diz que seria interessante poder entrevistar Enoque, pois segundo sua teoria ele ainda poderia estar vivo. FANTÁSTICO!

 “ Aquele que ali se encontra é um dos filhos do terceiro Mundo. Foi um dos governantes de nosso povo. Chama-se Enoque, na linguagem dos terrestres. É um sábio mesmo, mas não no sentido que entendemos em nosso mundo. Ele colaborou em diversas situações, ao longo de milênios, para os avanços de seu povo. Por isto, recebeu a dádiva da vida longa e da saúde permanente. Suas células receberam um jato de energias revitalizantes, de maneira que ele se encontra preservado da decomposição comum aos habitantes de seu mundo.”

   O livro prossegue na descrição de como foi a colonização da Terra pelos ‘astronautas’, o uso de naves e ferramentas para que pudessem dominar o ambiente inóspito do planeta.

  O ponto que merece mais estudos é sobre uma entidade, que ele chama de Krill. Este ser seria o que ele chama de primeiro contato, especialista em psicotranferência. Este seria um dos Agêneres.  Não ficou bem claro quais os motivos pelo qual este ser faz o que faz. O grupo conhecido como MJ-12 da CIA, segundo o que se relata desde os anos 70, sabia alguma coisa sobre este ser. Existe a teoria de que este ser foi o responsável pelo primeiro contato do governo Americano com os seres de outro mundo.  O filme contatos imediatos, segundo consta, foi baseado neste evento.
 Este livro tem muitos pontos a serem estudados melhor. Vale a pena, nos faz pensar.


  Boa Leitura.

terça-feira, 21 de julho de 2015

A idade média



  A idade média inspirou e inspira até hoje filmes e livros, que gravam em nossa memória um imaginário da idade média que talvez não corresponda a realidade dos fatos.  Em tratando-se de idade média, temos Dez séculos de história, do século V ao século XV, que não podemos resumir ao simples ‘Feudalismo’.  Estudar e idade média é um exercício que nos leva a compreender como que foi a formação da identidade dos países que hoje compõe a Europa. E de certa forma entender um pouco daqueles países do continente Americano que foram por aqueles colonizados.





TITULO: A idade média

AUTOR: Jacques Le Goff

EDITORA: Nova Fronteira

PAG.: 119





   A presente obra, editada em 2012, apresenta-se em capas feita com papel cartão fosco e páginas em offset 75g/m2, ( aquelas meio amareladas ). Para quem nunca ouviu falar de Le Goff, vale aqui uma pequena explanação:

  'Jacques Le Goff  foi um historiador francês especialista em Idade Média. Autor de dezenas de livros e trabalhos, era membro da Escola dos Annales, empregou-se em antropologia histórica do ocidente medieval. Faleceu em 2014, porém deixou um legado de mais de 20 livros a cerca da idade média.'


   Esta obra é uma espécie de entrevista com Jacques Le Goff. Não há uma referência na obra para saber se foi o próprio que escreveu assim, ou se é uma transcrição de alguma entrevista real.

  Ao longo dos oito capítulos, Le Goff responde a perguntas sobre as grandes figuras do Medievo Ocidental, como os Cavaleiros, as Damas, os Clérigos, Leigos, Senhores, Servos, Burgueses, comerciantes, Artesãos, peregrinos, pobres, Templários,... Ainda descreve o funcionamento dos Castelos, catedrais, Mosteiros.


  Este livro pode e deve ser usado como uma introdução ao estudo mais aprofundado sobre o tema.

  Sobre a idade média, segundo Le Goff:

  “Esse longo período conservou o nome que lhe foi dado pelo Renascimento e que tinha, no começo, um sentido pejorativo: Vimos que algumas pessoas, ainda hoje, consideram a Idade Média como uma época Cruel ou ‘tenebrosa’, ao mesmo tempo violenta, obscura e ignorante. Sabemos, atualmente, que essa imagem é falsa, mesmo que tenha existido uma Idade Média da Violência: não apenas conflitos e guerras entre grupos e países, mas violência contra Judeus, com o começo do anti-semitismo, e repressão contra os rebeldes aos ensinamentos da Igreja, aqueles que eram chamados ‘Hereges’, por meio da inquisição. As Cruzadas, evidentemente, também fazem parte do balanço negativo."



  " Mas a Idade Média foi também, acho até que principalmente, um grande período criativo. Podemos ver isso nos domínios da arte, das instituições, sobretudo nas cidades, ( Temos as Universidades ), ou ainda no campo do pensamento – a filosofia que chamamos de ‘escolástica’ atingiu altos patamares do saber. Também vimos até que ponto a Idade Média criou ‘lugares de encontro’ comercial e festivos que nos inspiram até hoje.”





   Ótima leitura à todos!

Este barco Também é seu.



   “ Um ponto de partida interessante pode ser considerar este livro uma obra sobre pessoas, sobre seres humanos. Seres humanos que têm uma história de vida, muitas vezes sofrida, limitada, cheia de percalços, frustrações, decepções; e também cheia de demonstrações de coragem, desafios estimulantes, companheirismo, alegria, realizações. Histórias que revelam o caráter das pessoas que as escrevem. Este também é um livro sobre o potencial de cada pessoa e sobre como ele pode florescer de modo surpreendente, se lhe proporcionarem as condições adequadas e uma liderança inspiradora.”






TITULO: Este barco também é seu

AUTOR: Capitão de Mar e Guerra D. Michael Abrashoff

EDITORA: Cultrix

PAG.: 200





    Este livro veio até mim oriundo de uma atividade feita no trabalho. Esta obra é originalmente editada em 2002 nos EUA, em 2006 a Cultrix adquiriu o direito para publicar a obra no Brasil. A editoração é simples, com capas em papel cartão, com orelhas em ambas as capas.

  O livro é dividido nos seguintes capítulos:

  • Capitulo 1 – Assuma o Comando
  • Capitulo 2 – Lidere pelo Exemplo
  • Capitulo 3 – Ouça com a Máxima atenção
  • Capitulo 4 – Comunique o Objetivo e o Sentido
  • Capitulo 5 – Crie um Clima de Confiança
  • Capitulo 6 – Busque Resultados, Não elogios
  • Capitulo 7 – Assuma Riscos Calculados
  • Capitulo 8 – Vá além do Procedimento padrão
  • Capitulo 9 – Prepare o seu pessoal
  • Capitulo 10 – Estimule a União
  • Capitulo 11 – Melhore a Qualidade de Vida do seu Pessoal
  • Capitulo 12 – A Vida após o Benfold




  O Capitão Abrashoff se tornou uma verdadeira lenda dentro e fora da Marinha Norte Americana. Abrashoff neste livro descreve práticas inovadores de gestão, que fizeram o seu navio, o USS Benfold, ser o melhor navio de Guerra da Marinha Americana.

 “O segredo para ser um comandante bem-sucedido é ver o navio pelos olhos da tripulação. Só então seria possível descobrir o que estava realmente errado e, com isto, ajudar os marinheiros a ganhar mais responsabilidades para consertar o que houvesse errado.”

  “ (...) compreendi que ninguém, incluindo a mim mesmo, é capaz de tomar todas as decisões. Eu precisaria treinar o meu pessoal a pensar e fazer julgamentos por conta própria. Dar autonomia significa definir os parâmetros pelos quais as pessoas têm permissão para operar, e então deixa-las à vontade.”

“ Mesmo se as decisões fossem erradas, eu ficaria do lado dos meus tripulantes. Com sorte, eles aprenderiam com os próprios erros. E quanto mais responsabilidade recebiam, mais eles aprendiam.”


  ‘Quando o capitão Abrashoff assumiu o comando do USS Benfold, um navio de guerra moderno, equipado com os sistemas mais avançados da atualidade, foi como se passasse a dirigir uma empresa com toda a tecnologia disponível, mas de baixa produtividade. 


   Consciente de que a responsabilidade de melhorar o desempenho recaía sobre os seus ombros, ele compreendeu que precisaria desenvolver a sua própria capacidade de liderança antes de tentar aprimorar o navio. Em poucos meses, Abrashoff conseguiu uma tripulação constituída de pessoas confiantes, motivadas a solucionar problemas e dispostas a tomar iniciativas e assumir a responsabilidade pelos seus atos. O lema a bordo de Benfold passou a ser 'Este Barco Também É Seu' e, em pouco tempo, o navio foi reconhecido unanimemente e em todos os níveis hierárquicos da Marinha como um modelo da eficiência naval.’


  Um livro para ser lido por todos os administradores e líderes. 

  Boa leitura à todos.

domingo, 14 de junho de 2015

Impérios Antigos - Da Mesopotâmia à origem do Islã.



“A recuperação da idade das trevas marcou o verdadeiro inicio da Era dos Impérios. A sucessão mais ou menos contínua de impérios, que se estendeu do século VIII a.c. até o século VIII d.c., testemunhou a origem e a queda de algumas das sociedades mais complexas de que temos notícia. Por todas as partes do oriente próximo, assim como o mediterrâneo oriental e ocidental, grandes mudanças no fim dos séculos IX e VIII a.c. anunciaram alguns novos e importantes acontecimentos”



   


  TITULO:  Impérios Antigos – Da Mesopotâmia à origem do Islã

   AUTOR: Eric H. Cline e Mark W. Graham

   EDITORA: Madras

   PAG.: 447





       Este livro foi editado originalmente em 2011. Já em 2012 a Madras editora adquiriu o direito pela tradução e publicação da obra no Brasil. Ótimo trabalho editorial da Madras. A capa da edição nacional ficou mais bonita que a original em Inglês. Se pudesse recomendaria a Madras que fizesse uma edição de luxo, com capa dura e papel de alta gramatura. Esta é uma obra para ser lida e consultada diversas vezes.


     A presente obra não é um livro didático, no que esta temática leva a entender. Tão pouco é um livro “de cabeceira”. Este é um livro para pesquisa, para enriquecimento do conhecimento. Para os estudantes de História este é um livro que não pode faltar em sua biblioteca. Os autores conseguem promover uma abordagem crítica / problemática  entre os poderes políticos e ideológicos além das inter-relações entre as forças ideológicas, econômicas, militares e políticas. Esta inter-relação que inclusive não é uma problematização dos autores e sim do Sociólogo Californiano Michael Mann.



    
O livro é dividido em 14 capítulos. Estes capítulos estão subdivididos em importantes problematizações referentes aos períodos citados.


   Gostaria de destacar o capítulo 12 – Crise e Recuperação Imperial. Este é um capítulo dedicado a crise do século 3. As subdivisões deste capítulo são:


A “Crise do século III”

O advento do Cristianismo

O dominato: O Cosmos restaurado


  São quase 30 páginas destinadas e descrever todo este processo que vai levar a desagregação do Império Romano.


   A geração do século XXI deve entender a história não como nós, ou os nossos pais aprenderam. História não é 'certinha', recortadinha. História é complexa. História são processos, inter-relações. É desta forma que a nossa história deve ser compreendida.

  “Traz uma síntese relativamente breve e, ainda assim, bastante completa e imparcial do antigo Oriente Próximo, Mediterrâneo e Europa, incluindo o mundo greco-romano, a Antiguidade Tardia e os primórdios do período muçulmano. Com uma abordagem centrada e temática, o objetivo do livro é o de incitar a discussão de um conjunto explícito de temas baseados na leitura de fontes antigas.

Tendo um foco especial nos impérios e no imperialismo, assim como nos modos de reação e resistência, a obra é relevante em discussões atuais a respeito de ordem, justiça e liberdade. O livro conclui que algumas das ideias mais duradouras do mundo antigo, de seus sistemas de valores e instituições foram formuladas por povos que resistiram aos grandes impérios.


A obra analisa a relação central, e também problemática, entre o poder político e ideológico, tanto no aspecto da formação, quanto da resistência aos impérios. As inter-relações complexas entre as forças ideológicas, econômicas, militares e políticas são exploradas com base em cada um dos impérios e de seus grupos de resistência.”


    Uma ótima leitura.

terça-feira, 26 de maio de 2015

O Homem do castelo alto

  

‘Neste livro que é considerado por muitos o melhor trabalho do autor, Dick apresenta um cenário sombrio: a Segunda Guerra Mundial foi vencida pelos Nazistas. O mundo vive sob o domínio da Alemanha e do Japão. Os negros são escravos. Os judeus se escondem sob identidades falsas para não serem completamente exterminados. É nesse contexto que se desenvolvem os dramas de vários personagens. Ao apresentar uma versão alternativa da história, Dick levanta a grande questão: “O que é a realidade, afinal?" ’






TITULO: O Homem do castelo alto

AUTOR: Philip K. Dick

EDITORA: Aleph

PAG.: 304






     Desculpe o longo silêncio. Na verdade as leituras não foram interrompidas, só estou sem tempo de compilar mesmo. 
   
   Mais uma obra prima da ficção científica reeditada pela Aleph. O público Brasileiro deve conhecer este autor mais pelas obras adaptadas ao cinema, como “Blade Runner”, “Minority Report” e Vingador do Futuro”. Mas Philip tem uma verdadeiro compêndio de livros escritos.  De 1950 à 1981 foram mais de 50 obras publicadas. A temática de Dick era a questão da realidade. O que é a realidade?  Contemporâneo de Asimov, Dick fez uso das drogas dos anos 60. Existem várias histórias que contam que Dick via pessoas e imagens que ninguém mais via. Existe até um caso em que ele afirmava ter visto Jesus.

  O Estadão publicou um artigo bem interessante sobre Dick:

http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,obras-do-americano-philip-k-dick-comecam-a-ser-reeditadas-no-brasil,918097  

   Um trecho deste livro, para vocês apreciarem:

Varridas para fazer uma terra de... do quê? Quem sabia? Talvez  nem mesmo os grandes arquitetos de Berlim soubessem. Bando de autômatos, construindo e trabalhando. Construindo? Esmagando. Ogros saídos de alguma ex posição de paleontologia, atarefados em fazer um copo com o crânio do inimigo, a família inteira empenhada em pescar primeiro o conteúdo – os miolos crus – para comer.
  Depois, fazer utensílios dos ossos das pernas dos homens. Era econômica essa ideia de não só comer quem não se gosta, mas comê-los dentro do seu próprio crânio. Os primeiros técnicos! O homem  pré-histórico de jaleco branco esterilizado num laboratório de alguma universidade de Berlim, pesquisando como aproveitar crânios, pele, orelhas e gordura de outras pessoas. Ja, Herr Doktor.
Uma nova utilidade para o dedão do pé; veja, pode-se adaptar a junta para funcionar como isqueiro. Agora, se Herr Krupp conseguir produzir isso em quantidade ...’

  A editora também disponibilizou o primeiro capitulo para degustação:

1° Capítulo para degustação - Cortesia da Aleph Editora.

 Uma coisa que achei interessante na leitura desta obra é que mesmo não sendo historiador Dick fala bastante a cerca da historicidade. Para quem não sabe o que significa, historicidade é o carácter do que é histórico, isto é, que se reconhece como tendo realmente acontecido; autenticidade, veracidade. É um carácter do que existe, não no instante ou na eternidade, mas no tempo histórico. Um objeto pode ser apenas um objeto, porém pode ter uma historicidade se este mesmo objeto pertenceu a um momento específico. E desta forma, dois objetos idênticos podem ter valores diferentes. Um pedaço de pedra, por exemplo, pode não valer nada, ou pode valer algumas centenas de dólares se este pedaço de pedra for da Grande pirâmide. Este é um conceito bem utilizado no meio acadêmico histórico e no meio de colecionadores. Ainda não achei uma relação de Dick com isto, mas ele consegue fazer uma boa reflexão a respeito do tema.
  
  Uma coisa que costumo falar, para entender a obra é preciso conhecer e entender o autor. Então este documentário deve ajudar vocês a entenderem Dick:


  Nesta suposta realidade apresentada por Dick, os EUA esta dividido entre Japoneses e Alemães. Os Japoneses dentro de suas práticas cerimoniais e os Alemãs com sua tecnologia e um pensamento obscuro de ‘dominar o mundo’.

  Nesta realidade um homem escreve um livro chamado ‘ O gafanhoto torna-se pesado’, no qual ele descreve um mundo no qual os aliados haviam ganho a guerra. Obviamente que os Alemãs não gostaram do livro. Mas algumas pessoas começam a ler o livro e passam a se questionar sobre a realidade em que vivem.


  “ Para todos aqueles que estão perdidos neste labirinto interminável de realidades multiplicáveis, um lembrete: Philip k. Dick já esteve ai.”
-Terry Gilliam














Boa leitura.

Para comprar pode acessar o link:

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